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segunda-feira, 21 de setembro de 2015

O SUBSTITUTO DE JUDAS


               Embora haja outros apóstolos além dos doze originais (“Porém, ouvindo isto, os apóstolos Barnabé e Paulo...”)(At. 14:14), os doze de Jesus são um grupo especial, pois seus nomes aparecem nos doze fundamentos da muralha da nova Jerusalém, assim como os nomes dos doze patriarcas aparecem nas doze portas da mesma cidade. 

               Qual será o nome que está lá no lugar do de Judas? Eu creio que é o do apóstolo Paulo. O fato de Pedro ter providenciado o substituto de Judas por sorteio, nada significa, pois foi como se dissesse “se der cara é José, se der coroa é Matias”. Deus não teve nada a ver com isso. Foi excesso de iniciativa de Pedro. Devia ter esperado por Jesus, pois assim como Ele escolheu pessoalmente cada um dos apóstolos, foi ao encontro de Saulo, no caminho de Damasco, e o convocou para ser apóstolo no lugar de Judas. 

                 Para entender a questão dos apóstolos, temos de lembrar da lei da primogenitura,  que permeia todo o Antigo Testamento. O filho mais velho era o primogênito e tinha direito à porção dobrada da herança, além de ter a autoridade da liderança. O filho mais novo era o oposto do primogênito, por assim dizer, era o último que falava e o primeiro que apanhava. 

          Porém, várias vezes essa lógica foi mudada, pois Eliabe era o primogênito de Jessé, mas foi Davi, o mais novo, quem se tornou rei. Esaú era o primogênito de Isaque, mas foi Jacó, o mais novo, quem herdou a Bênção. Rúben era o primogênito de Jacó, mas foi José, por meio de seu filho mais novo, Efraim, quem herdou a bênção, embora Manassés fosse o primogênito de José. (Gn. 48:14; I Cr. 5:1,2). 

                   O mesmo princípio é mantido no N.T. , pois sabemos que Pedro era o primogênito dos apóstolos. “Ora, os nomes dos doze apóstolos são estes: “Primeiro, Simão, por sobrenome Pedro...” (Mt.10:2). Na seqüência há uma hierarquia decrescente de ordem de autoridade espiritual. O mais novo, o último nome mencionado nessa lista é o de Judas, o de menor autoridade. É interessante que Paulo afirma a respeito de si mesmo “Porque eu sou o menor dos apóstolos...”(I Co. 15:9). “Menor” nesse caso é uma expressão técnica, e tem a ver com a lei da primogenitura e da menoridade, ensinadas no Antigo Testamento. Mas como no caso de Eliabe e Davi, o menor se tornou maior do que o primogênito, pois certamente Paulo foi maior do que Pedro, como apóstolo. 

              Na verdade, Jacó teve doze filhos de suas quatro mulheres, nos capítulos 29 e 30 de Gênesis. Só que havia um problema, um dos filhos era uma mulher, Diná, filha de Lia.(Gn. 30:21). Somente no capítulo 35 de Gênesis, nasce o décimo segundo filho de Jacó, muito tempo depois do nascimento de seus irmãos, e sua mãe morre desse parto. Agora esse Benjamin é o menor, enquanto Rúben é o primogênito de Jacó. É interessante que Paulo diz a respeito de si mesmo “depois de todos, foi visto também por mim, como por um nascido fora de tempo.” (I Co. 15:8). É interessante também que Paulo era da tribo de Benjamin, o menor dos filhos de Jacó. Rúben perdeu a primogenitura quando pecou, se deitou com Bila, concubina de seu pai. (Gn.35:22). 

                 Será que Pedro perdeu a primogenitura quando negou a Jesus, ou quando não creu na revelação que Deus lhe deu, de que os gentios estavam incluídos no Evangelho? (Mt. 26:66-75; At. 10; Gl.2:11, 12) “Quando, porém, Cefas veio a Antioquia,  resisti-lhe na cara, porque era repreensível. Com efeito,  antes de chegarem alguns da parte de Tiago, comia com os gentios; quando, porém, chegaram, afastou-se e, por fim, veio a apartar-se, temendo os da circuncisão.” Paulo é o substituto de Judas, e seu nome está em um dos fundamentos da muralha da nova Jerusalém, não se fala mais de Matias. 

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

O CRESCIMENTO DA IGREJA NA TEOLOGIA PAULINA


          Toda a Bíblia, e Paulo, em particular, usam, recorrentemente,  a figura da construção e a da plantação. O crescimento da  construção é algo que o homem faz, e o crescimento da plantação  é algo que Deus faz. 

“Eu plantei, Apolo regou;  mas o crescimento veio de Deus. De modo que nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento. Ora, o que planta e o que rega são um; e cada um receberá o seu galardão, segundo o seu próprio trabalho. Porque de Deus somos cooperadores; lavoura de Deus, edifício de Deus sois vós.” (I Co. 3:6-9). 

“Porque , assim como descem a chuva e a neve dos céus e para lá não tornam, sem que primeiro reguem a terra, e a fecundem, e a façam brotar, para dar semente ao semeador e pão ao que come, assim será a palavra que sair da minha boca: não voltará para mim vazia, mas fará o que me apraz e prosperará naquilo para que a designei” (Is. 55:10,11). 

          O profeta Ageu escreve “Por isso, os céus sobre vós retém o seu orvalho, e a terra, os seus frutos. Fiz vir a seca sobre a terra e sobre os montes; sobre o cereal, sobre o vinho, sobre o azeite e sobre o que a terra produz, como também sobre os homens, sobre os animais e sobre todo o trabalho das mãos...Já não há semente no celeiro. Além disso, a videira, a figueira, a romeira e a oliveira não têm dado do seus frutos; mas, desde este dia, vos abençoarei.” (Ag. 1:10,11; 2:19). A parte do homem foi que Paulo plantou e Apolo regou, e a parte de Deus foi dar o crescimento, mas, como vemos em Ageu, para Deus dar o crescimento, Ele tem critérios. O trabalho de Paulo, plantar, é o semear,ou lançar a semente à  terra. Literalmente, é o trabalho evangelístico, realizado pelo Evangelista(Ef.4:11), ou pelo pregador, Kêrix, de kerigma(II Tm.1:11). 

       Jesus também realizava este serviço, como Mateus registra “Percorria Jesus toda a Galiléia...pregando (Kerýssom)o evangelho do reino”(Mt.4:23). O trabalho de Apolo, regar, era o ensino da Palavra de Deus para os crentes, como Paulo ensinou a Timóteo “Até à minha chegada, aplica-te à leitura, à exortação, ao ensino”(I Tm.4:13). A pregação, o plantar, se destina aos de fora da igreja, enquanto que o regar, o ensino, se destina aos de dentro, aos crentes. Claro que não se deve plantar nem regar de qualquer  jeito, pois Deus orienta o seguinte “Lavrai para vós outros campo novo e não semeeis entre espinhos”(Jr. 4:3).  Na parábola do semeador (Mt.13) nem toda semeadura deu fruto, pois dependia da qualidade do solo. Voltando ao profeta Ageu, os judeus plantaram, regaram, mas não houve crescimento, pois este dependia de cair a chuva do céu, que era a parte de Deus. Vemos por todo o Antigo Testamento, que quando Deus se aborrecia, por causa da desobediência do povo, Ele retinha a chuva, e não havia fruto da terra. 

            A chuva espiritual que Deus manda do céu para fazer a igreja dar fruto e crescer, é o derramar do Espírito Santo, como aconteceu no dia de Pentecoste. “Exaltado, pois, à destra de Deus, tendo recebido do Pai a promessa do Espírito Santo, derramou isto que vedes e ouvis.”(At.2:33).  A igreja deve plantar (evangelizar) com qualidade, e regar (ensinar a palavra de Deus à igreja) com qualidade, e orar para que Deus mande a chuva do Espírito Santo. “Tendo eles orado, tremeu o lugar onde estavam reunidos; todos ficaram cheios do Espírito Santo e, com intrepidez, anunciavam a palavra de Deus.”(At. 4:31).

quinta-feira, 3 de julho de 2014

O ESPINHO NA CARNE


E, para que não me exaltasse pelas excelências das revelações, foi-me dado um espinho na carne, a saber,  um mensageiro de Satanás para me esbofetear, a fim de não me exaltar.” (II Co.12:7).

Desde a minha conversão, ouvi vários tipos de explicações  a respeito do espinho na carne de Paulo. Uma delas era a de que era uma doença tropical, e nos olhos. Porém, depois de tanto tempo, posso olhar para o texto, e dar a minha própria opinião. Aproveitando  o ensejo,  vou opinar sobre outros assuntos,  que também estão no texto. 

Em primeiro lugar, vamos examinar  o sentido da palavra “espinho”, em outro texto.  “Pelo que também eu disse: Não os expulsarei de diante de vós; antes estarão quais ESPINHOS nas vossas ilhargas, e os seus deuses vos serão por laço.” (Juízes 2:3). Está se referindo aos povos cananeus, que Deus deixou para provar a Israel, comparando-os a espinhos nas ilhargas. Os inimigos de Israel no A.T. são seres humanos de carne e osso, mas no N.T.  são principados e potestades, demônios, espíritos imundos, como Jesus os chamava. Seria o espinho na carne de Paulo um demônio? Parece que sim. Outro argumento podemos tirar do próprio texto, onde aparece a expressão “um mensageiro de Satanás”,  que no original grego é “um anjo de Satanás”. A palavra é “angelos” traduzida por mensageiro, mas literalmente significa anjo. É mesma palavra que aparece em Apocalipse 12:7 onde diz que “Miguel e seu anjos batalhavam contra o dragão, e batalhava o dragão e os seu anjos.” Duas vezes a palavra anjo aparece aqui, só que na forma plural, ANGELOI, sendo a mesma  palavra de II Co. 12:7, onde aparece no singular, ANGELOS.  Então o espinho na carne de Paulo era “um anjo de Satanás”, literalmente. 

Alguém pode se escandalizar, e achar impossível que o apóstolo Paulo tivesse um encosto. Perceba que o espírito não estava dentro dele, mas estava ao lado “para me esbofetear”. Veja que depois que Satanás tentou Jesus três vezes, está escrito: “Assim, tendo o diabo acabado toda sorte de tentação, retirou-se dele até ocasião oportuna.”  (Lc.4:13). “Ocasião oportuna” é o tempo KAIRÓS, que é o tempo espiritual, e não KRONOS, que é o tempo cronológico.  O diabo ficou vigiando Jesus para as próximas oportunidades de tentação. Esse demônio que acompanhava Paulo, também tinha a função de atacá-lo, sempre que tivesse oportunidade. Lembre que o sofrimento de Jó, não aconteceu por acaso, mas tinha alguém bem definido, providenciando tudo. Quem você acha que estava providenciando os sofrimentos de Paulo, quando ele diz “em açoites, mais do que eles; em prisões, muito mais; em perigo de morte muitas vezes. Recebi dos judeus  cinco quarentena de açoites menos um. Três vezes fui açoitado com varas, uma vez fui apedrejado, três vezes sofri naufrágio, uma noite e um dia passei no abismo...” (II Co. 11:23-26).

Mas tinha um motivo em tudo isso. Paulo disse “E para que não me exaltasse pelas excelências das revelações...a fim de não me exaltar.” (12:7). Deus sabe que o ser humano tem a tendência de se exaltar. Exaltação é orgulho. Jesus sabia que o diabo era um querubim e caiu no pecado do orgulho. Deus disse dele “Tu és o aferidor da medida, cheio de sabedoria e perfeito em formosura.” (Ez. 28:12). Sabedoria e beleza. Sabedoria tem o sentido de intelecto privilegiado para adquirir conhecimento intelectual, seja de ordem filosófica, científica, teológica, ou artística. De Jesus é dito “E crescia Jesus em sabedoria, e em estatura, e em graça para com Deus e os homens.” (Lc.2:52).  De Satanás é dito “Elevou-se o teu coração por causa da tua formosura, corrompeste a tua sabedoria por causa do teu resplendor.” (Ez. 28:17). Jesus não queria que Paulo caísse no pecado do diabo. No caso de Paulo, o problema não era sabedoria nem formosura. Mas ele disse “Pelas excelências das revelações”. Paulo recebeu revelações privilegiadas, que poucos receberam, e poderia, por causa disto, se exaltar.  Por isso o espinho na carne. As revelações a que ele se refere, ele declara  também “foi arrebatado até ao terceiro céu...Foi arrebatado ao paraíso.” (II Co.12:2,4). O paraíso é o Jardim do Éden, onde Adão e Eva estiveram. Aqui é chamado também de terceiro céu. Jesus disse ao ladrão crucificado ao seu lado “ Hoje mesmo estarás comigo no paraíso.” O ladrão foi lá em espírito. Paulo diz que não sabe se foi lá no corpo ou fora do corpo. Nós também não sabemos. Lá, Paulo ouviu palavras inefáveis, de que ao homem não é lícito falar. Paulo poderia, por causa disto, se exaltar, se tornar orgulhoso. Por isso o espinho na carne. O sofrimento, a aflição, a perseguição. 

Aliás, o motivo de Deus ter entregue Jó na mão de Satanás, foi o orgulho. Mas disto falarei em outro dia. Paulo orou três vezes, pedindo que o Senhor  afastasse o espinho dele, mas as três vezes, o pedido foi indeferido. Mas o Senhor Jesus Cristo disse “A minha graça te basta, pois o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza.” Não é fraqueza espiritual em face do pecado, mas desamparo em face do sofrimento e da perseguição. Nenhum socorro humano. Então não é verdade que Deus sempre diz sim, às orações por livramento do sofrimento. O orgulho é uma doença terrível, e a cura é dolorosa. Aliás, Jesus também pediu três vezes em oração ao Pai, que lhe permitisse não ir a cruz, mas também teve suas orações indeferidas. Lembremos que Paulo não menciona doença, na sua lista de sofrimentos. Então, o sofrimento pode ser preventivo, para evitar um mal maior, que é ir para o inferno junto com Satanás. Mas é melhor nos esforçarmos para sermos  humildes, para evitar sofrimento maior.  Com certeza, corre mais perigo de se exaltar, quem recebe mais. Quem é mais bonito, quem é mais inteligente (o caso de Satanás), quem é mais bem-sucedido, quem é mais rico, quem é mais santo, quem é mais forte, quem é mais carismático,quem  mais simpático, etc. 

quinta-feira, 26 de junho de 2014

DEIXANDO TODO O EMBARAÇO


“Deixemos todo o embaraço, e o pecado que tão de perto nos rodeia, e corramos com perseverança a carreira que nos está proposta” (Hb.12:1).

Algo que me chama a atenção na igreja moderna ou pós moderna, é que grande parte dos pregadores está pregando a cosmovisão do Antigo testamento. Este também é a Palavra de Deus, mas carece ser interpretado à luz do N.T. Paulo fala de “sombras das coisas futuras” (Cl.2:17), e Hebreus “Porque, tendo a lei a sombra dos bens futuros, e não a imagem exata das coisas” (Hb.10:1). Os heróis  da pregação moderna são, principalmente, José, porque governou o Egito, um poder temporal; Abrão, porque era rico, ou se tornou rico. Eles são para nós modelo de fé e de virtude, mas não o que nós sabemos, por revelação. Com a chegada do Novo Testamento, houve o que se chama de “Mudança de Paradigma”. Os nossos modelos mais perfeitos passaram a ser os personagens do N.T. , como Jesus, João Batista, Paulo, Pedro e outros. Eu me sinto desconfortável em constatar isso, pois todos esses morreram martirizados. Mas eu tenho de ser honesto com a revelação de Deus. Tanto Abraão quanto José morreram de velhice, velhos e fartos de dias. Porém, o N.T.  nos revela que temos de ter uma meta definida, que é a salvação da alma. O N.T. trás ampla revelação a respeito do inferno, que é um lugar de tormento eterno. Para escapar desse destino terrível, toda perda material ou temporal é café pequeno. Pedro diz “alcançando o fim da vossa fé, a salvação das vossas almas” (I Pd.1:9). E Jesus disse “Pois que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua alma? Ou que dará o homem em recompensa da sua alma?” (Mt.16:26).

Hebreus 12:1 fala de uma corrida, que é uma metáfora, uma comparação, representando a vida cristã.  Não é uma caminhada,  mas uma corrida. Uma corrida demanda muito mais esforço do que uma caminhada. Uma corrida tem normas, regras, regulamento. O pecado é a quebra ou violação dessas regras. O pecado já desqualifica para a corrida, a não ser que haja arrependimento. Mas os embaraços não são proibidos pelo regulamento. Você pode até levar os embaraços para a corrida, mas eles vão lhe atrapalhar, ou até impedir de você chegar ao fim. O Normal é o corredor usar tênis e  calção ,  mas se alguém quiser pode correr de paletó e gravata, usando pesadas botas. Mas quem assim procedesse seria um tolo, pois estaria pedindo para perder a corrida. Em outro texto Paulo diz “Não sabeis vós que os correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só leva o prêmio? Correi de tal maneira que o alcanceis.” (I Co. 9:24).

Em outro texto, o N.T. usa a figura de uma viagem marítima, para representar a vida cristã. É a mesma idéia contida na corrida, mas aqui ilustra com maior perfeição os embaraços que devemos deixar. Aliás,Paulo diz em outro texto “Conservando a fé, e a boa consciência, rejeitando a qual alguns fizeram naufrágio na fé” (I Tm. 1:19). Mas o texto que quero usar, com respeito a deixar os embaraços, é o capítulo 27 do livro de Atos dos apóstolos. É a viagem de cesaréia a Roma, de navio. Nessa viagem, o vento, muitas vezes em forma de tempestades ou “pé de vento”, tentou afundar o navio, para matar todos que viajavam nele. Esses ventos são representativos de Satanás e seus demônios, que tentam impedir o crente de completar a carreira. Para chegar ao destino final, eles tiveram de se desfazer de alguns embaraços, até mesmo alguns vitais.

1.       At. 27:18 “Contudo, no dia seguinte, sendo violentamente castigados pela tempestade, começamos a atirar ao mar a carga do navio”.
2.       At,27:19 “Ao terceiro dia, em meio à tempestade, com as próprias mãos, lançaram fora a armação do navio”. Haja embaraço.
3.       At. 27:32 “Diante disso, os soldados cortaram as cordas que prendiam o bote salva-vidas ao navio e o deixaram cair ao mar”.
4.       At. 27:38 “Depois de haverem comido até ficarem plenamente satisfeitos, aliviaram ainda mais o peso do navio, lançando todo o trigo ao mar”. Até a comida.
5.       At. 27:41b “A proa encravou-se e ficou imóvel, e a popa foi despedaçada pela força constante das ondas”.  

O navio representa a  vida física, do corpo, que foi sacrificado, pois o objetivo final era chegar em terra firme, o que de fato aconteceu, pois o verso 44 termina dizendo “e todos chegaram a salvo em terra firme”.

Se a sua meta é ser salvo, não hesite em sacrificar os embaraços, sejam eles quais forem, para não acontecer que você afunde com eles, e não consiga chegar ao outro lado da travessia.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

O Altar de Efeso

O cenario de Át.19 é semelhante ao de I Re 18, pois no tempo de Elias o principado que disputava com Jeová a lealdade e adoração do povo era Baal, cuja consorte era Asera. Essa Asera era a mesma Astarte, Asterote, Ártemis, Semiramis. No texto do Antigo Testamento é dito que Asera tinha quatrocentos profetas e Baal quatrocentos e cinqüenta. Aqui em Efeso o apóstolo Paulo é o novo Elias que luta para trazer o povo de volta para o verdadeiro Deus. O resultado e que foi um pouco diferente, pois no caso de Elias, povo terminou dizendo: Só o Senhor e Deus! Só o Senhor e Deus!

E aqui em Efeso o povo gritou por duas horas: grande é a Diana dos Efesios. Sim, o novo nome que esse principado havia adotado para enganar o povo era Diana.
Mas vamos recordar que Elias edificou o altar do Senhor com doze pedras, colocou sobre o altar a lenha, e sobre a lenha o bezerro partido em pedaços. Depois orou ao Senhor, que respondeu com fogo sobre o altar, que consumiu o bezerro, a lenha e as pedras. Que o Senhor Jesus Cristo fez o mesmo, levantando doze pedras para formar um altar para Deus.Só que no caso do Novo Testamento as doze pedras sao "pedras vivas", conforme I Pe. 2:4,5. E que depois de polir as pedras no processo de discipulado, fogo desceu sobre o altar de doze pedras, no dia de Pentecostes, em resposta a oração da igreja.

O que estamos procurando descobrir e se o uso do número doze é invenção humana ou princípio divino. É muita coincidência que os doze discípulos de Éfeso se encaixam perfeitamente nessa doutrina. Nada está na Bibla por acaso. Os doze discípulos de Éfeso eram um altar ao verdadeiro Deus, para contrabalançar o altar de Diana. Só que as doze pedras vivas foram reunidas por João Batista que começou o processo de discipulado, mas não concluiu, pois eles nem sabiam que existia o Espirito Santo.

Paulo completou o processo de discipulado. Elias "edificou o altar em nome do Senhor" e e os doze de Éfeso "foram batizados em nome do Senhor Jesus". Depois que Paulo lhes impôs as mãos veio sobre eles o Espirito Santo, como no dia de Pentecoste, e como o fogo desceu sobre as doze pedras no tempo de Elias.

Então, quando hoje, um segmento da igreja preconiza que a missão de cada crente é edificar um altar com doze pedras vivas, não está criando um absurdo, pois há fortes indícios nessa direção. Todavia, devemos lembrar que os sacerdotes judeus tinham a função de manter o fogo aceso continuamente sobre o altar - Lv. 6:12,13 - e que Abraão levou o fogo para oferecer Isaque em holocausto - Gn. 22 - mas o fogo de que estamos falando é o Espirito Santo.