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terça-feira, 5 de agosto de 2014

MOISÉS E JOSUÉ


Moisés liderou o povo de Israel durante quarenta anos no deserto. Josué liderou a partir de então, introduzindo o povo na terra prometida, e comandando todas as guerras de Canaã, sendo vitorioso em todas, até mesmo em Ai. O Novo Testamento diz que o Antigo Testamento contém “sombras das coisas futuras” (Cl.2:17) e “tendo a lei a sombra dos bens futuros” (Hb.10:1). Então, Moisés e Josué são figuras de Jesus e do Espírito Santo. 

Flávio Josefo diz que “Mo em língua egípcia significa água e isés preservado” isto é “salvo das águas”. É interessante que no N.T. Jesus diz que “aquele que não nascer da água (e do Espírito) não pode entrar no reino de Deus.” Moisés foi retirado das águas, dentro de um cesto calafetado, tendo simbolicamente nascido para a realeza, já que foi tirado pela filha de faraó. Ao Abrir o cesto, a filha de faraó, viu que o menino chorava, choro que caracteriza as crianças ao nascer. Moisés, depois de adulto, liderou o povo de Israel, tirando-o da escravidão egípcia. Jesus liderou o povo, libertando-o da escravidão a Satanás, através de sinais e maravilhas. “E não convinha soltar desta prisão, no dia de sábado, esta filha de Abraão, a qual há dezoito anos Satanás tinha presa?” (Lc. 13:16). Moisés liderou o povo durante quarenta anos no deserto, e Jesus passou quarenta dias no deserto, enfrentando as  tentações de Satanás. No deserto havia inimigos, mas não tantos. Moisés enfrentou dois gigantes no deserto, Ogue, rei de Basã, e Siom, rei dos amorreus. Os problemas do deserto não são inimigos pessoais, mas falta dágua e de alimento, além do calor excessivo de dia e frio congelante à noite. Mas a nuvem guiava o povo, fazendo sombra de dia, e iluminando o caminho à noite. Houve uma guerra no deserto contra os amalequitas, em que Josué comandou o povo na planície, e Moisés subiu ao monte. Moisés levantava as mãos no outeiro, e Josué com o povo prevalecia na planície. É um simbolismo antecipado, Moisés representando Jesus no céu, intercedendo por nós, e o Espírito Santo na terra, comandando a igreja na guerra contra Satanás. (Ex. 17:8-16). Moisés morreu antes de entrar na terra de Canaã, por causa do pecado do povo, pois “Indignaram-no também junto às águas da contenda, de sorte que sucedeu mal a Moisés, por causa deles; porque irritaram o seu espírito, de modo que falou imprudentemente com seus lábios.” Toda analogia, comparação, tipologia, metáfora, têm limites, e não deve ser levada às últimas conseqüências. É claro que Moisés pecou, ao desobedecer a Deus, por incredulidade, enquanto que Jesus não pecou, mas morreu também por causa dos pecados do povo.

Josué sucedeu a Moisés, assim como o Espírito Santo sucedeu a Jesus, na liderança do povo. Eu sei que alguns acham que Josué é uma figura de Jesus, porque o nome dele era, originalmente,  Oséias, filho de Num, mas Moisés mudou-lhe o nome para Josué, e era da tribo de Efraim, filho de José. Ora, Josué significa Jesus, ou Yeshua, que é o nome hebraico de Jesus. É interessante também, que o primogênito de José era Manassés, mas Jacó colocou a primogenitura  sobre Efraim, no lugar de Manassés, trocando a posição das mãos. Porém, em Ap. 7:4-8, na relação dos filhos de Jacó, o nome de Efraim não aparece, mas o de Manassés, sendo restaurada a sua posição na primogenitura de José. Sabemos que Jesus é o primogênito de Deus, mas é como se o Espírito Santo, durante a sua ausência da terra, assumisse a primogenitura no meio dos irmãos. Apesar de Josué ter tomado o lugar de Moisés na liderança do povo, quem aparece no monte da transfiguração, a Jesus, é Moisés, juntamente com Elias. O ministério de Moisés foi no deserto, havendo muita rebelião, durante a sua gestão, pois no deserto o povo se rebela. Mas o ministério de Josué foi na terra de Canaã, terra que mana leite e mel. Josué foi tomando cidade após cidade, derrotando todas, com exceção de Ai, onde houve dificuldade por causa do pecado de Acã. Então, na era do Espírito Santo temos todas as condições de vencer os nossos inimigos, Satanás e seus demônios, precisando apenas evitar o pecado. É interessante que o pecado de Acã foi cobiça por dinheiro, por assim dizer. Foi também o pecado de Judas Iscariotes, de Balaão, de Geasi, e, certamente, é o pecado de muitos hoje. Moisés liderou no deserto, mas Josué, na terra que mana leite e mel. A terra de Canaã, é uma figura do céu, mas também o é da vida cheia do Espírito Santo. O cristão cheio do Espírito Santo tem todas as condições de vencer Satanás e seus demônios, pois significa está submisso à liderança de Josué. Acã desobedeceu a Josué, e pecou, e foi morto com toda a sua família, assim aconteceu também com Ananias e Safira. O nosso Josué é o Espírito Santo, e com Ele também conquistaremos toda a terra, pois o nosso Moisés (Jesus) está no monte (o céu) com as mãos levantadas, intercedendo por nós. 

quinta-feira, 31 de julho de 2014

A MALDIÇÃO DE JERICÓ

Quando Josué conquistou Jericó, destruindo-a totalmente, pronunciou uma maldição contra ela, dizendo: “Maldito diante do Senhor seja o homem que se levantar e reedificar esta cidade de Jericó; com a perda do seu primogênito a fundará, e com a perda do seu filho mais novo lhe colocará as portas.” (Js. 6:26). Mais tarde, durante o reinado de Acabe sobre Israel, a Escritura registra: “Durante o seu reinado, Hiel, o betelita, edificou Jericó. Quando lançou seus alicerces, Abirão, seu primogênito, morreu; e quando assentou as sujas portas, Segube, seu filho caçula, morreu, conforme a palavra do Senhor, que ele falara por intermédio de Josué, filho de Num.” (I Rs. 16:34). Mais tarde ainda, o profeta Eliseu ouviu dos moradores de Jericó o seguinte: “Como podes ver, a localização desta cidade é boa; mas as águas são péssimas e a terra é estéril.” (II Rs. 2:18,19). 

A maldição havia passado para a terra e para as águas. Então Eliseu realizou ali um ato profético, dizendo: “ Assim diz o Senhor: Purifiquei estas águas e elas não causarão mais morte nem esterilidade. Aquelas águas ficaram puras, até o dia de hoje, conforme a palavra que Eliseu havia falado.” (II Rs.2:21,22). Em Josué 6, quando a cidade foi tomada e destruída, Deus proibiu Israel de tomar o despojo da cidade para si, pois era as primícias da conquista da terra de Canaã. Porém, Acã, filho de Carmi, cobiçou “uma boa capa babilônica, duzentos ciclos de prata e uma barra de ouro do peso de cinqüenta ciclos, cobicei-os e tomei-os.” (Js.7:21). 

É interessante que no Novo testamento, Bartimeu, filho de Timeu, estava sentada à porta de Jericó, esmolando, pois era cego, e possuía uma capa, pois quando Jesus o chamou, Marcos registra: “Lançando de si a sua capa, levantou-se de um salto e dirigiu-se a Jesus.” (Mc.10:50). A posse da capa de Jericó, trouxe para Acã, maldição, pois foi morto apedrejado com seus filhos e tudo quanto possuía. Bartimeu também possuía uma capa, e estava cego e pobre, pois esmolava. Seria a capa de Bartimeu, a mesma de Acã, pois ambas estavam em Jericó. 

Há duas possibilidades: existem objetos amaldiçoados, que trazem infortúnios para quem os possui? É possível, por isso tenha cuidado com objetos que você adquire, sem saber seu histórico. A segunda possibilidade, é que capa simboliza espírito, pois a capa de Elias, que Eliseu herdou, simbolizava a unção do Espírito Santo.( II Rs. 2). Quando Satanás recebe autorização para prejudicar alguém, ele o faz por meio de espíritos específicos, como espírito de enfermidade (Lc.13:11-16), e de pobreza (Ml. 3:11; Jó 1,2; Jl. 1:4). É interessante que quando Bartimeu lançou fora a capa, e foi a Jesus, foi curado da cegueira, e, consequentemente, pode trabalhar para começar a prosperar, além de ter sido beneficiado pela súbita liberalidade de Zaqueu. (Lc. 18:35-43; 19:1-10).

Porém, voltando à Jericó, do tempo de Josué, Acã foi acometido de um espírito de cobiça, pois disse “cobicei-os e tomei-os”. Josué e Israel estavam atentos aos inimigos físicos, no caso, os guerreiros de Jericó, mas não podiam ver os inimigos invisíveis, que os observavam desde a cidade de Jericó. Espíritos malignos permeavam a cidade de Jericó, influenciando os habitantes locais, assim como anjos de Deus acompanhavam, invisíveis, o exército de Josué. Para encorajar Josué, Deus permitiu que visse o comandante do exército celestial. “Estando Josué perto de Jericó, levantou os olhos, olhou e diante dele estava em pé um homem com uma espada desembainhada na mão.” (Js.5:13). Na luta física contra inimigos físicos, não morreu ninguém de Israel, mas, o inimigo invisível, um espírito de cobiça, dominou Acã, matando toda a sua família, e trinta e seis homens do exército de Israel. 

Tudo indica que, muito tempo depois, esse mesmo espírito se apoderara de Zaqueu, um judeu, morador de Jericó. Ele era chefe dos publicanos (cobrador de impostos para o império romano) e era rico. Naturalmente a sua riqueza fora obtida de forma ilícita. Zaqueu era escravo de um espírito de cobiça. Zaqueu era rico, mas era infeliz, pois não era livre, sendo escravo do pecado chamado na Bíblia de avareza, amor ao dinheiro, cobiça. Ele não era livre. Por isso Jesus disse “todo aquele que comete pecado é escravo do pecado” “e conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” “se o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres”. (Jo.8:32-36). O espírito de cobiça ou de avareza, é um espírito invisível, que paira ameaçadoramente sobre a nação brasileira. Não é ele que inspira o que modernamente é chamado de corrupção? Certamente ele mantém aprisionados muitos brasileiros. E não somente os políticos, nem empresários, mas também muitos líderes religiosos, ou gente do povo de Deus, como era Zaqueu. Mas o remédio que serviu para libertar Zaqueu, não perdeu a eficácia, mas é o mesmo que pode libertar o Brasil hoje. 

Jesus fez uma visita a Jericó, mas não ficou morando nela definitivamente. Zaqueu aproveitou a oportunidade, tentou ver Jesus, mas foi impedido pela multidão. Não desistiu, mas correu e subiu numa árvore. Tudo o que Zaqueu fez chama-se fé. Sua fé demonstrada nas suas ações chamou a atenção de Jesus. Comparando com a cura do paralítico de Cafarnaum, é como se dissesse “vendo-lhe a fé”. Jesus olhou para cima e disse “Zaqueu, desce depressa, pois hoje me convém ficar em tua casa”. A Bíblia não fornece detalhes, mas ao receber Jesus em sua casa “com alegria”, Zaqueu foi liberto do espírito de cobiça. Passou a ser um homem livre, e se dispôs a usar a sua fortuna para ajudar seus semelhantes “os pobres”, já que antes os explorava. Jesus concluiu esta visita dizendo que Zaqueu era filho de Abraão, que fora salvo da cobiça, e que tinha sido achado, já que antes estava perdido.

Neste momento, estamos vendo no noticiário, que a Argentina entrou em situação de Calote, já que não consegue pagar os seus credores internacionais. Os socialistas colocam a culpa nos militares, e estes a colocam nos socialistas. Na verdade, Jesus visitou a Argentina a alguns anos, o que é chamado na linguagem religiosa de avivamento espiritual. Durou quinze anos o avivamento argentino. Quem, como Zaqueu, aproveitou a oprtunidade, aprendeu a lição. A solução não está nem na ideologia militarista, nem na socialista. Os inimigos da argentina não são nem os militares, nem os socialistas, mas Satanás, que envia espíritos invisíveis para capturar a mente do povo, como capturou a mente de Zaqueu e de Acã. A felicidade de uma sociedade é quando ela se volta para Deus, por meio de seu filho, Jesus de Nazaré, e usa o poder para fazer justiça, e a sua riqueza para ajudar os pobres. Quem escraviza o homem é o pecado, tenha ele o bem estar material que tiver, e só Jesus pode libertá-lo. 

Todavia, o mundo é regido por leis espirituais, e, se a Bíblia é a palavra de Deus, como eu creio que seja, é dela que devemos tirar os princípios que nos trarão prosperidade. Deus disse para Abraão “Abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei quem te amaldiçoar” (Gn.12:3). A tomada de posição de toda a América Latina, contra Israel, numa recente decisão da ONU, é preocupante. Foram vinte e nove países contra Israel (toda a América Latina), dezessete abstenções (quase todos da Europa), somente um a favor de Israel (EUA). Quem for ateu ou materialista, que ria; quem achar que é credulidade e superstição, também; porém, se for verdade, todos nós iremos sofrer as conseqüências. Pode ser coincidência, mas ontem o noticiário dizia que a economia americana estava melhorando, e a do Brasil, piorando. Vamos todos orar pela Argentina e pelo Brasil, pelos nossos governantes e pelos deles, para que tomem decisões acertadas.