Mostrando postagens com marcador messias. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador messias. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 29 de julho de 2014

POR QUE JESUS MORREU?


PELA  NAÇÃO DE ISRAEL

Em João 11:49-51, o sumo sacerdote Caifás profetizou que Jesus morreria pela nação de Israel. Como é uma profecia biblicamente confirmada, foi Deus quem falou pela boca de Caifás, e revelou uma verdade que ele não poderia saber de modo natural, uma vez que não cria que Jesus era o Messias. 

Numa leitura superficial passa despercebida a importância dessa profecia, mas quando paramos para refletir no seu significado, podemos ficar admirados. Nação é ETNOUS, raça, povo, etnia, no caso a nação dos judeus. O centurião romano de Cafarnaum, enviou a Jesus alguns líderes judeus, para pedir-lhe que lhe curasse o servo, e lhe disseram: “Ele é digno de que lhe concedas isso; porque ama a nossa NAÇÃO e ele mesmo construiu para nós a sinagoga.” (Lc. 7:1-10).  Jesus atendeu o pedido. O centurião amava a nação dos judeus. 

Quando estava preso em Roma, o apóstolo Paulo, falando com os líderes judeus da cidade, disse: “Mas opondo-se a isso os (líderes) judeus, vi-me obrigado a apelar para César, não tendo, contudo, nada de que acusar a minha nação.” (At. 28:19).  Mesmo sabendo que os líderes judeus de Jerusalém estavam errados, Paulo não quis acusar a sua nação, sabendo que não era uma nação qualquer. Em outro texto, Paulo prossegue, falando da nação de Israel: “Que são Israelitas, dos quais é a doção de filhos, e a glória, e os concertos, e a lei, e o culto, e as promessas; dos quais são os pais, e dos quais é Cristo segundo a carne, o qual é sobre todos, Deus bendito eternamente.” (Rm. 9:4,5). 

Jesus não morreu pelo Brasil, nem pela Bolívia, nem pelos EUA, nem pela Arábia, nem pela Palestina, como nação, etnia ou povo. Se assim é, a guerra entre Israel e a Palestina, não coisa simples. Deus está envolvido nisso. Aliás, Deus tem um compromisso com a nação de Israel, que não tem com nenhuma outra. Porém, nós outros, podemos ter acesso ao reino de  Deus, de forma individual, incluídos no mandato de Jesus “Fazei discípulos de todas as nações” e “pregai o Evangelho a toda criatura”, mediante a fé no Messias judeu, Jesus de Nazaré. 

Os brasileiros, os bolivianos, os americanos, ao árabes, os palestinos, deveremos estar incluídos na multidão que João viu em Apocalipse: “Depois destas coisas olhei, e eis aqui uma multidão, a qual ninguém podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, que estavam diante do trono, e perante o Cordeiro, trajando vestidos brancos e com palmas nas mãos.”(Ap.7:9). Essa é a contribuição das nações para o reino de Deus. Mas não é o caso da nação de Israel, pois dela está escrito, no mesmo capítulo 7 de Apocalipse: “E ouvi o número dos assinalados, e eram cento e quarenta e quatro mil assinalados, de todas as tribos dos filhos de Israel.” (Ap.7:4-8). Segue-se os nomes das doze tribos dos filhos de Jacó, de onde vem as doze tribos que formam a nação de Israel. Doze mil de cada tribo, totalizando cento e quarenta e quatro mil.

A guerra entre Israel e o Hamás passa por esse entendimento. O Hamás não aceita a existência da nação de Israel naquela terra. Porém, se Deus está cumprindo a sua palavra de restaurar a nação, o preço pela nação já foi pago. Jesus já morreu por ela. Então é suicídio se meter numa briga dessa. O Hamás pode estar como os antigos judeus, ao perseguir a Igreja judaica, lutando contra Deus, mesmo sem saber, como disse o rabino Gamaliel. “E agora digo-vos: Daí de mão a estes homens, e deixai-os, porque, se este conselho ou esta obra é de homens, se desfará, mas, se é de Deus, não podereis desfazê-la; para que não aconteça serdes também achados combatendo contra Deus.” (At. 5:38,39).

sexta-feira, 27 de junho de 2014

AS DUAS TESTEMUNHAS


“Concederei  às minhas duas testemunhas que profetizem durante  mil duzentos e sessenta dias, vestidas de pano de saco” (Ap. 11:3). 
“e sereis minhas testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia  e Samaria, e até os confins da terra.” (At.1:8).

O livro do Apocalipse tem muita linguagem simbólica, mas também é o que mais revela o significado dos símbolos. Neste caso, as duas testemunhas, dois símbolos são dados, “as duas oliveiras e os dois castiçais que estão diante do Deus da terra”. Já em 1:20 é dito que “os sete castiçais que viste, são as sete igrejas”.

Pronto, está revelado. É por isso que Apocalipse significa revelação. Castiçais são igrejas. As duas testemunhas são duas igrejas. Mas são também duas oliveiras. O simbolismo da oliveira nos é revelado em Romanos 11:17,24, onde Paulo diz que Israel é a verdadeira oliveira, e os gentios eram zambuzeiros ou oliveira brava, sendo enxertados na oliveira boa, para ser participantes da salvação. Então as duas testemunhas são duas oliveiras, ou seja, Israel, o povo de Deus do A.T.Mas o povo de Deus que crê no Messias. 

É interessante essas duas figuras, pois a oliveira produz o azeite, e o candelabro ou castiçal, contém o azeite que corre por dentro de si para manter a chama acesa. As duas testemunhas são duas igreja, podemos assim dizer, uma de judeus e outro de gentios. Na descrição das duas testemunhas, em Ap.11, uma tem as características de Moisés e a outra de Elias. Moisés representa os santos do A.T. e Elias os do Novo. Ou podemos dizer que Moisés representa a igreja judaica e Elias a gentílica. É certo que no Novo testamento há duas igrejas, uma judaica e outra gentílica. Uma chamada circuncisão e outra chamada incircuncisão. Pedro era o apóstolo dos judeus e Paulo dos gentios. (Gl.2).

O certo é que as duas testemunhas serão duas igrejas e não duas pessoas, como muita gente pensa. Por acaso já existe no mundo de hoje nitidamente separadas as duas igrejas. Os judeus Messiânicos estão voltando para casa, onde durante muito tempo a igreja gentílica dominou o cenário mundial. É como a parábola do filho pródigo, sendo que, neste caso quem saiu de casa foi o filho mais velho. Já existe até movimento para a igreja gentílica receber bem seu irmão mais velho, que está voltando para casa. Os judeus messiânicos estão crescendo em várias partes do mundo, inclusive em Israel. Eles são muito diferentes da igreja gentílica. Não usam termos gregos como Cristo ou igreja, mas Messias e  Sinagogas messiânicas.

Porém, assim como Paulo ensinou em Gálatas, a igreja gentílica não precisa mais uma vez se tornar judaica, mas continuar sendo uma igreja gentílica, com a sua cultura peculiar. Alguém já disse que a cultura de cada nação foi criada por Deus, mas o pecado as corrompeu. O Evangelho é para purificar a cultura de cada nação também, por meio dos valores do reino de Deus. O importante para nós é saber a que hora estamos da noite. Se estávamos esperando aparecer duas figuras, pessoas literais, para saber que o tempo está cumprido, agora já sabemos que as duas testemunhas já estão no mundo há muito tempo, portanto, já está cumprido este sinal. 

Durante muito tempo eu pensei que a volta de Jesus ainda estava distante, pois o anticristo e o falso profeta ainda não se tinham manifestado. Porém , diante desta chave de interpretação, tanto o anticristo quanto o falso profeta não serão necessariamente duas pessoas literais, mas, a exemplo das duas testemunhas, podem ser  duas ideologias, que também já estão no mundo, uma de caráter político, e outra de caráter religioso. Basta pensar um pouco,pois  estas duas ideologias perseguirão a igreja, o que já está acontecendo em todo o mundo, abertamente ou de maneira velada.

A volta de Jesus pode estar mais perto do que imaginamos. É claro que não podemos ter certeza, pois  Jesus disse que “ o dia e a hora” ninguém saberia. Porém, ele não falou nada com respeito ao mês e ao ano. O que Ele disse foi “Quando essas coisas começarem a acontecer, exultai e levantai a cabeça, porque a vossa redenção se aproxima”. (Lc.21:28). Podemos ver em  Ap.11, que as duas testemunhas tem autoridade para subjugar os seus  inimigos, mas em algum momento serão entregues nas mãos deles, pois está escrito “a besta que sobe do abismo lhes fará guerra, e os vencerá, e os matará.” (v.7),  e em 13:7, se referindo ao anticristo diz “E foi-lhe permitido fazer guerra aos santos,  e vencê-los; e deu-se-lhe autoridade sobre toda tribo, e língua, e nação.”

É o mesmo caminho que Jesus trilhou, primeiro vencendo os inimigos, depois sendo entregue nas mãos deles, e depois ressuscitando. De fato, as duas descrições são semelhantes, com respeito às duas testemunhas e Jesus. “E ouviram uma grande voz do céu, que lhes dizia: subi cá. E subiram ao céu em uma nuvem; e os seus inimigos os viram.” (Ap.11:12). “E quando dizia isto, vendo-o eles, foi elevado às alturas, e uma nuvem o recebeu, ocultando-o a seus olhos.” Na verdade, Atos 1 e Apocalipse 11 são paralelos e descrevem a mesma cena, olhada por ângulos diferentes. Em Atos 1:8 Jesus diz “Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e ser-me-eis testemunhas...”. E em Apocalipse 11:3 “E darei poder às minhas duas testemunhas, e profetizarão por mil Duzentos e sessenta dias, vestidas de saco.” Prepare-se, pois o que está escrito a respeito da igreja se cumprirá, assim como se cumpriu o que estava escrito a respeito de Jesus.