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quinta-feira, 5 de novembro de 2015

A TERRA TAMBÉM ADOECE


“Se eu cerrar os céus de modo que não haja chuva, ou se ordenar aos gafanhotos que consumam a terra, ou se enviar a peste entre o meu povo; se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra” (II Cr. 7:13,14).

A terra no Antigo Testamento é literal, mas na linguagem do Novo Testamento, é o coração do povo de Deus. A doença da terra acontece por ação de Deus, como castigo pelo pecado de seu povo. 
  1. O primeiro flagelo que Deus envia contra terra é a falta de chuva (II Cr. 7:13), que sem água, fica seca, como temos visto no Sertão do Nordeste brasileiro. Na linguagem do N.T., é a falta do Espírito Santo no coração do crente, que se torna duro, esclerosado. 
  2. O segundo flagelo que Deus envia contra a terra são gafanhotos, que consomem tudo que é verde, inclusive a lavoura e o alimento produzido. No caso do crente, são demônios que consomem toda boa intenção, levando o mesmo a praticar toda obra má. “Porque do coração procedem maus desígnios, homicídios, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos, blasfêmias.” (Mt.15:19). 
  3. O terceiro flagelo é a peste entre o povo de Deus, doença, que, naturalmente, impede o povo de cultivar a terra, trabalhar. No caso do crente é o esfriamento da fé e do amor, que lhe tira toda a sensibilidade espiritual. “E, por si multiplicar a iniqüidade, o amor se esfriará de quase todos” (Mt.24:12). “Eis a razão por que há entre vós muitos fracos e doentes e não poucos que dormem” (I Co. 11:30). Mas, o Deus que manda os fatores para adoecer a terra, é o mesmo Deus que revela o remédio para curá-la.

Se o meu povo se humilhar – há mais de uma maneira de nos humilharmos diante de Deus, porém, há uma que é mais enfatizada. “Então, apregoei ali um jejum junto ao rio Aava, para nos humilharmos perante o nosso Deus, para lhe pedirmos jornada feliz para nós, para nossos filhos e para tudo o que era nosso.” (Ed. 8:21). “Tendo Acabe ouvido estas palavras, rasgou as suas vestes, cobriu de pano de saco o seu corpo e jejuou; dormia em panos de saco e andava cabisbaixo. Então veio a palavra do Senhor a Elias, o tesbita, dizendo: Não viste que Acabe se humilha perante mim? Portanto, visto que se humilha perante mim, não trarei esse mal nos seus dias, mas nos dias de seu filho o trarei sobre a sua casa.” (I Rs. 21:27-29). Então, o remédio para curar a terra, começa com jejum.


Se o meu povo orar – não é preciso falar muito sobre este ponto, pois está muito claro que o povo de Deus deve orar a ele, para que ele faça algo. Porém, há muitos tipos de oração, sendo um deles Oração de Arrependimento e confissão de Pecados, exemplificada na oração de Daniel. (Dn.9). É só imitar.


Se o meu povo buscar a minha face – é a mesma coisa que jejuar e orar. “Voltei o rosto ao Senhor Deus, para o buscar com oração e súplicas, com jejum, pano de saco e cinza.” (Dn.9:3).


Se o meu povo se converter dos seus maus caminhos – primeiro o povo de Deus tem de reconhecer que tem maus caminhos, e segundo, que deve deixá-los. “O que encobre as suas transgressões jamais prosperará; mais o que as confessa e deixa alcançará misericórdia” (Pv. 28:13).


Se o povo de Deus fizer a sua parte, com certeza Deus fará a dele, pois ele mesmo diz: “então, eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra”, que, no caso da igreja, é a purificação do coração dos crentes, gerando santidade, para que possa produzir todo tipo de boas obras.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

A EPIDEMIA DE EBOLA E A BÍBLIA


“Quando ouvirdes falar de guerras e tumultos , não vos assusteis...e em vários lugares  haverá grandes terremotos, pragas e fomes; e haverá também coisas espantosas e grandes sinais no céu.” (Lc. 21:9,11).

“Em maio de 1995, o mundo conheceu a nova versão do antigo pesadelo: a peste. Em Kikwit , uma cidade do Zaire,  na África, dezenas de pessoas morriam de febre hemorrágica, infectadas pelo ebola, um vírus poderoso e até então pouco conhecido. O que a maioria das pessoas não sabe ou lembra é que um episódio semelhante acontecera em 1976, com efeitos igualmente devastadores.” EBOLA – WILLIAM T. CLOSE, M.D. 1995.

“O vírus mata nove entre dez de suas vítimas, com tanta rapidez e de modo tão impressionan-te, que até os especialistas em biorrisco estão apavorados. É transmissível através do ar, extremamente contagioso e pode assolar regiões inteiras em questão de dias. ZONA QUENTE conta em detalhes e pela primeira vez a história da origem dos vírus “quentes”, letais, e seus ataques registrados à espécie humana. À medida que as florestas tropicais vão sendo destruídas, vírus antes desconhecidos se revelam, em padrões semelhantes ao da AIDS, e em escala apavorante. Existirão meios de detê-los?” ZONA QUENTE, RICHARD PRESTON, 1994.

Existem duas maneiras de tentar resolver um problema: à maneira do homem e à maneira de Deus. Estamos diante da ameaça de uma epidemia que pode se transformar em pandemia de ebola, um vírus perigoso,  como podemos ver nos dois livros citados acima. A Organização Mundial de Saúde – OMS – está tentando enfrentar o problema como pode, na medida em que a epidemia se alastra pelo mundo. Mas será que Deus tem uma orientação a nos dar, registrada na sua palavra? Vamos examinar um exemplo das Escrituras judaico cristã.

Temos um registro na Bíblia, em II Sm. 24 e em I Cr. 21, em que aconteceu algo semelhante em Israel.
1.       Deus se enfureceu contra Israel, certamente por causa do pecado de idolatria, que era comumente praticado entre os povos cananeus, mas que Israel não poderia praticar.
2.       Por causa disto Deus autorizou Satanás a  tentar a induzir Davi, o líder, que fizesse o censo de Israel, para saber qual era mesmo o tamanho do seu exército. Davi não era obrigado a ceder às insinuações de Satanás na sua mente, mas tudo indica que já havia em seu coração uma vaidade e orgulho por ter um exército tão grande e tão bem sucedido, e ele cedeu, e mandou realizar o censo.
3.       Joabe, o general do exército,  ainda tentou dissuadir Davi, de realizar esse censo, mas Davi não lhe deu ouvidos. É um perigo quando o líder não ouve conselhos de seus subordinados, mas faz somente a sua vontade, que, como no caso, estava viciada.
4.       Depois de realizado o senso, Deus se desagradou do que Davi fez, que, como sabemos, deu ouvidos às sugestões de Satanás em sua mente. Antes Deus já havia se enfurecido com o povo, mas agora se desagradou do líder. Se o líder tivesse resistido, teria livrado o povo, o que não aconteceu neste caso.
5.       Depois de realizado o censo, Davi caiu em si e se arrependeu do que fez, mas já era tarde. Somente agora ele percebeu que o que tinha feito fora por sugestões de Satanás, nove meses e vinte dias depois. Agora só restava receber o castigo de Deus pelo pecado cometido.
6.       O profeta Gade, vidente de Davi, foi a ele com a mensagem de Deus, para que ele escolhesse numa lista tríplice, que castigo receberia. Lembra que nos versículos de Lucas 21:9,11 constam três flagelos, dentre outros, que são “fome, guerra, e peste ou praga”?  Neste caso, Deus mandou Davi escolher, se queria receber o castigo na área de fome, guerra ou praga também. Os juízos de Deus são geralmente nessa linha, fome, guerra, peste ou praga, que é doença, terremoto, animais ferozes ou peçonhentos. Davi escolheu a praga, isto é, doença. Três dias de peste sobre Israel, que neste caso Deus chama de espada do senhor, em comparação com a guerra, que é a espada de seus inimigos. O certo é que nesses três dias morreram em Israel setenta mil homens. Deus disse que a peste é a espada dele. Espada fala de guerra, e significa que Deus estava guerreando contra Israel, matando setenta mil deles, e não sofrendo nenhuma baixa. Teria Deus usado de força desproporcional contra Israel? Ou estará Deus guerreando contra os humanos, por meio do vírus ebola? Pois foi ele mesmo quem disse que a peste era a espada dele. (I Cr. 21:12).
7.       Aqui entra o dilema dos humanos, só crê no que vê. Mas nem o vírus pode ser visto a olho nu, mas por meio de um microscópio eletrônico. É o micro cosmo que o homem não pode ver de maneira natural. E se existir um macro cosmo, que de tão grande, não pode ser visto pelo olho humano? Afinal o profeta Isaías diz “Eis que as nações são consideradas por ele como a gota dum balde, e como o pó miúdo das balanças; eis que lança por aí as ilhas como uma coisa pequeníssima.” (Is. 40:15). Nem Deus, nem anjos, nem demônios, podem ser vistos por modo natural, mas só se Deus revelar.
8.       Davi viu o anjo que trazia a destruição por meio da peste. “Davi ergueu os olhos e viu o anjo do Senhor, que estavas entre a terra e o céu, segurando na mão uma espada desembainhada, estendida contra Jerusalém.” (I Cr. 21:16). Ornã, o jebuseu também viu o anjo, pois “E Ornã esta debulhando o trigo. Quando se virou viu o anjo; e os seus quatro filhos, que estavam com ele , se esconderam.” (21:20). No caso, só estes dois humanos viram o anjo que trazia a destruição por meio da peste. No caso do ebola, será que alguém viu o anjo que está trazendo a praga? Deus não  é obrigado a se revelar ao ser humano pecador, mas nem por isso, deixa de ser real o que a Escritura diz. Nem um ser humano pode ver o anjo que está trazendo a destruição por meio do ebola. E aí pode zombar de Deus e dizer que ele não existe, e tentar lutar contra a praga por seus próprios meios. Não será isso orgulho? Não é melhor se humilhar diante desse Deus invisível, mas real?
9.       Deus se arrependeu  e deu ordem ao anjo, para que retirasse a sua mão, e colocasse a espada na bainha. Mas já haviam morrido setenta mil. E Davi e os líderes de Israel se humilharam diante de Deus. “Então, Davi e os anciãos, cobertos de panos de saco, prostraram-se com o rosto em terra.” (I Cr.21:16b).
10.   O anjo deu ordem a Gade, o profeta, que falou a Davi, para fazer um altar na eira de Ornã, o jebuseu, o que Davi  fez, e ofereceu holocaustos e ofertas  pacíficas sobre ele. Só então o texto diz “e aquela praga cessou sobre Israel.” (II Sm. 24:25b). 

No nosso caso do ebola, Jesus já ofereceu o único sacrifício pelos pecados da humanidade, e não temos de oferecer outros, mas para aplacar a ira de Deus temos de oferecer a propiciação  que é a morte de Jesus, em nosso lugar. Na ceia do Senhor, fazemos um memorial, e recordamos a Deus que o nosso sacrifício já foi feito, e pedimos o perdão pelos nossos pecados. Não é por acaso que Jesus é chamado de propiciação duas vezes pelo apóstolo João. I Jo.2:1; e 4:10. E propiciação é o sacrifício que aplaca a ira de Deus. Esse é o remédio que a Bíblia oferece para curar o ebola. Nossos líderes crerão? Certamente não irão ver o anjo do Senhor, como Davi e Ornã viram, mas terão de crer sem ver. Afinal “sem fé é impossível agradar a Deus, pois é necessário que aquele que se aproxima de Deus, creia que ele existe, e que recompensa os que o buscam.” (Hb.11:6). 

quinta-feira, 31 de julho de 2014

A MALDIÇÃO DE JERICÓ

Quando Josué conquistou Jericó, destruindo-a totalmente, pronunciou uma maldição contra ela, dizendo: “Maldito diante do Senhor seja o homem que se levantar e reedificar esta cidade de Jericó; com a perda do seu primogênito a fundará, e com a perda do seu filho mais novo lhe colocará as portas.” (Js. 6:26). Mais tarde, durante o reinado de Acabe sobre Israel, a Escritura registra: “Durante o seu reinado, Hiel, o betelita, edificou Jericó. Quando lançou seus alicerces, Abirão, seu primogênito, morreu; e quando assentou as sujas portas, Segube, seu filho caçula, morreu, conforme a palavra do Senhor, que ele falara por intermédio de Josué, filho de Num.” (I Rs. 16:34). Mais tarde ainda, o profeta Eliseu ouviu dos moradores de Jericó o seguinte: “Como podes ver, a localização desta cidade é boa; mas as águas são péssimas e a terra é estéril.” (II Rs. 2:18,19). 

A maldição havia passado para a terra e para as águas. Então Eliseu realizou ali um ato profético, dizendo: “ Assim diz o Senhor: Purifiquei estas águas e elas não causarão mais morte nem esterilidade. Aquelas águas ficaram puras, até o dia de hoje, conforme a palavra que Eliseu havia falado.” (II Rs.2:21,22). Em Josué 6, quando a cidade foi tomada e destruída, Deus proibiu Israel de tomar o despojo da cidade para si, pois era as primícias da conquista da terra de Canaã. Porém, Acã, filho de Carmi, cobiçou “uma boa capa babilônica, duzentos ciclos de prata e uma barra de ouro do peso de cinqüenta ciclos, cobicei-os e tomei-os.” (Js.7:21). 

É interessante que no Novo testamento, Bartimeu, filho de Timeu, estava sentada à porta de Jericó, esmolando, pois era cego, e possuía uma capa, pois quando Jesus o chamou, Marcos registra: “Lançando de si a sua capa, levantou-se de um salto e dirigiu-se a Jesus.” (Mc.10:50). A posse da capa de Jericó, trouxe para Acã, maldição, pois foi morto apedrejado com seus filhos e tudo quanto possuía. Bartimeu também possuía uma capa, e estava cego e pobre, pois esmolava. Seria a capa de Bartimeu, a mesma de Acã, pois ambas estavam em Jericó. 

Há duas possibilidades: existem objetos amaldiçoados, que trazem infortúnios para quem os possui? É possível, por isso tenha cuidado com objetos que você adquire, sem saber seu histórico. A segunda possibilidade, é que capa simboliza espírito, pois a capa de Elias, que Eliseu herdou, simbolizava a unção do Espírito Santo.( II Rs. 2). Quando Satanás recebe autorização para prejudicar alguém, ele o faz por meio de espíritos específicos, como espírito de enfermidade (Lc.13:11-16), e de pobreza (Ml. 3:11; Jó 1,2; Jl. 1:4). É interessante que quando Bartimeu lançou fora a capa, e foi a Jesus, foi curado da cegueira, e, consequentemente, pode trabalhar para começar a prosperar, além de ter sido beneficiado pela súbita liberalidade de Zaqueu. (Lc. 18:35-43; 19:1-10).

Porém, voltando à Jericó, do tempo de Josué, Acã foi acometido de um espírito de cobiça, pois disse “cobicei-os e tomei-os”. Josué e Israel estavam atentos aos inimigos físicos, no caso, os guerreiros de Jericó, mas não podiam ver os inimigos invisíveis, que os observavam desde a cidade de Jericó. Espíritos malignos permeavam a cidade de Jericó, influenciando os habitantes locais, assim como anjos de Deus acompanhavam, invisíveis, o exército de Josué. Para encorajar Josué, Deus permitiu que visse o comandante do exército celestial. “Estando Josué perto de Jericó, levantou os olhos, olhou e diante dele estava em pé um homem com uma espada desembainhada na mão.” (Js.5:13). Na luta física contra inimigos físicos, não morreu ninguém de Israel, mas, o inimigo invisível, um espírito de cobiça, dominou Acã, matando toda a sua família, e trinta e seis homens do exército de Israel. 

Tudo indica que, muito tempo depois, esse mesmo espírito se apoderara de Zaqueu, um judeu, morador de Jericó. Ele era chefe dos publicanos (cobrador de impostos para o império romano) e era rico. Naturalmente a sua riqueza fora obtida de forma ilícita. Zaqueu era escravo de um espírito de cobiça. Zaqueu era rico, mas era infeliz, pois não era livre, sendo escravo do pecado chamado na Bíblia de avareza, amor ao dinheiro, cobiça. Ele não era livre. Por isso Jesus disse “todo aquele que comete pecado é escravo do pecado” “e conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” “se o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres”. (Jo.8:32-36). O espírito de cobiça ou de avareza, é um espírito invisível, que paira ameaçadoramente sobre a nação brasileira. Não é ele que inspira o que modernamente é chamado de corrupção? Certamente ele mantém aprisionados muitos brasileiros. E não somente os políticos, nem empresários, mas também muitos líderes religiosos, ou gente do povo de Deus, como era Zaqueu. Mas o remédio que serviu para libertar Zaqueu, não perdeu a eficácia, mas é o mesmo que pode libertar o Brasil hoje. 

Jesus fez uma visita a Jericó, mas não ficou morando nela definitivamente. Zaqueu aproveitou a oportunidade, tentou ver Jesus, mas foi impedido pela multidão. Não desistiu, mas correu e subiu numa árvore. Tudo o que Zaqueu fez chama-se fé. Sua fé demonstrada nas suas ações chamou a atenção de Jesus. Comparando com a cura do paralítico de Cafarnaum, é como se dissesse “vendo-lhe a fé”. Jesus olhou para cima e disse “Zaqueu, desce depressa, pois hoje me convém ficar em tua casa”. A Bíblia não fornece detalhes, mas ao receber Jesus em sua casa “com alegria”, Zaqueu foi liberto do espírito de cobiça. Passou a ser um homem livre, e se dispôs a usar a sua fortuna para ajudar seus semelhantes “os pobres”, já que antes os explorava. Jesus concluiu esta visita dizendo que Zaqueu era filho de Abraão, que fora salvo da cobiça, e que tinha sido achado, já que antes estava perdido.

Neste momento, estamos vendo no noticiário, que a Argentina entrou em situação de Calote, já que não consegue pagar os seus credores internacionais. Os socialistas colocam a culpa nos militares, e estes a colocam nos socialistas. Na verdade, Jesus visitou a Argentina a alguns anos, o que é chamado na linguagem religiosa de avivamento espiritual. Durou quinze anos o avivamento argentino. Quem, como Zaqueu, aproveitou a oprtunidade, aprendeu a lição. A solução não está nem na ideologia militarista, nem na socialista. Os inimigos da argentina não são nem os militares, nem os socialistas, mas Satanás, que envia espíritos invisíveis para capturar a mente do povo, como capturou a mente de Zaqueu e de Acã. A felicidade de uma sociedade é quando ela se volta para Deus, por meio de seu filho, Jesus de Nazaré, e usa o poder para fazer justiça, e a sua riqueza para ajudar os pobres. Quem escraviza o homem é o pecado, tenha ele o bem estar material que tiver, e só Jesus pode libertá-lo. 

Todavia, o mundo é regido por leis espirituais, e, se a Bíblia é a palavra de Deus, como eu creio que seja, é dela que devemos tirar os princípios que nos trarão prosperidade. Deus disse para Abraão “Abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei quem te amaldiçoar” (Gn.12:3). A tomada de posição de toda a América Latina, contra Israel, numa recente decisão da ONU, é preocupante. Foram vinte e nove países contra Israel (toda a América Latina), dezessete abstenções (quase todos da Europa), somente um a favor de Israel (EUA). Quem for ateu ou materialista, que ria; quem achar que é credulidade e superstição, também; porém, se for verdade, todos nós iremos sofrer as conseqüências. Pode ser coincidência, mas ontem o noticiário dizia que a economia americana estava melhorando, e a do Brasil, piorando. Vamos todos orar pela Argentina e pelo Brasil, pelos nossos governantes e pelos deles, para que tomem decisões acertadas.

terça-feira, 1 de julho de 2014

UM OUTRO EVANGELHO?


Em Gálatas 1:6, Paulo escreveu “Maravilho-me de que tão depressa passásseis daquele que vos chamou à graça de Cristo para OUTRO EVANGELHO.”  E  no verso 8, ele pontifica “Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie OUTRO EVANGELHO além do que já vos tenho anunciado, seja anátema.” E no verso 9 “Assim como já vo-lo dissemos, agora de novo também vo-lo digo. Se alguém  vos anunciar OUTRO EVANGELHO  além do que já recebestes, seja anátema.” 

Ele fala de um outro Evangelho QUE VÁ ALÉM, se referindo aos judaizantes, que queriam que os discípulos gentios fossem circuncidados e guardassem a lei de Moisés. Mas, como diz o ditado popular, “Quando não é oito, é oitenta”. O perigo de um Evangelho QUE VÁ ALÉM é tão grande quanto o de outro Evangelho QUE FIQUE AQUÉM.  Paulo alertou, de maneira contundente, a igreja daquele tempo: “E de novo protesto a todo homem, que se deixa circuncidar, que está obrigado a guardar toda a lei. Separados estais de Cristo, vós os que vos justificais pela lei; da graça tendes caído.” (Gl. 5:3,4). O que diria Paulo à igreja de hoje?  Se naquele tempo era o Evangelho do ALÉM, hoje é o Evangelho do AQUÉM. Pois estamos vendo e ouvindo  um Evangelho voltado somente para os valores deste mundo. É um Evangelho que diz que você vai ser próspero financeiramente, vai ser feliz no casamento, e  vai ter tudo do bom e do melhor. É um Evangelho sem cruz, com um conceito  temporal de felicidade, diferente da definição que Jesus apresenta nas Bem-Aventuranças (Mt.5:1-12). Conceitos esses, tirados geralmente do Antigo Testamento, sem levar em consideração a cosmovisao do Novo Testamento. Lembremos que a revelação é progressiva, e que, a medida que nos encaminhamos para o final da Bíblia, a revelação fica mais clara.

Mas, antes de entrar especificamente na questão do sofrimento, quero esclarecer um ponto, que julgo necessário. Em Tiago 5:13 está escrito: “Está alguém entre vós aflito? Ore. Está alguém contente? Cante louvores. Está alguém entre vós doente? Chame os presbíteros da igreja...”  São três tipos de situações diferentes. O pronome “vós”, limita a sua aplicação aos crentes, à igreja, isto é, “às doze tribos que andam dispersas” (1:1). Mas são três tipos diferentes de situações.  

Na igreja tem o grupo dos aflitos, o grupo dos contentes, e o grupo dos doentes. Isto é normal. Os dirigentes do louvor tem de aprender isto. A reunião da igreja não é o Rock In Rio ou Woodstock, nem a reunião da Ivete Sangalo nem da Cláudia Leite. É a reunião do povo de Deus, onde tem gente sofrendo aflição, gente doente, e também gente contente. Não se pode obrigar a cantar quem está sofrendo, ou quem está doente. Se quiserem fazer isto pela fé, podem, mas Deus manda o grupo dos sofredores orar, e o dos doentes pedir oração aos presbíteros. Mas quero ressaltar que os doentes não estão tecnicamente na mesma categoria dos  aflitos. O Evangelho tem provisão para a cura das doenças, pois, de fato, Jesus as levou sobre si na cruz. (Is.53:4,5). 

Todavia, a questão da cura está debaixo de critérios divinamente estabelecidos. Percebo que no Evangelho de Mateus, geralmente,  está escrito repetidamente, que Jesus curou a todos, ou que todos os que tocaram a orla do seu vestido foram curados. “E rogavam-lhe que ao menos eles pudessem tocar a orla do seu vestido; e todos que a tocavam ficavam sãos.” (Mt.14:36).  Baseados no caso do leproso – Mt. 8:1-4 – alguns afirmam que Deus sempre quer curar, não o fazendo somente pela falta de fé do postulante. Durante muito tempo me intrigou o fato de Jesus só ter curado um, no Tanque de Betesda (Jo.5:1-14), já que lá havia “grande multidão de enfermos; cegos, mancos e ressicados.”  Mas creio que a resposta está no contexto, onde Jesus diz “Na verdade, na verdade vos digo que o Filho por si mesmo não pode fazer coisa alguma, se o não vir fazer ao Pai”.(Jo.5:19). Jesus só fazia o que o Pai queria. Quando O Pai queria curar todos, Jesus curava todos. Quando o Pai queria curar um só, Jesus curava um só. Só assim podemos entender porque Paulo também não pode curar seus próprios discípulos algumas vezes. Assim também hoje. Temos de orar pelos enfermos, mas só Deus decide quem e quando Ele vai curar. Quem crê que Deus sempre quer curar todos, colocando a culpa no postulante, se a cura não acontece, labora em erro, pois a culpa pode ser do doente, do que ora, ou Deus pode simplesmente não querer curar. Afinal Ele é Deus, e só faz o que Ele mesmo quer,  e que contribui para a sua glória. Mas, o que quero deixar claro é que doença não se encaixa no conceito de aflição, segundo o ensino do N.T. Veja o que Paulo escreveu em Fl. 1:29 “Porque a vós vos foi concedido, em relação a Cristo, não somente crer nele, como também padecer por ele.” Vejamos outros textos:

1.       Hb, 12:7 “É para disciplina que sofreis; Deus vos trata como a filhos; pois qual é o filho a quem o Pai não corrija?”

2.       Tg. 1:2 “Meus irmãos, tende por motivo de grande o passardes por várias provações.”

3.       Hb. 1:12 “Bem-aventurado o homem que suporta a provação; porque, depois de aprovado, receberá a coroa da vida, que o Senhor prometeu aos que o amam.”

4.       Tg.5:7-11 “Portanto, irmãos, sede pacientes até a vinda do Senhor...Sede vós também pacientes; fortalecei os vossos corações, porque a vinda do Senhor está próxima...Eis que o juiz está à porta. Irmãos, tomai como exemplo de sofrimento e  paciência os profetas que falaram em nome do Senhor. Eis que chamamos bem-aventurados os que suportaram aflições. Ouvistes da paciência de Jó, e vistes o fim que o Senhor lhe deu, porque o Senhor é cheio de misericórdia e compaixão.”

5.       II Ts. 1:4-10 “De maneira que nós mesmos nos gloriamos de vós nas igrejas de Deus por causa da vossa paciência e fé, em todas as vossas perseguições e aflições que suportais; Prova clara do justo juízo de Deus, para sejais havidos por dignos  do reino de Deus, pelo qual também padeceis; Se de fato é justo diante de Deus que dê em paga tribulação aos que vos atribulam, E avós que sois atribulados, descanso conosco, quando se manifestar o Senhor Jesus desde o céu com os anjos do seu poder, como labareda de  fogo, tomando vingança dos que não conhecem a Deus e dos não obedecem ao Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo; os quais por castigo padecerão eterna perdição, ante a face do Senhor e a glória do seu poder..”  Observe que ele promete alívio quando Jesus voltar. Ele virá para tomar vingança de dois tipos de pessoas: “os que não conhecem a Deus”. Esses são os de fora, os descrentes, por assim dizer. Mas o outro grupo são os que “não obedecem ao Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo”. Esses são os crentes desobedientes a Deus e à sua Palavra.  São crentes desobedientes, entre os quais vós podemos estar. Pelo  visto, pelo menos a metade da igreja vai para o inferno, se levarmos em conta a proporção da Parábola das Dez Virgens.

6.       I Pd. 4:14 “Se sois insultados por causa do nome de Cristo, sois abençoados, porque sobre vós repousa o Espírito da glória, o espírito de Deus.” 

E assim poderíamos multiplicar à saciedade os textos que mostram que a vida do crente não vai ser fácil neste mundo. Mas o alívio virá quando o Senhor voltar. Por isso a nossa expectativa é grande em relação à sua volta. Julgue você mesmo se o Evangelho que você está ouvindo ou mesmo pregando,é o verdadeiro Evangelho com cruz e tudo,  ou é um outro Evangelho, que fica aquém desse que foi  ensinado pelo Senhor Jesus e seus apóstolos. Parece que outro  ditado popular se aplica nesse caso também: “Quem ri por último, ri melhor”. Ou o Salmo que diz “O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã”.  Eu gostaria que a manhã desse salmo fosse literal, mas pode se referir ao retorno de Jesus, quando o Sol da Justiça voltar a esta terra.