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segunda-feira, 11 de agosto de 2014

A EPIDEMIA DE EBOLA E A BÍBLIA


“Quando ouvirdes falar de guerras e tumultos , não vos assusteis...e em vários lugares  haverá grandes terremotos, pragas e fomes; e haverá também coisas espantosas e grandes sinais no céu.” (Lc. 21:9,11).

“Em maio de 1995, o mundo conheceu a nova versão do antigo pesadelo: a peste. Em Kikwit , uma cidade do Zaire,  na África, dezenas de pessoas morriam de febre hemorrágica, infectadas pelo ebola, um vírus poderoso e até então pouco conhecido. O que a maioria das pessoas não sabe ou lembra é que um episódio semelhante acontecera em 1976, com efeitos igualmente devastadores.” EBOLA – WILLIAM T. CLOSE, M.D. 1995.

“O vírus mata nove entre dez de suas vítimas, com tanta rapidez e de modo tão impressionan-te, que até os especialistas em biorrisco estão apavorados. É transmissível através do ar, extremamente contagioso e pode assolar regiões inteiras em questão de dias. ZONA QUENTE conta em detalhes e pela primeira vez a história da origem dos vírus “quentes”, letais, e seus ataques registrados à espécie humana. À medida que as florestas tropicais vão sendo destruídas, vírus antes desconhecidos se revelam, em padrões semelhantes ao da AIDS, e em escala apavorante. Existirão meios de detê-los?” ZONA QUENTE, RICHARD PRESTON, 1994.

Existem duas maneiras de tentar resolver um problema: à maneira do homem e à maneira de Deus. Estamos diante da ameaça de uma epidemia que pode se transformar em pandemia de ebola, um vírus perigoso,  como podemos ver nos dois livros citados acima. A Organização Mundial de Saúde – OMS – está tentando enfrentar o problema como pode, na medida em que a epidemia se alastra pelo mundo. Mas será que Deus tem uma orientação a nos dar, registrada na sua palavra? Vamos examinar um exemplo das Escrituras judaico cristã.

Temos um registro na Bíblia, em II Sm. 24 e em I Cr. 21, em que aconteceu algo semelhante em Israel.
1.       Deus se enfureceu contra Israel, certamente por causa do pecado de idolatria, que era comumente praticado entre os povos cananeus, mas que Israel não poderia praticar.
2.       Por causa disto Deus autorizou Satanás a  tentar a induzir Davi, o líder, que fizesse o censo de Israel, para saber qual era mesmo o tamanho do seu exército. Davi não era obrigado a ceder às insinuações de Satanás na sua mente, mas tudo indica que já havia em seu coração uma vaidade e orgulho por ter um exército tão grande e tão bem sucedido, e ele cedeu, e mandou realizar o censo.
3.       Joabe, o general do exército,  ainda tentou dissuadir Davi, de realizar esse censo, mas Davi não lhe deu ouvidos. É um perigo quando o líder não ouve conselhos de seus subordinados, mas faz somente a sua vontade, que, como no caso, estava viciada.
4.       Depois de realizado o senso, Deus se desagradou do que Davi fez, que, como sabemos, deu ouvidos às sugestões de Satanás em sua mente. Antes Deus já havia se enfurecido com o povo, mas agora se desagradou do líder. Se o líder tivesse resistido, teria livrado o povo, o que não aconteceu neste caso.
5.       Depois de realizado o censo, Davi caiu em si e se arrependeu do que fez, mas já era tarde. Somente agora ele percebeu que o que tinha feito fora por sugestões de Satanás, nove meses e vinte dias depois. Agora só restava receber o castigo de Deus pelo pecado cometido.
6.       O profeta Gade, vidente de Davi, foi a ele com a mensagem de Deus, para que ele escolhesse numa lista tríplice, que castigo receberia. Lembra que nos versículos de Lucas 21:9,11 constam três flagelos, dentre outros, que são “fome, guerra, e peste ou praga”?  Neste caso, Deus mandou Davi escolher, se queria receber o castigo na área de fome, guerra ou praga também. Os juízos de Deus são geralmente nessa linha, fome, guerra, peste ou praga, que é doença, terremoto, animais ferozes ou peçonhentos. Davi escolheu a praga, isto é, doença. Três dias de peste sobre Israel, que neste caso Deus chama de espada do senhor, em comparação com a guerra, que é a espada de seus inimigos. O certo é que nesses três dias morreram em Israel setenta mil homens. Deus disse que a peste é a espada dele. Espada fala de guerra, e significa que Deus estava guerreando contra Israel, matando setenta mil deles, e não sofrendo nenhuma baixa. Teria Deus usado de força desproporcional contra Israel? Ou estará Deus guerreando contra os humanos, por meio do vírus ebola? Pois foi ele mesmo quem disse que a peste era a espada dele. (I Cr. 21:12).
7.       Aqui entra o dilema dos humanos, só crê no que vê. Mas nem o vírus pode ser visto a olho nu, mas por meio de um microscópio eletrônico. É o micro cosmo que o homem não pode ver de maneira natural. E se existir um macro cosmo, que de tão grande, não pode ser visto pelo olho humano? Afinal o profeta Isaías diz “Eis que as nações são consideradas por ele como a gota dum balde, e como o pó miúdo das balanças; eis que lança por aí as ilhas como uma coisa pequeníssima.” (Is. 40:15). Nem Deus, nem anjos, nem demônios, podem ser vistos por modo natural, mas só se Deus revelar.
8.       Davi viu o anjo que trazia a destruição por meio da peste. “Davi ergueu os olhos e viu o anjo do Senhor, que estavas entre a terra e o céu, segurando na mão uma espada desembainhada, estendida contra Jerusalém.” (I Cr. 21:16). Ornã, o jebuseu também viu o anjo, pois “E Ornã esta debulhando o trigo. Quando se virou viu o anjo; e os seus quatro filhos, que estavam com ele , se esconderam.” (21:20). No caso, só estes dois humanos viram o anjo que trazia a destruição por meio da peste. No caso do ebola, será que alguém viu o anjo que está trazendo a praga? Deus não  é obrigado a se revelar ao ser humano pecador, mas nem por isso, deixa de ser real o que a Escritura diz. Nem um ser humano pode ver o anjo que está trazendo a destruição por meio do ebola. E aí pode zombar de Deus e dizer que ele não existe, e tentar lutar contra a praga por seus próprios meios. Não será isso orgulho? Não é melhor se humilhar diante desse Deus invisível, mas real?
9.       Deus se arrependeu  e deu ordem ao anjo, para que retirasse a sua mão, e colocasse a espada na bainha. Mas já haviam morrido setenta mil. E Davi e os líderes de Israel se humilharam diante de Deus. “Então, Davi e os anciãos, cobertos de panos de saco, prostraram-se com o rosto em terra.” (I Cr.21:16b).
10.   O anjo deu ordem a Gade, o profeta, que falou a Davi, para fazer um altar na eira de Ornã, o jebuseu, o que Davi  fez, e ofereceu holocaustos e ofertas  pacíficas sobre ele. Só então o texto diz “e aquela praga cessou sobre Israel.” (II Sm. 24:25b). 

No nosso caso do ebola, Jesus já ofereceu o único sacrifício pelos pecados da humanidade, e não temos de oferecer outros, mas para aplacar a ira de Deus temos de oferecer a propiciação  que é a morte de Jesus, em nosso lugar. Na ceia do Senhor, fazemos um memorial, e recordamos a Deus que o nosso sacrifício já foi feito, e pedimos o perdão pelos nossos pecados. Não é por acaso que Jesus é chamado de propiciação duas vezes pelo apóstolo João. I Jo.2:1; e 4:10. E propiciação é o sacrifício que aplaca a ira de Deus. Esse é o remédio que a Bíblia oferece para curar o ebola. Nossos líderes crerão? Certamente não irão ver o anjo do Senhor, como Davi e Ornã viram, mas terão de crer sem ver. Afinal “sem fé é impossível agradar a Deus, pois é necessário que aquele que se aproxima de Deus, creia que ele existe, e que recompensa os que o buscam.” (Hb.11:6). 

quarta-feira, 16 de julho de 2014

VESTIDO COM AS ROUPAS DO IRMÃO MAIS VELHO

Gn. 27

Quando Jacó trouxe a Isaque, seu pai, um guisado saboroso, estava vestido com as roupas de Esaú, seu irmão mais velho, ou primogênito.  “Depois tomou Rebeca os vestidos de gala de Esaú, seu filho mais velho, que tinha consigo em casa, e vestiu a Jacó, seu filho menor.” (Gn.27:15).  Se Jacó não estivesse vestido com as roupas de Esaú, teria sido amaldiçoado, em vez de abençoado, como ele mesmo reconheceu. “Porventura me apalpará o meu pai e serei em seus olhos enganador; assim trarei sobre mim maldição, e não bênção.” (Gn.27:12). Então Rebeca, sua mãe, respondeu “Meu filho, sobre mim seja a tua maldição”. (v.13).  Assim vestido, Jacó recebeu de seu pai, a bênção da primogenitura. “Assim pois te dê Deus do orvalho dos  céus, e das gorduras da terra, e abundância de trigo e de mosto; sirvam-te povos, e nações se encurvem a ti; sê senhor de teus, e os filhos da tua mãe se encurvem a ti; malditos sejam os que te  amaldiçoarem, e benditos sejam os que te abençoarem.” (Gn.27:28,29). Isto é uma parábola, “ sombras e figuras”, de realidades que o Novo testamento veio trazer. Neste caso, Isaque representa Deus, Esaú representa Jesus, o Filho primogênito, e Jacó representa todos nós. O N. T. diz “Porque todos quantos  fostes batizados em Cristo já vos revestistes de Cristo...E, se sois de Cristo, então sois descendência de Abraão, e herdeiros conforme a promessa.” (Gl.3:27,29). Todos nós, seres humanos, que comparecermos diante de Deus, para nos submeter ao seu justo julgamento, seremos condenados, por causa do pecado. A Bíblia diz que não há justo, nenhum sequer. (Rm.3:10).  A não ser que também, como Jacó, estejamos vestidos com as roupas do nosso irmão mais velho, Jesus. (Roupas espirituais).  Dele é dito “TODOS OS TEUS VESTIDOS CHEIRAM A MIRRA, A ALOÉS E A CÁSSIA, DESDE OS PALÁCIOS DE  MARFIM DE ONDE TE ALEGRAM.” (Sl. 45:8).

Quando Jacó levou o guisado saboroso, este era feito de “dois bons cabritos das cabras”, preparado por sua mãe.(Gn.27:9).  Ora, os cabritos eram animais domésticos,  filhotes de bode com cabra. O guisado que foi trazido por Esaú, pelo contrário, era de animais selvagens, já que ele fora caçá-los fora da propriedade de seu pai. Os cabritos também representam Jesus, que foi morto e oferecido a Deus, como pagamento pelos nossos pecados. Se qualquer outro ser humano pecador fosse oferecido a Deus em sacrifício, seria rejeitado, pois Jesus era sem pecado. Temos de nos certificar se estamos vestidos com as vestimentas do nosso  irmão mais velho, para não sermos condenados. Assim como Jacó foi submetido a um rigoroso escrutínio, nós também o seremos, na presença de Deus. Jacó também teve suas mãos e seu pescoço cobertos com a pele dos cabritos. “E com as peles dos cabritos das cabras cobriu as suas mãos e a lisura do seu pescoço...E não o conheceu, porquanto as suas mãos estavam cabeludas, como as mãos de Esaú seu irmão; e abençoou-o.” (Gn.27:16,23). As peles dos cabritos também são uma figura da cobertura espiritual, que Jesus nos proporcionou, quando foi morto. Adão e Eva fizeram para si vestes de folhas de figueira, quando pecaram, e descobriram que estavam nus.  Mas, Deus providenciou vestes de peles de animais, e os vestiu. (Gn. 3:7,21). Na Parábola das Bodas, há um registro interessante. “E o rei, entrando para ver os convidados, viu ali um homem que não estavas trajado com vestidos de núpcias. E disse-lhe: Amigo, como entraste aqui, não tendo vestido nupcial? E ele emudeceu. Disse então o rei aos servos: Amarrai-o de pés e mãos, levai-o, e lançai-o nas trevas exteriores: ali haverá pranto e ranger de dentes.” (Mt. 22:11-13).

Tanto Esaú como Jacó, precisaram levar uma oferta de um guisado saboroso, a seu pai,  antes de pleitear receber a bênção da primogenitura. Isto nos ensina que devemos levar a Deus um sacrifício, uma oferta, antes de pleitear  receber a bênção da salvação ou qualquer outra bênção. Esta oferta é o Senhor Jesus Cristo, representado, tanto na figura do irmão mais velho, quanto na dos dois  cabritos. Quem se apresentar a Deus em qualquer outra base, não será aceito, mas amaldiçoado. Siga o exemplo de Jacó.

sexta-feira, 11 de julho de 2014

O ALTAR DE DOZE PEDRAS


No tempo do profeta Elias, Israel estava  com sua lealdade dividida entre Iavé e Baal. Elias disse ao povo “Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se Iavé é Deus, seguí-o; e se Baal, seguí-o. Porém o povo não lhe respondeu nada.”( RS. 18:21). Porém, depois do confronto de Elias com os profetas de Baal, tendo Elias orado, Deus respondeu com fogo. Só então o povo se decidiu, e disse: “Só Iavé é Deus! Só Iavé é Deus!” (I Rs. 18:39). Mas, antes disso, é dito de Elias: “E reparou o altar do Senhor, que estava quebrado.” 

Será que hoje tem crente com sua lealdade dividida? Será que tem crente com seu altar quebrado? Elias começou consertando o altar. “E Elias tomou doze pedras, conforme ao número das tribos dos filhos de Jacó, ao qual veio a palavra do Senhor, dizendo: Israel será o teu nome.” Era um altar de doze pedras. Também em Josué 4:8,9, Deus mandou Josué Levar doze pedras do leito seco do rio Jordão, por meio de doze homens, e depositá-las no outro lado, na terra de Canaã. Além disso, mandou também, que doze pedras fossem erguidas no meio do rio Jordão, ficando essas encobertas, depois que as águas voltaram ao seu lugar. Mas Elias consertou o altar usando doze pedras. 

Sabemos que um altar é feito para se oferecer algo em cima dele, para alguma divindade. Os profetas de Baal, ofereceram um bezerro sobre a lenha do altar, e invocaram o nome do seu deus. E nada aconteceu. Elias fez o altar de doze pedras, armou lenha sobre o altar, e cavou um rego em redor do altar, dividiu o bezerro em pedaços e o pôs sobre a lenha. Em seguida mandou que fosse derramada muita água, sobre o altar. Lembremos que a água era de muito valor naqueles dias, pois a três anos e meio não chovia. Algo de valor estava sendo oferecido sobre o altar. Os profetas de Baal ofereceram um bezerro, mas não ofereceram água. Foram doze cântaros de água que foram oferecidos sobre o altar. Em seguida Elias orou, e Deus respondeu com fogo. Holocausto é uma oferta queimada. Normalmente o fogo era providenciado  pelo ofertante, como no caso de Abraão. “E tomou Abraão a lenha do holocausto, e pô-la sobre Isaque seu filho; e ele tomou o fogo e o cutelo na sua mão, e foram ambos juntos.” (Gn.22:6). No caso de Elias, quando ele orou, Deus mesmo providenciou o fogo. “Então caiu fogo do Senhor, e consumiu o holocausto, e a lenha, e as pedras, e o pó, e ainda lambeu a água que estava no rego.”

Aliás, isto já havia acontecido antes, quando Davi edificou um altar, na eira de Ornã, o jebuseu, e ofereceu holocaustos e sacrifício pacíficos  “e invocou o Senhor, o qual lhe respondeu com fogo do céu sobre o altar do holocausto.” (I Cr. 21:26). Esta é a cosmovisão do Antigo Testamento. Vamos ver agora como se aplica isto no Novo Testamento.

O conceito de pedra do A.T. , muda para pedras vivas , no N.T.  Pedro diz “E, chegando-vos para ele, pedra viva, reprovada, na verdade, pelos homens, mas para com Deus eleita e preciosa.  Vós também, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual e sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo.”  (I Pd. 2:4,5). É muito interessante, que quando Jesus encontrou Simão, mudou o seu nome para Pedro, que significa pedra. “Quando Jesus olhou para ele(Simão), disse: “Tu és Simão, o filho de João; tu serás chamado Cefas (que quer dizer Rocha). “ (BKJA). “Cefas” (como o apóstolo Paulo o chamava – I Co.9:5; Gl 1:18): Kepha, em aramaico ou Kephem hebraico – rocha (Jó 30:6; Jr.4:29), ou ainda petros, em grego. Portanto, Pedro significa pedra ou rocha (Is.51:1). Mas, como para o nome de um homem era necessário usar a forma masculina, permaneceu petros.” (Nota de rodapé da BKJA). Em Mt. 10:2 é dito que os nomes dos doze apóstolos são estes : “O primeiro, Simão, chamado Pedro...). “ O primeiro” tem o sentido de primogênito, o que revela uma hierarquia de autoridade. É muito sugestivo que Jesus tenha mudado o nome do primeiro dos seus discípulos, para pedra. Como o conceito de pedra do Antigo Testamento, muda para pedras vivas, no Novo, Simão é a primeira pedra que Jesus tomou, para construir o altar de doze pedras, como Elias também fez. Mateus registra como Jesus chamou os discípulos de maneira individual, ou por dupla.  “E Jesus , andando junto ao mar da Galiléia, viu a dois irmãos, Simão, chamado Pedro, e André...E disse-lhes: Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens...viu outros dois irmãos, Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão...e chamou-os...E Jesus, passando adiante dali, viu assentado na alfândega um homem, chamado Mateus, e disse-lhe: Segue-me. E ele, levantando-se o seguiu.”  (Mt.4:18-21; 9:9). Lucas registra a chamada dos doze. “E, quando já era dia, chamou a si os seus discípulos, e escolheu doze deles, a quem deu também o nome de apóstolos.” (Lc.6:13). Teria Jesus completado o altar de doze pedras vivas? Sabemos que Satanás descompletou os doze, tirando Judas Iscariotes. “E, acabada a ceia, tendo já o diabo posto no coração de Judas Iscariotes, filho de Simão, que o traísse...E, após o bocado, entrou nele Satanás. Disse pois Jesus: O que fazes, fá-lo depressa.” (Jo.13:2,27). Mas o altar tinha de ser de doze pedras. Depois da partida de Jesus, Pedro tomou a iniciativa de eleger Matias no lugar de Judas, completando novamente as doze pedras. E, como no caso de Elias, eles estavam orando. “Todos estes perseveravam unânimemente em oração e súplicas, com as mulheres, e Maria mãe de Jesus, e com seus irmãos.” (At.1:14). 

No caso de Elias e de Davi, desceu fogo do céu, e consumiu o holocausto, que é o padrão do Antigo Testamento. Mas, neste caso, foi o Espírito Santo que desceu, que é o padrão do Novo Testamento, pois o altar é construído  de pedras vivas. Pedro diz que Jesus “derramou” o Espírito Santo (At. 2:33), e Atos 10:44 é dito que “caiu o Espírito Santo sobre todos os que ouviam a palavra.” Isto é mudança de paradigma. 

O altar do Novo Testamento é de pedras  vivas, e no lugar do fogo, quem cai sobre quem cai é o Espírito Santo, para consumir, não as pessoas, mas o pecado. Isto é santificação. Então, os crentes devem parar de pedir fogo, pois é melhor pedir o Espírito Santo. As línguas que foram vistas no dia de Pentecoste não eram de fogo, mas “como que de fogo”. Só pareciam, mas não eram. Foi sobre isto que Malaquias escreveu. “Mas quem suportará o dia da sua vinda? E quem subsistirá, quando ele aparecer? Porque ele será como o fogo do ourives e como o sabão dos lavandeiros. E assentar-se-á, afinando e purificando a prata; e purificará os filhos de Levi, e os afinará como ouro e como prata. Então ao Senhor trarão ofertas  de justiça.” (Ml.3:2,3) . 

Paulo disse “Que seja ministro de Jesus Cristo entre os gentios, ministrando o Evangelho de Deus, PARA SEJA AGRADÁVEL A OFEERTA DOS GENTIOS , SANTIFICADA PELO ESPÍRITO SANTO.”  (Rm.15:16). A oferta que Paulo entregou a Deus, foram os gentios que ele ganhou, e o sinal de que Deus recebeu a oferta, foi o Espírito Santo ter descido sobre eles. Como Deus respondeu com fogo sobre o altar, atendendo à oração de Elias. Podemos até ganhar muitas pessoas para Deus, como oferta sobre o altar, mas só saberemos se Deus recebeu, quando o Espírito Santo cair sobre elas. Filipe ganhou os samaritanos, batizou-os, mas não sabia se Deus havia aceitado a sua oferta, pois “Porque sobre nenhum deles tinha ainda descido; mas somente eram batizados em nome do Senhor Jesus.” Foi somente depois que Pedro e João oraram por eles,e  lhes impuseram as mãos que  “receberam o Espírito Santo.”(At.8:12,16,17).

A oferta de Pedro foram os gentios da casa de Cornélio, pois enquanto Pedro falava, “caiu o Espírito Santo sobre todos os que ouviam a palavra.” O padrão de doze pedras parece repetir-se em Éfeso, onde Paulo Evangeliza doze discípulos de João Batista. “E os que ouviram foram batizados  em nome do Senhor Jesus. E, impondo-lhes Paulo as mãos, veio sobre eles o Espírito Santo; e falavam línguas e profetizavam. E estes eram,  ao todo,  uns doze homens.” (At.19:1-7). Nós somos o altar, ou, pelo menos, uma das pedras do altar de pedras vivas. “sacrifícios espirituais” (I Pd.2:5), “sacrifício vivo” (Rm12:1), no lugar de sacrifícios materiais e sacrifícios mortos, do Antigo Testamento.  Hb.13:15,16,  fala de “sacrifício de louvor” e de “sacrifício da beneficência e comunicação”,  mas o sacrifício que sobressai, são as almas ganhas e colocadas sobre o altar, pois é sobre este tipo de oferta que o Espírito Santo desce, como desceu fogo sobre o altar de Elias. 

Mas devemos nos certificar se realmente o Espírito Santo desceu sobre os nossos convertidos, pois Elias só soube que Deus recebeu o seu sacrifício, depois que o fogo desceu sobre ele.