sexta-feira, 23 de outubro de 2015

DEUS ESTÁ IRADO


          A geração anti-diluviana foi totalmente destruída por Deus, como castigo pela sua maldade, numa solene demonstração da sua ira. Somente Noé e sua família foram poupados, em virtude de sua retidão. “Eis a história de Noé. Noé era homem justo e íntegro entre os seus contemporâneos; Noé andava com Deus.”  (Gn. 6:9).  
A Bíblia diz que Deus não muda. Portanto, o Deus do tempo de Noé é o mesmo Deus de hoje. O Deus do Antigo Testamento é o mesmo Deus do Novo. Deus é soberano sobre toda a terra, e nada aqui acontece sem o seu consentimento. Em 1906, ano do avivamento da rua Azuza, houve o grande terremoto de São Francisco, na Califórnia, onde morreram mais de 500 pessoas. A imprensa e os pregadores da época tentavam convencer o povo de que Deus nada tinha a ver com isso. Porém, os intercessores, que estavam orando, sentiram que era a mão de Deus, tentando levar o povo ao arrependimento. 
A Primeira Guerra Mundial (1914-1918) e a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), quando milhões de pessoas morreram, foram tidas como juízo de Deus, por causa do pecado de ser humano. A Peste Negra na Europa foi tida como juízo de Deus. O Tsunami na Indonésia  foi tido como juízo de Deus. O Tsunami no Japão foi tido como juízo de Deus. Hoje mesmo está havendo alagação no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina, e um pouco antes, houve alagação no Acre e no Amazonas. Ninguém se engane, tudo isso é juízo de Deus , por causa do pecado. 
A crise econômica que assola hoje o Brasil é um juízo de Deus. Tudo isso é a voz de Deus dizendo “arrependam-se”. O Deus que tem sido apresentado ao povo brasileiro hoje, por boa parte da igreja, é uma caricatura do verdadeiro Deus, revelado na Escritura. Numa tentativa de agradar o povo, muitos pregadores apresentam um Deus bonachão, um paizão, que mima seus filhos, e é como um grande Papai Noel, com um saco de presentes às costas, pronto para distribuir bênçãos em troca de lealdade. 
Porém, terremotos e maremotos estão sob o controle de Deus, e ainda que as placas tectônicas se movam, é ele quem as faz se mover. Como diz Isaías: “Entra nas rochas, e esconde-te no pó, de diante da espantosa presença do Senhor e da glória da sua majestade” (Is. 2:10) e “Então os homens se meterão nas cavernas da rochas,  e nas covas da terra, por causa da presença espantosa do Senhor,  e da glória d a sua majestade, quando ele se levantar para assombrar a terra.” (Is. 2:19). Paulo diz “A ira de Deus se revela do céu contra toda a impiedade e perversão dos homens que detém a verdade pela injustiça” (Rm. 1:19). E João “Por isso, quem crê no filho tem a vida eterna;  o que, todavia, se mantém rebelde contra o filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus.” (JO.3:36).  
É hora de aqueles que conhecem a Deus, buscarem a sua face, em oração, pois Jesus mesmo disse “Vigiai, pois, a todo tempo, orando, para que possais escapar de todas estas coisas que t& ecirc;m de suceder e estar em pé ma presença do filho do homem” (Lc. 21:36).

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

O CRENTE FRUTÍFERO


“Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio” (Gl. 5:22,23).
          Fruto é, literalmente, produto da árvore, reino vegetal. Mas, figuradamente, pode ser também o produto do ser humano e dos animais, reino animal. (Dt. 28:4). Então, ser frutífero significa a árvore dar frutos, os animais dar crias, e os homens ter filhos. Mas há ainda outro sentido, que é dar frutos espirituais, gerar filhos espirituais, assim como o homem gera filhos físicos, biológicos. Em Gênesis Deus deu ordem a Adão e a Noé, para que frutificassem (Gn.1:28; 9:1), e em Êxodo 1:7, está escrito que os filhos de Israel “frutificaram e aumentaram muito”. Então, o crente frutífero é aquele que faz muitos discípulos, gera filhos espirituais? Tem algum sentido, mas não é o único modo de ser frutífero. O que &e acute; preocupante hoje, em boa parte da igreja, é que se estabeleceu como dogma, que o único fruto que o crente pode apresentar, é ter discípulos. É preocupante porque com essa atitude se ignora outros textos da Escritura, que claramente ensinam outra coisa. No caso de Gálatas 5:22,23, o fruto do Espírito, que nasce da intimidade entre o crente e o Espírito Santo, não são pessoas ou discípulos, mas qualidades de uma personalidade que reflete a natureza e o caráter de Deus. Paulo diz que “Fiel é Deus, pelo qual fostes chamados à comunhão de seu Filho Jesus Cristo, nosso Senhor.” (I Co. 1:9). A prova de que alguém anda realmente em comunhão com Deus, é exibir, no seu caráter e na sua personalidade, a pessoa de Jesus Cristo, Filho de Deus. Amor, alegria, paz, existem numa personalidade realmente curada pelo Espírito de Deus. &E acute; a restauração da personalidade de Adão, antes de ter cometido pecado. Alguém em quem não há essas coisas, pode ter uma multidão de seguidores, pela força, magnetismo, e carisma de sua liderança, mas não é o fruto que Deus requer. São as qualidades de uma pessoa realmente liberta por aquele que disse “Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres.” (Jo.8:36). Longanimidade, benignidade, bondade, são as características de uma pessoa que reflete em si mesma, a natureza de Deus. E diz respeito à maneira de se relacionar com as outras pessoas. Uma pessoa que não tem essas qualidades, pode ter uma multidão de seguidores, mas não tem o fruto que Deus requer. Fidelidade, mansidão, domínio próprio, são necessários na pessoa que realmente quer dar fruto para Deus. Até porque os nossos discípulos, como os nossos filhos, serão semelhantes a nós. Antes de gerar filhos para Deus, temos de ter o nosso caráter mudado e a nossa alma curada da contaminação do pecado. A palavra “carne” que aparece em Gálatas 5:19-21,  é um eufemismo para esconder a figura de Satanás. Satanás é um espírito, assim como o Espírito Santo também. Só que Satanás é um espírito maligno, imundo, mentiroso e assassino, enquanto que o Espírito de Deus, é santo.  Somos influenciados por um desses espíritos. Paulo diz que o espírito mau “atua nos filhos da desobediência.”(Ef.2:2). As obras da carne são o resultado da atuação do espírito mau em nós, assim como o fruto do Espírito é o resultado da atuação do Espírito Santo em nós . Devemos primeiro ensinar às pessoas a obedecer a Deus, antes de encorajá-las a ter filhos, assim como fazemos com os nossos filhos biológicos. Jesus disse “fazei discípulos de todas as nações, batizando-os...ensinado-os a guardar (obedecer) todas as coisas que vos tenho ordenado.” O crente frutífero é aquele que tem em si o fruto do Espírito, e os filhos espirituais por ele gerados, são uma cópia de si mesmo, isto é, de Jesus.

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

O CRENTE PRECISA ORAR

          Em Apocalipse 5:8, os quatro seres viventes e os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, “tendo cada um deles uma harpa e taças de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos” e em 8:3 “foi dado ao anjo muito incenso para oferecê-lo com as orações de todos os santos sobre o altar de ouro que se acha diante do trono”. Enquanto o crente não tem a obrigação de ler a Bíblia, tem, porém, a obrigação de orar. “Disse-lhes Jesus uma parábola sobre o dever de orar sempre e nunca esmorecer.” (Lc.18:1). Deus é coerente e razoável, pois sabe que para ler a Bíblia em países com regime totalitário, comunista e muçulmano, não é fácil. Ninguém, porém, precisa contrabande ar oração. Oração é tão natural quanto respirar, e não depende de dinheiro ou de qualquer outra estrutura. Então por que a igreja não ora? Porque o diabo sabe da eficácia da oração, e se empenha, com toda a sua astúcia, para que a igreja não ore. No tempo do profeta Daniel, o diabo conseguiu, através de seus discípulos, um decreto proibindo qualquer oração a Deus. E, no caso da oração, ela não é só para os pastores, embora estes devam orar mais, porque têm maior responsabilidade, e recebem ataques mais concentrados de Satanás. A cosmovisão do Antigo Testamento enfatiza a palavra de Deus, como a doutrina mais importante, porém, a do Novo, enfatiza a importância da oração. O Antigo Testamento manda meditar dia e noite na palavra do Senhor, o Novo manda orar dia e noite. So bre a profetisa Ana, Lucas diz “Esta não deixava o templo, mas adorava noite e dia em jejuns e orações.” (Lc. 237). A igreja primitiva estava a dez dias em oração, quando o Espírito Santo foi derramado. “Todos estes perseveravam  unânimes em oração, com as mulheres, com Maria, mãe de Jesus, e com os irmãos dele.” (At. 1:14). Alguns dias depois, o fenômeno se repete: “Tendo eles orado, tremeu o lugar onde estavam reunidos; todos ficaram cheios do Espírito Santo e, com intrepidez, anunciavam a palavra de Deus.” (At.4:31). Paulo, escrevendo “aos santos e fiéis irmãos em Cristo”, recomenda “Perseverai na oração, velando nela com ações de graças.” (Cl. 1:2; 4:2). O diabo faz tudo para manter a igreja no ativismo, ocupada com tudo, menos com a oração, pois ele sabe qu e a oração da igreja é fatal para ele. O moderno movimento de crescimento da igreja teve origem na Coréia do Sul, na igreja do Evangelho Pleno, do pr. David Ionggi Cho. Acontece, que ele não se cansava de dizer que o segredo do crescimento de sua igreja estava na Montanha da Oração, que reunia, diariamente, cerca de três mil crentes orando, e no fim de semana, dez mil. O crente comum precisa orar, pois todo crente do Novo Testamento, é um sacerdote espiritual, cujo ministério consiste em orar diariamente a Deus. O crente não pode ficar dependente dos pastores, nem dos intercessores, para orar por eles, pois a oração, além de ser uma obrigação de todo crente, é também uma proteção contra as investidas de Satanás. “Está alguém entre vós sofrendo? Faça oração.” (Tg. 5:13). “A ntes de tudo, pois, exorto que use a prática de súplicas, orações, intercessões, ações de graças, em favor de todos os homens, em favor dos reis e de todos os que se acham investidos de autoridade” (I Tm. 2:1,2). Neste momento precisamos orar, urgentemente  e intensamente, pelo Brasil, nas áreas  da política e da economia. Precisamos orar também por Israel, pois seus inimigos estão atacando com facas, de surpresa, pegando muitos desprevenidos. O que acontece com Israel no plano físico, acontece com a igreja no plano espiritual. Satanás e seus demônios estão armados de facas,no nosso meio, procurando  os desprevenidos.

terça-feira, 20 de outubro de 2015

O CRENTE NÃO PRECISA LER A BÍBLIA


           “Bem-aventurados aqueles que lêem e aqueles que ouvem as palavras da profecia e guardam as coisas nela escritas, pois o tempo está próximo” (Ap.1:3).
             Os chineses inventaram a imprensa, mas o alemão  Johannes Gutenberg aperfeiçoou o processo, e o primeiro livro impresso por ele foi uma Bíblia chamada de Bíblia de Gutenberg entre 1425 e 1456. Foi o primeiro livro impresso na Europa com a ajuda de caracteres móveis, com tiragem de 180 exemplares.
          Então, durante mais de 1400 anos, a igreja viveu sem a Bíblia nas mãos, pois os exemplares eram escassos, antes da invenção da imprensa. O texto de Apocalipse acima fala de escrita, de leitura e de audição. Bem, “as coisas nela escritas” foram escritas por alguém. No caso do Apocalipse, quem escreveu foi o apóstolo João, pois Jesus lhe disse “Escreve, pois, as coisas que viste, e as que são, e as que hão de acontecer depois destas” (Ap.1:19). As Escrituras foram escritas por profetas, que funcionaram como amanuenses do Espírito Santo, tanto no Antigo, quanto no Novo Testamento. Neste caso de João, o apóstolo funciona como secretário de Jesus, assim como Baruque o era do profeta Jeremias. (Jr.45:1). Moisés escreveu a Torá (Lei), e os profetas, o restante do Antigo testamento, e os apóstolos e seus discípulos escreveram o Novo Testamento. Mas todos eles eram profetas. Já que Deus mandou escrever as suas palavras, é porque a Escritura tem importância, e deve chegar ao conhecimento de todos, mas da maneira correta. João diz “Bem-aventurados aqueles que lêem e aqueles que ouvem” (Ap. 1:3). Os que lêem são os pastores, os presbíteros, e os que ouvem são os crentes, o povo. Na 1ª Carta Pastoral a Timóteo, Paulo diz: “Até à minha chegada, aplica-te à leitura, à exortação, ao ensino” (I Tm.4:13). Em I Tm. 3:2, dentre as qualificações do bispo (sinônimo de presbítero e de pastor), está “apto para ensinar.” Em Mateus 21:16, Jesus, respondendo aos principais sacerdotes e aos escribas (os pastores e presbíter os de Israel), disse “Nunca lestes?”. No Sermão do Monte, Jesus disse aos discípulos e ao povo “Ouvistes que foi dito aos antigos” (Mt. 5:21) e “Ouvistes que foi dito: Não adulterarás.” (Mt. 5:27). Em Mt. 21:23,42,  Jesus interroga os principais sacerdotes e os anciãos(presbíteros), dizendo: “Nunca lestes nas Escrituras?” Jesus esperava e espera que os pastores leiam a Bíblia, e que o povo ouvisse da boca dos seus pastores. “Porque os lábios do sacerdote devem guardar o conhecimento, e da sua boca devem os homens procurar a instrução, porque ele é o mensageiro do Senhor dos Exércitos.” (Ml.2:7). O texto de Oséias 4:6, tem sido muito citado hoje, mas somente a primeira parte, que diz respeito ao povo, mas a segunda parte diz: “O meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento. Porque tu, sacerdote, rejeitaste o conhecimento,também eu te rejeitarei, para que não sejas sacerdote diante de mim; visto que te esqueceste da lei do teu Deus, também eu me esquecerei de teus filhos.” No tempo de Neemias, Esdras, sacerdote e escriba, leu no livro da lei, para o povo: “e todo o povo tinha os ouvidos atentos ao livro da lei. Esdras, o escriba, estava num púlpito de madeira, que fizera para aquele fim...Leram no livro, na Lei de Deus, claramente, dando explicações, de maneira que entendessem o que se lia.” (Nee.8:1-8). Em Apocalipse, Jesus diz a João “Ao anjo da igreja em Éfeso (o pastor) escreve” (Ap.2:1). Jesus comunicava suas ordens ao pastor da igreja, que deveria lê-las, e comunicar, do púlpito, ao povo. O povo deveria ouvir da boca do pastor, por isso que João termina cada carta, dizendo: “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz à s igrejas” (Ap. 2:7). O Espírito fala, por meio da Escritura, ao pastor, que comunica verbalmente do púlpito, ao povo. Mas hoje, vemos muitos pastores que não são “aptos para ensinar”, e as ovelhas, por não ouvirem a palavra, perecem de fome. Mesmo com a bíblia na mão, elas não a entendem, porque o entendimento da bíblia é um dom do Espírito Santo. Como pastor a mais de trinta anos, tenho ouvido muitos crentes dizendo “eu leio a bíblia, mas não entendo nada”. E eu digo que está certo, pois o método de Deus não é este. “Compreendes o que estás lendo? Ele respondeu: Como poderei entender, se alguém não me explicar?” (At. 8:30,31).

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

A CHAVE ESPIRITUAL


          Depois de concluída a sua primeira viagem missionária, Paulo e Barnabé voltaram para Antioquia da Síria, deram o relatório do que Deus fizera “e como abrira aos gentios a porta a porta da fé.” (At.14:27). A fé tem porta? Claro que sim, mas é uma porta espiritual. É como a porta do reino de Deus. A linguagem da Bíblia é hermética para muitos, porque não entendem que toda a realidade do mundo físico, tem um correspondente no mundo espiritual. No mundo espiritual, que é invisível aos olhos físicos, tem porta, bem como chave para abrir essas portas. É elementar que para se abrir uma porta tem de se ter uma chave. Deus abrir a a porta da fé aos gentios, por meio de Paulo e Barnabé, porque tinha dado a eles a chave espiritual para abri-la. Em At. 26:18, Jesus envia Paulo aos gentios “para lhes abrires os olhos”, e para isso, ele tinha de ter a chave. Embora alguém tenha dito que a chave é Jesus, esse conceito fica muito indefinido, porque você fica sem saber como utilizar essa chave. Na verdade, a chave espiritual, para abrir portas espirituais,é a oração. Em At. 16:25, Paulo e Silas “oravam e cantavam louvores a Deus” e o resultado foi que “abriram-se todas as portas, e soltaram-se as cadeias de todos” (v.26). A chave foi usada e portas se abriram. Aqui há um perigo que deve ser observado. O texto fala de “oração e louvor”, não fala de “louvor e oração”. Na Bíblia quem é citado primeiro é mais importante. Há uma t endência hoje de se superestimar a importância do louvor, até mesmo em detrimento da oração. É por causa de II Cr. 20:22, onde o rei Josafá e seu povo são orientados por Deus a somente louvar, e o inimigo foi derrotado. Mas não podemos fazer disso uma regra, quando, na verdade, foi uma exceção. É claro que é mais fácil cantar do que orar. A igreja da pós-modernidade, a igreja hodierna, a igreja emergente, colocou o louvor no lugar da oração. O louvor pode ser falsificado, pois os festivais de música do mundo, como Rock In Rio e outros, reúne multidões de pessoas, principalmente de jovens e adolescentes. Mas eu nunca vi o mundo se reunir para fazer um festival de oração. Mesmo na igreja, se você quiser reunir uma multidão de jovens, basta fazer um festival de música, só acrescentando o adjetivo &ldqu o;gospel”. O diabo é muito astuto e pode facilmente enganar a igreja, se não atentarmos para os detalhes da Palavra de Deus. A chave espiritual para abrir portas espirituais, é a oração. Paulo sabia tanto disso que não cansava de ensinar essa doutrina.”com toda a oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito e para isto vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos e também por mim; para que me seja dada, no abrir da minha boca, a palavra, para, com intrepidez, fazer conhecido o mistério do Ecangelho”(Ef.6:18,19). O Evangelho é um mistério, algo oculto, mas pode ser revelado por meio da oração. Essa chave espiritual está bem clara no caso do profeta Eliseu: “Orou Eliseu e disse: Senhor peço-te que lhe abras os olhos para que veja. O Senhor abriu os olhos do moço, e ele viu que o monte es tava cheio de cavalos e carros de fogo, em redor de Eliseu...orou Eliseu ao Senhor e disse: Fere, peço-te, esta gente de cegueira. Feriu-a de cegueira, conforme a palavra de Eliseu...disse Eliseu: Ó Senhor, abre os olhos destes homens para que vejam. Abriu-lhes o Senhor os olhos, e viram” (II Rs.6:17,20).

domingo, 18 de outubro de 2015

O PLANO DE DEUS PARA A SALVAÇÃO


          Depois do pecado de Adão, a humanidade foi separada de Deus, ficando condenada ao inferno, o lago de fogo. (Ap. 20:15).  Mas Deus, cuja essência é o amor (I Jo. 4:8,16), tinha um plano para reparar esse percalço. O Plano tem duas etapas principais, e é realizado a longo prazo. A primeira etapa está no Antigo Testamento, e consistiu em criar uma nação especial, Israel, a partir de um homem, Abraão. “E me farão um santuário, para que eu possa habitar no meio deles.” (Ex.25:8). O Tabernáculo do deserto era um santu&aac ute;rio móvel, em virtude do caráter nômade do povo, na ocasião. “Então, a nuvem cobriu a tenda da congregação,  e a glória do Senhor encheu o tabernáculo.” (Ex.40:34). Depois de fixados na terra de Canaã, o templo, o santuário fixo, foi construído, e o mesmo fenômeno se verificou. “Tendo Salomão acabado de orar, desceu fogo do céu e consumiu o holocausto e os sacrifícios; e a glória do Senhor encheu a casa.” (II Cr. 7:1). Deus estabeleceu uma base fixa na terra, na nação de Israel, na cidade de Jerusalém, a fim de que, quem quisesse se encontrar com ele, não precisasse subir ao céu. Ele estava ao alcance de todos os habitantes da terra, embora para muitos fosse difícil chegar até lá, não era impossível. “A rainha do Sul (Sabá era a capital da Etiópia, África) se levantará, no juízo, com esta geração e a condenará; porque veio dos confins da terra para ouvir a sabedoria de Salomão. E eis aqui está quem é maior do que Salomão.” (Mt. 12:42). “Todos os reis do mundo procuravam ir ter com ele (Salomão) para ouvir a sabedoria que Deus lhe pusera no coração.” (II Cr. 9:23). Este era o plano de Deus, no Antigo Testamento. Atrair todas as nações a Jerusalém,  a fim de receberem o conhecimento de Deus, e leva-lo para a sua própria terra. A falha de Israel não foi ter deixado de levar o conheci mento de Deus para as nações, embora isso tenha acontecido no caso de Jonas, e de missionários involuntários como José, Daniel e Mardoqueu. Isso foi uma prévia da doutrina do Novo Testamento. A falha de Israel foi ter deixado escapar a presença de Deus do meio deles, através da desobediência, especialmente da idolatria. “Sendo já velho (Salomão), suas mulheres lhe perverteram o coração para seguir outros deuses” (I Rs. 11:4).
          A segunda etapa do plano de Deus para a salvação está no Novo testamento, e é parecida com a etapa do Antigo Testamento. “Destruí este santuário, e em três dias o reconstruirei...Ele, porém, se referia ao santuário do seus corpo” (Jo. 2:19, 21). “Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão e foi guiado pelo mesmo Espírito, no deserto”  (Lc.4:1). “Todos ficaram cheios do Espírito Santo e passaram a falar em outras línguas, segundo o Espírito lhes concedia que falassem&rdquo ; (At.2:4). “Não sabeis que sois santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?” (I Co. 3:16). “Acaso, não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que está em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos?” (I Co. 6:19). Agora, a presença de Deus não está no tabernáculo móvel do deserto, nem no templo fixo de Jerusalém, mas na pessoa, no corpo do próprio crente. Agora, além da responsabilidade de manter a presença de Deus em si, por meio da obediência, o crente tem também a responsabilidade de levá-la a todas as nações.” Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda a criatura” (Mc.16:15) e “Fazei discípulos de todas as nações” (Mt.28:19). A idéia de Deus é facilitar o acesso de todas as pessoas do mundo ao conhecimento de si mesmo. Não precisa ir a Jerusalém nem a Meca, mas, na sua própria cidade ou vila, cada pessoa pode, se desejar, ter conhecimento de Deus. “Aconteceu, depois disto, que andava Jesus de cidade em cidade e de aldeia em aldeia, pregando e anunciando o evangelho do reino de Deus” (Lc. 8:1). A igreja pode ter como meta, estabelecer em cada cidade ou vila, uma congregação em que haja  a presença de Deus, como ela estava no tabernáculo, no templo, e também, em Jesus. “Por esta causa, te deixei em Creta, para pusesses em ordem as coisas restantes, bem como, em cada cidade constituísses presbíteros, conforme te prescrevi” (Tt. 1:5). Agora, encher as cidades de igrejas sem a presen&ccedi l;a de Deus, não cumpre o seu propósito. A responsabilidade da igreja é garantir a presença de Deus, ao alcance razoável das pessoas, a fim de que, os que quiserem, possam ter acesso a ela. Acho até que não se deve facilitar demais, como está sendo feito por alguns. Jesus disse para não dar pérolas aos porcos. Não é preciso colocar o estádio de futebol dentro das casas das pessoas, para elas lotarem o Maracanã  e o Pacaembu. Quando o ser humano quer, ele faz algum esforço. Quando facilitamos demais, é porque a presença de Deus já foi embora.

sábado, 17 de outubro de 2015

PASTORES, NÃO LÍDERES


                Atualmente há uma verdadeira obsessão por líderes, tanto no mundo quanto na igreja.  A igreja deveria servir de padrão para o mundo e não o contrário. Mas o que está acontecendo, é que a igreja que não confia na palavra de Deus, está indo buscar os seus referenciais no mundo. A obsessão por líderes é uma delas. No mundo há muitos conceitos de liderança. Um conceito que eu lembro, emitido por Simon Bolívar é: “Liderar é a arte de manipular pessoas”.  Outros estudiosos do assunto, dizem que a liderança de alguém é medida pelo número de seus seguidores. Nesse caso,  Hitler foi mais líder do que Jesus, pois “À vista disso, muitos dos seus discípulos o abandonaram e já não andavam com ele” (Jo.6:66), e do que Paulo, pois “todos me abandonaram” (II Tm. 4:16). Sabemos que quase toda a Alemanha seguiu Hitler, na loucura do Nazismo. Mas, se liderar é a arte de manipular pessoas, Hitler estava na dele, pois nem Jesus, nem Paulo eram manipuladores.  Quando, porém, olhamos para a Bíblia, o que a igreja precisa é de pastores, pois, embora haja muitos conceitos de liderança, há um só de pastor. Pastor alimenta, defende, guia e cura o rebanho, além de buscar a ovelha perdida. (Salmo 23). É interessante que homens como Moisés e Davi, antes de pastorearem o povo, foram treinados por Deus, no pastoreio de ovelhas. Será que Deus queria lhes ensinar algo? “Apascentava Moisés o rebanho de Jetro, seu sogro, sacerdote de Midiã” (Ex.3:1). “Davi, porém, ia a Saul e voltava, para apascentar as ovelhas de seu pai, em Belém” (I Sm. 17:15). “Tendo José dezessete anos, apascentava os rebanhos com seus irmãos” (Gn.37:2). É interessante que at é para ser um governante secular, José foi treinado no pastoreio de ovelhas.  Quando o profeta Miquéias profetisa a respeito do lugar do nascimento do Messias, em Belém, ele escreve “de ti me sairá o que há de reinar em Israel” (Mq. 5:2). Mateus muda essa expressão para “de ti sairá o guia que há de apascentar o meu povo, Israel” (Mt. 2:6). Mateus muda a figura do Messias, de um rei, para a figura de um pastor. Quando Moisés soube que iria morrer, disse para Deus “ponha um homem sobre esta congregação...para que a congregação do Senhor não seja como ovelhas que não têm pastor” (Nm.27:16,17). Muito tempo depois, o profeta Micaías teve uma visão sobre o futuro de Is rael: “Vi todo o Israel disperso pelos montes, como ovelhas que não têm pastor” (I Rs. 22:17). No seu tempo, Jesus viu o cumprimento da visão de Micaías. “Vendo ele as multidões, compadeceu-se delas, porque estavam aflitas e exaustas como ovelhas que não têm pastor” (Mt. 9:36). Israel tinha muitos líderes no tempo de Jesus, mas não tinha pastores. Estará acontecendo o mesmo hoje? Como Jesus era pastor, cumpriu o seu papel, apascentando as ovelhas: “curou os seus enfermos” (Mt.14:14), e “E passou a ensinar-lhes muitas coisas” (Mc. 6:34). As ovelhas devem ter saúde e ter conhecimento de Deus. (Os.4:6). Curar as ovelhas e ensiná-las é a função do pastor. Em Mateus 9:38, Jesus diz: “Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara.” O contexto revela que esses trabalhadores, são pastores. Por isso, ele diz a Pedro, que a prova de que este o amava era “Apascenta os meus cordeiros...Pastoreia as minhas ovelhas...Apascenta as minhas ovelhas.” (Jo.21:15-17).