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quinta-feira, 5 de novembro de 2015

A TERRA TAMBÉM ADOECE


“Se eu cerrar os céus de modo que não haja chuva, ou se ordenar aos gafanhotos que consumam a terra, ou se enviar a peste entre o meu povo; se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra” (II Cr. 7:13,14).

A terra no Antigo Testamento é literal, mas na linguagem do Novo Testamento, é o coração do povo de Deus. A doença da terra acontece por ação de Deus, como castigo pelo pecado de seu povo. 
  1. O primeiro flagelo que Deus envia contra terra é a falta de chuva (II Cr. 7:13), que sem água, fica seca, como temos visto no Sertão do Nordeste brasileiro. Na linguagem do N.T., é a falta do Espírito Santo no coração do crente, que se torna duro, esclerosado. 
  2. O segundo flagelo que Deus envia contra a terra são gafanhotos, que consomem tudo que é verde, inclusive a lavoura e o alimento produzido. No caso do crente, são demônios que consomem toda boa intenção, levando o mesmo a praticar toda obra má. “Porque do coração procedem maus desígnios, homicídios, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos, blasfêmias.” (Mt.15:19). 
  3. O terceiro flagelo é a peste entre o povo de Deus, doença, que, naturalmente, impede o povo de cultivar a terra, trabalhar. No caso do crente é o esfriamento da fé e do amor, que lhe tira toda a sensibilidade espiritual. “E, por si multiplicar a iniqüidade, o amor se esfriará de quase todos” (Mt.24:12). “Eis a razão por que há entre vós muitos fracos e doentes e não poucos que dormem” (I Co. 11:30). Mas, o Deus que manda os fatores para adoecer a terra, é o mesmo Deus que revela o remédio para curá-la.

Se o meu povo se humilhar – há mais de uma maneira de nos humilharmos diante de Deus, porém, há uma que é mais enfatizada. “Então, apregoei ali um jejum junto ao rio Aava, para nos humilharmos perante o nosso Deus, para lhe pedirmos jornada feliz para nós, para nossos filhos e para tudo o que era nosso.” (Ed. 8:21). “Tendo Acabe ouvido estas palavras, rasgou as suas vestes, cobriu de pano de saco o seu corpo e jejuou; dormia em panos de saco e andava cabisbaixo. Então veio a palavra do Senhor a Elias, o tesbita, dizendo: Não viste que Acabe se humilha perante mim? Portanto, visto que se humilha perante mim, não trarei esse mal nos seus dias, mas nos dias de seu filho o trarei sobre a sua casa.” (I Rs. 21:27-29). Então, o remédio para curar a terra, começa com jejum.


Se o meu povo orar – não é preciso falar muito sobre este ponto, pois está muito claro que o povo de Deus deve orar a ele, para que ele faça algo. Porém, há muitos tipos de oração, sendo um deles Oração de Arrependimento e confissão de Pecados, exemplificada na oração de Daniel. (Dn.9). É só imitar.


Se o meu povo buscar a minha face – é a mesma coisa que jejuar e orar. “Voltei o rosto ao Senhor Deus, para o buscar com oração e súplicas, com jejum, pano de saco e cinza.” (Dn.9:3).


Se o meu povo se converter dos seus maus caminhos – primeiro o povo de Deus tem de reconhecer que tem maus caminhos, e segundo, que deve deixá-los. “O que encobre as suas transgressões jamais prosperará; mais o que as confessa e deixa alcançará misericórdia” (Pv. 28:13).


Se o povo de Deus fizer a sua parte, com certeza Deus fará a dele, pois ele mesmo diz: “então, eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra”, que, no caso da igreja, é a purificação do coração dos crentes, gerando santidade, para que possa produzir todo tipo de boas obras.

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

O ARREBATAMENTO DA IGREJA


          Na seqüência da descrição do ministério das duas testemunhas, Apocalipse diz: “Quando tiverem, então,  concluído o testemunho que devem dar, a besta (o anticristo) que surge do abismo (Ap. 13:1) pelejará contra elas,  e as vencerá,  e matará” (Ap. 11:7).  

Em seguida vai dizer que os cadáveres das duas testemunhas ( a igreja)  ficarão expostos na praça da grande cidade, que literalmente pode ser Roma, mas espiritualmente, pode ser  Nova York, ou outra grande cidade do mundo, onde o pecado do homossexualismo (Sodoma), e o pecado da idolatria (Egito) predominam.  

É interessante que durante três dias e meio (literal) “muitos dentre os povos, tribos, línguas e nações contemplam os cadáveres das duas testemunhas, e não permitem que esses cadáveres sejam sepultados” (não havia televisão na época) (Ap.11:9), mas hoje, com o advento da televisão, isso pode acontecer perfeitamente. Pode ser este cenário que é mostrado em outra parte. “Quando ele abriu o quinto selo, vi, debaixo do altar, as almas daqueles que tinham sido mortos por causa da palavra de Deus e por causa do testemunho que sustentavam” (Ap.6:9), e “São estes os que vêm da grande tribulação, lavaram as suas vestiduras e as alvejaram no sangue do Cordeiro” (Ap. 7:14). 

A grande tribulação deve durar três anos e meio, metade de sete anos, bem como o ministério das duas testemunhas (Ap. 11:3; 13:5). “Depois de três dias  e meio insepultos, um  espírito de vida, vindo da parte de Deus, entrou neles, e eles se ergueram sobre os pés” (Ap.11:11).  Pode ser este momento que Paulo descreveu: 
“Eis que vos digo um mistério: nem todos dormiremos, mas transformados seremos todos, num momento, num abrir e fechar do olhos, ao ressoar da última trombeta. A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados.”  (I Co. 15:51,52). 
Não é o arrebatamento que será instantâneo, num abrir e fechar de olhos, mas a transformação. “Todos seremos transformados” (I Co.15:51). A boa notícia que aparece aqui, é que nem todos seremos mortos, mas alguns estarão vivos, quando isso acontecer. Não contraria o sentido de Ap. 11:7, pois algumas vezes a Bíblia arredonda, usa a aproximação, como no caso de Ed. 2:13 “Os filhos de Adonicão, seiscentos e sessenta e seis”, e Ne. 7:18 “Os filhos de Adonicão, seiscentos e sessenta e sete”.  

Temos visto em filmes e documentários, os crentes sumirem instantaneamente, num abrir e fechar de olhos, e isto ficou na nossa mente, mas à luz dos textos bíblicos, não será assim. Ap. 11:12 diz “E subiram ao céu numa nuvem, e os seus inimigos as contemplaram.”  Não sumiram repentinamente, mas lentamente foram subindo, como aconteceu com Jesus “foi Jesus elevado às alturas, às vista deles, e uma nuvem o encobriu de seus olhos”, como também com Elias “se me vires quando for tomado de ti, assim se te fará; porém, se não me vires, não se fará. Indo eles andando e falando, eis que um carro de fogo, com cavalos de fogo, os separou um do outro; e Elias subiu ao céu num redemoinho. O que vendo Eliseu, clamou...E nunca mais o viu” (II Rs. 2:10-12). Sabemos que Eliseu viu Elias subindo, porque recebeu o que lhe pediu, porção dupla, ou dobrada do Espírito de Elias. 

O mundo também verá a igreja subindo, no arrebatamento. “E subiram ao céu em uma nuvem; e os seus inimigos os viram” (Ap.11:12).
          

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

AINDA A GRANDE TRIBULAÇÃO


          Em Apocalipse há muita informação sobre a Grande Tribulação. Por exemplo, em Ap. 6:9, quando o quinto selo foi aberto, João viu “as almas daqueles que tinham sido mortos por causa da palavra de Deus e por causa do testemunho que sustentavam”.  Esses foram mortos na terra, foram martirizados, eram cristãos, e tudo indica que foram mortos na grande tribulação, e é revelado (v.11) que há um número definido de crentes que precisam ser mortos do modo como eles o foram. 

Em Ap. 7:14 há uma informação mais precisa: “São estes os que vêm da grande tribulação, lavaram as suas vestiduras e as alvejaram no sangue do Cordeiro”. É o mesmo grupo cujas almas estavam debaixo do altar (Ap.6:9)pois haviam sido mortos, e que agora (7:9) é descrito como “grande multidão que ninguém podia enumerar, de todas as nações, tribos, povos e línguas, em pé diante do trono e diante do Cordeiro”. É o mesmo grupo de Ap. 20:4 “Vi ainda as almas dos decapitados por causa do testemunho de Jesus, bem como por causa da palavra de Deus, tantos quantos não adoraram a besta, nem tampouco a sua imagem, e não receberam a marca na fronte e na mão; e viveram e reinaram com Cristo durante mil anos.” 

Até a forma da morte Deus revela, foram “decapitados”. É por isso que o Estado Islâmico, o ISIS, faz questão de degolar os cristãos diante das câmaras de televisão. Também o motivo da morte é revelado. Eles se recusaram a adorar a adorar o anticristo, a besta, e a sua imagem. Também se recusaram a receber a marca da besta na fronte ou na mão. Você está preparado? Em Mateus 24:21, Jesus diz “porque nesse tempo haverá  grande tribulação, como desde o princípio do mundo até agora não tem havido nem haverá jamais. 

O Holocausto judeu sob o nazismo foi a grande tribulação dos judeus, mas essa será a grande tribulação dos cristãos, o holocausto cristão. A segunda guerra mundial, que ocasionou o holocausto, foi de 1939 a 1945, sete anos. A grande tribulação, segundo a profecia das setenta semanas de Daniel, deveria durar sete anos. (Dn. 9:24-27). Porém, em Mateus 24:22 Jesus revela algo a respeito do assunto. ”Não tivessem aqueles dias sido abreviados, ninguém seria salvo; mas, por causa dos escolhidos, tais dias serão abreviados”. Os sete anos da grande tribulação foram abreviados. Abreviados para quantos anos? Em Ap. 11:1-14 há uma pista, pois aparece “quarenta e dois meses” (v.2) e “mil duzentos e sessenta dias” (v.3), ou seja, um período de três anos e meio, a metade de sete anos. Já mostrei em outro texto, que as duas testemunhas de Ap. 11, são duas igrejas, a judaica, Judeus Messiânicos, e a igreja gentílica. A primeira representada por Moisés, e a segunda representada  por Elias. 

A história das duas testemunhas parece terminar de maneira negativa, pois diz: “Quando tiverem, então, concluído o testemunho que devem dar, a besta que surge do abismo pelejará contra elas, e as vencerá, e matará” (Ap. 11:7). Mas há uma reviravolta, pois a Bíblia diz “Mas, depois de três dias e meio, um espírito de vida, vindo da parte de Deus, neles penetrou, e eles se ergueram sobre os pés, e àqueles que os viram sobreveio grande medo; e as duas testemunhas ouviram grande voz vinda do céu, dizendo-lhes: Subi para aqui. E subiram ao céu numa nuvem, e os seus inimigos as contemplaram”.

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

AS DUAS TESTEMUNHAS


“Darei às minhas duas testemunhas que profetizem por mil duzentos e sessenta dias” (Ap.11:3).

          Quem são as duas testemunhas?  Elas tem as características de Elias. “Elas têm autoridade para fechar o céu, para que não chova durante os dias em que profetizarem” (Ap.11:6). Também têm as características de Moisés. “Têm autoridade também sobre as águas, para convertê-las em sangue,  bem como para ferir a terra com toda a sorte de flagelos, tantas vezes quantas quiserem” (Ap.11:6).  Lembremos que Jesus disse:  “vós sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra” (At.1:8).  Jesus disse isto ao onze apóstolos, representando toda a igreja. 

Então, as duas testemunhas são toda a igreja, no seu ramo judaico e gentílico. Pedro era o apóstolo da igreja judaica, Paulo da igreja gentílica (Gl.2:7,8). “São estas as duas oliveiras” (Ap. 11:4). “foste enxertado em meio deles e te tornaste participante da raiz e da seiva da oliveira” (Rm.11:17) e, “era oliveira brava e, contra a natureza, enxertado em boa oliveira” (Rm. 11:24). Os dois versículos de Romanos, dizem que a igreja judaica é a oliveira legítima,e os gentios que se converteram ao Messias, são oliveira brava, que foi enxertada na verdadeira oliveira, passando a participar da raiz e da seiva dela. “São estas as duas oliveiras”. “São estes os dois candeeiros que se acham em pé diante do Senhor da terra” (Ap. 11:4).

Então, as duas testemunhas são também dois candeeiros. “os sete candeeiros são as sete igrejas” (Ap. 1:20). Então, as duas testemunhas são dois candeeiros, que são duas igrejas, a igreja judaica e a igreja gentílica. 

Atualmente a igreja judaica é conhecida como Judeus Messiânicos. Essa igreja judaica, que era a Igreja Primitiva, andou sumida por muito tempo, enquanto a igreja gentílica dominava o cenário mundial. No momento  estamos presenciando o reaparecimento da igreja judaica, e tudo indica que elas se unirão no futuro, principalmente por causa da perseguição. 

O texto de Ap. 11, parece indicar um tempo em que elas estarão juntas, dando o seu testemunho, num cenário de perseguição, que durará três anos e meio.(Ap. 11:3). Porém, nesse tempo, a igreja terá grande autoridade, pois está dito “Se alguém pretende causar-lhes dano, sai fogo da sua boca e devora os inimigos; sim, se alguém pretende causar-lhes dano, certamente, deve morrer” (Ap.11:5).  Mas o texto também diz que ela s profetizarão “vestidas de pano de saco”(11:3b). Em Ester 4:1 “Quando soube Mordecai tudo quanto se havia passado, rasgou assuas vestes,  e se cobriu de pano de saco e de cinza, e, saindo pela cidade, clamou com grande a amargo clamor”. 

As duas testemunhas estarão vestidas de pano de saco, porque, certamente, grande perigo as ameaçará, e toda a vaidade e glamour, terão desaparecido, e ela sabe que o seu testemunho pode custar-lhe a vida, como no caso de Mardoqueu, que estava sob uma sentença de morte. A igreja do Oriente Médio, que está sendo morta pelo Estado Islâmico, certamente, não está pensando em prosperidade material, mas em sobreviver, ou morrer,  sem negar a Jesus.                           

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

LUA DE SANGUE


         Esta expressão se tornou famosa e este fenômeno merece ser estudado, pois alguma importância tem. A Bíblia fala a este respeito em, pelo menos, três versículos. 
“O sol se converterá em trevas, e a lua, em sangue, antes que venha o Grande e terrível Dia do Senhor” (Joel 2:31).
       E também 
“O sol se converterá em trevas, e a lua, em sangue, antes que venha o grande e glorioso Dia do Senhor” (At. 20). 
       E ainda 
“Vi quando o Cordeiro abriu o sexto selo, e sobreveio grande terremoto. O sol se tornou negro como saco de crina, a lua toda, como sangue” (Ap.6:12). 

         Vamos tentar colocar estes versículos no seu devido contexto. Não fala só de lua, mas do sol e da lua. Quando Deus criou estes “luzeiros”,  ele disse que era “para alumiar a terra” (Gn. 1:15) e “para alumiarem a terra” (v.17).  Deus disse que o luzeiro maior, o sol,  seria “para governar o dia”,  e o luzeiro menor, a lua, seria para “governar a noite” (Gn.1:16). E Deus disse ainda que o sol e a lua, os dois luzeiros,  seriam para “sinais, para estações,  para dias e anos” (Gn.1:14). 

        Então,  o sol teria a função de iluminar o dia, e a lua, a de iluminar a noite. Por isso eram “luzeiros”, derivado de luz. Também podemos entender o sentido de regular as estações (verão, inverno, primavera, e outono), dias e anos, mas,  “para sinais”,  fica mais difícil de entender. O sol se tornar em trevas, como a Bíblia diz, é porque não está cumprindo o papel para que foi criado, iluminar a terra. Agora, a lua se tornar em sangue, significa que ficou vermelha, que é a cor do sangue, e perde, pelo menos em parte a capacidade de iluminar. Mas os luminares seriam para sinais, que é um  indicativo da parte de Deus, para mostrar algo. 

          Por exemplo, os milagres que Jesus realizou, eram sinais de que ele foi enviado por Deus. (Jo.5:36). Ou seja, quando o sol e a lua, que podem ser vistos por todos os moradores do mundo, ficassem diferentes, Deus estaria indicando alguma coisa. A propósito de sinais, Ap. 12:1-3 diz 
“Viu-se grande sinal no céu, a saber,  uma mulher vestida do sol com a lua debaixo dos pés e uma coroa de doze estrelas  na cabeça, que, achando-se grávida, grita com dores de parto, sofrendo tormentos para dar à luz. Viu-se, também, outro sinal no céu, e eis um dragão, grande, vermelho, com sete cabeças, dez chifres e, nas cabeças, sete diademas.”  
      O dragão é vermelho, é Satanás, a mesma cor da lua de sangue, e a mulher tem a lua debaixo dos pés, mas está vestida do sol. Na tipologia bíblica o sol representa Jesus e a lua, representa a igreja. Mas a lua também é o símbolo do Islã, a religião de Maomé, ou Mohamed. A lua de sangue está apontando para algo com a cor vermelha, e o avanço do Islã, para o grande califado mundial.  

     Aliás, o atual movimento migratório, proveniente dos países muçulmanos, predominantemente para a Europa, terá como conseqüência, inundar as nações com a religião de Maomé. As coisas estão acontecendo rapidamente, e poderá haver um califado mundial, nos moldes do que o Estado Islâmico, ISIS, está tentando estabelecer no Oriente Médio. Através da lua de sangue, o OUTDOOR  de Deus, ele está avisando, sinais, para o mundo, para Israel, e para a igreja, que estas coisas brevemente devem acontecer. É impressionante que a lua de sangue atual, tenha acontecido no início da Festa dos Tabernáculos, SUCOT,  em Israel.  Jesus disse 
“Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas; sobre a terra, angústia entre as nações em perplexidade por causa  do bramido do mar e das ondas...Ora, ao começarem estas coisas a suceder, exultai e erguei a vossa cabeça; porque a vossa redenção se aproxima  “Lc. 21:25, 28). 
     Jesus está voltando. 

terça-feira, 29 de setembro de 2015

LUA DE SANGUE E O DIA DO SENHOR


          A primeira referência a Lua de sangue na Bíblia, é no livro do profeta Joel, onde diz: “O sol se converterá em trevas,  e a lua, em sangue, antes que venha o grande e terrível Dia do Senhor.” (Jl. 2:31). Portanto,  a lua de sangue acontecerá antes do Dia do Senhor.

       Quanto tempo antes,  não sabemos, em virtude de que para o Senhor, um dia é como mil anos, e mil anos como um dia. (II Pd. 3:8). Porque também Malaquias diz “Eis que eu vos enviarei o profeta Elias, antes que venha o grande e terrível Dia do Senhor” (Ml.4:5). Bem, Elias já veio, pois João Batista foi o cumprimento desta profecia. (Mt. 17:10-13). Entendendo, o mesmo Espírito profético que estava sobre Elias,estava sobre João Batista. Porém, há indícios de que o Espírito profético de Elias e João Batista, estará sobre uma parcela da igreja dos últimos dias. 

        Assim como João Batista foi o precursor da primeira vinda do Messias, a igreja fiel, dos últimos dias, poderá ser  a precursora da segunda vinda, cumprindo, assim, a profecia de Malaquias 4:5. Agora, Joel 2:31 chama o Dia do Senhor de “terrível”, mas Pedro o chama de “glorioso” , e há uma razão para isso. O Antigo Testamento chama o Dia do Senhor de terrível, porque será, de fato, terrível, para os ímpios. O profeta Sofonias usa o mesmo tom, quando diz 
“Está perto o grande Dia do Senhor...aquele dia é dia de indignação, dia de angústia e dia de alvoroço e desolação, dia de escuridão e negrume,  dia de nuvens e densas trevas, dia de trombeta e de rebate contra as cidades fortes e contra as torres altas. Trarei angústia sobre os homens, e eles andarão como cegos, porque pecaram contra o Senhor; e o sangue deles se derramará como pó, e a sua carne será atirada como esterco. Nem a sua prata nem  o seu ouro os poderá livrar no dia da indignação do Senhor, mas, pelo fogo do seu zelo,  a terra será consumida, porque, certamente,  fará destruição total  e repentina de todos os moradores da terra.” (Sf. 1:14-18). 
      O apóstolo Paulo também descreve aquele dia com estas palavras “quando do céu se manifestar o Senhor Jesus com os anjos do seu poder, em chama de fogo, tomando vingança contra os que não conhecem a Deus e contra os que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus. Estes sofrerão penalidade de eterna destruição, banidos da face do Senhor e da glória do seu poder” (II Ts. 1:7-9). Mas o apóstolo Pedro (At.2:20) chama o Dia do Senhor de “glorioso” e não de “terrível”, porque, para os fiéis, será um dia realmente glorioso, como Paulo continua dizendo “quando vier para ser glorificado nos seus santos e ser admirado em todos os que creram,  naquele dia (porquanto foi crido entre vós o nosso testemunho). (II Ts. 1:10). 

       O próprio Senhor Jesus disse “Ora, ao começarem estas coisas a suceder, exultai e erguei a vossa cabeça; porque a vossa redenção se aproxima.” (Lc.21:28). E Paulo disse “A ardente expectativa da criação aguarda a revelação dos filhos de Deus...igualmente gememos em nosso íntimo, aguardando a adoção de filhos, a redenção do nosso corpo.” (Rm.8:19,23). A igreja estará sendo perseguida pelos ímpios, e o Dia do Senhor, é o dia em que o Senhor Jesus Cristo, voltará para salvar a igreja, ou o que restou dela, e para castigar os ímpios perseguidores. 

       Neste momento, a igreja está sendo perseguida e morta no Oriente Médio, pelos muçulmanos radicais, com a indiferença da igreja ocidental, com algumas exceções. Oremos por eles, pelo  menos,pois o que está acontecendo lá,  poderá chegar aqui. A Lua de sangue é um sinal do fim.

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

A GRANDE TRIBULAÇÃO E A IGREJA


          Tribulação é sofrimento, aflição, angústia, e grande tribulação é um período em que isto acontecerá com maior intensidade. 

           Veja isto “achava-se Jesus assentado, quando se aproximaram dele os discípulos,  em particular, e lhe pediram...E ele lhes respondeu...Então, sereis atribulados, e vos matarão. Sereis odiados de todas as nações, por causa do meu nome”(Mt. 24:3,4, 9).  E “porque nesse tempo haverá grande tribulação, como desde o princípio do mundo até agora não tem havido e nem haverá jamais”(Mt.24:21). Quase toda a igreja tem sido ensinada que a igreja não passará pela Grande Tribulação. É um grande engano, pois a igreja passará sim. 

       Esse erro deriva da falta de entendimento de alguns princípios de interpretação da Bíblia. O primeiro deles é deixar de fazer distinção entre a cosmo visão do Antigo Testamento e do Novo. Observe que os heróis do Antigo testamento normalmente recebem livramento físico e acabam bem. É o caso de Daniel na covas dos leões, dos três jovens na fornalha de fogo, de José terminando no trono do Egito. Mas os heróis do Novo Testamento raramente  recebem livramento, e geralmente acabam mal. É o caso de Jesus, João Batista, e os apóstolos, que são todos martirizados, com exceção do apóstolo João. 

            A filosofia do Antigo Testamento parece ser  “O anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que o temem e os livra” (Sl. 34:7), mas a do Novo parece ser  “Sê fiel até a morte, e dar-te-ei a coroa da vida” (Ap. 2:10). Outro erro que os intérpretes cometem é deixar de fazer distinção entre tribulação e juízo de Deus. Tribulação, normalmente, são os inimigos de Deus perseguindo povo de Deus, enquanto que juízo de Deus é o castigo de Deus sobre aqueles que perseguiram o seu povo. É o caso de Herodes Agripa I, que matou o apóstolo Tiago à espada, e depois foi morto por um anjo de Deus. (At.12:1,2,23). 

               A igreja toda, constituída de judeus e gentios, será perseguida pelo anticristo e pelo falso profeta, e serão, quase todos, martirizados, antes de Jesus voltar. Após a ressurreição dos justos, a transformação dos vivos, e o arrebatamento da igreja (ICo. 15:51,52; I Ts. 4:16,17), começará o juízo de Deus sobre as nações, como castigo pela maneira como trataram o povo de Deus.  Veja o que Jesus diz em Mt.24:29 “Logo em seguida à tribulação daqueles dias, o sol escurecerá,  a lua não dará a sua claridade, e as estrelas cairão do firmamento, e os poderes dos céus serão abalados.” O capítulo 16 de Ap. apresenta esses castigos em forma de sete taças, que são semelhantes às dez pragas do Egito. “Ide e derramai pela terra as sete taças da cólera de Deus...e ocorreu grande terremoto, como nunca houve igual desde que há gente sobre a terra...também desabou do céu sobre os homens grande saraivada, com pedras que pesavam cerca de um talento...” (Ap.16:1,18,21). 

               A igreja vai sofrer perseguição e martírio no corpo, mas será salva, e herdará a vida eterna. Os outros, pois não há neutralidade, quem não é a favor é contra, sofrerão a vingança de Deus, no corpo, e serão lançados no inferno. “Não temas as coisas que tens de sofrer. Eis que o diabo está  para lançar em prisão alguns dentre vós, para serdes postos à prova, e tereis tribulação de dez dias. Sê fiel até a morte, e dar-te-ei a coroa da vida”(Ap.2:10).

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

A ESTERILIDADE DE REBECA


          Rebeca era mulher de Isaque, que casou com ela quando ele tinha quarenta anos de idade, sendo que ela era estéril. 
“era Isaque de quarenta anos, quando tomou por esposa a Rebeca,  filha de Betuel, o arameu de Padã-Arã, e irmã de Labão, o arameu.  Isaque orou ao Senhor por sua mulher,porque ela era estéril; e o Senhor lhe ouviu as orações, e Rebeca, sua mulher, concebeu.”(Gn. 25:20,21). 
        Essa família era de oração, pois quando Rebeca sentiu que os filhos gêmeos lutavam no seu ventre “consultou ao Senhor” que lhe respondeu. (Gn. 25:22,23). Eles procuravam a solução de seus problemas na oração. Se fosse hoje, Isaque teria levado sua mulher a uma clínica de fertilização, e Rebeca teria feito uma ultrassonografia para saber o que havia no seu ventre. 

            Será que a ciência e a tecnologia estão diminuindo a nossa dependência de Deus? Deus diz para Rebeca: “Duas NAÇÕES  há no teu ventre, dois  POVOS nascidos de ti se dividirão” (Gn. 25:23). O apóstolo Pedro diz para a igreja: “Vós, porém, sois raça eleita,  sacerdócio real, NAÇÃO  santa, POVO de propriedade exclusiva de Deus” (I Pe.2:9). 

           A Bíblia diz que Isaque tinha quarenta anos quando tomou por esposa a Rebeca. (Gn.25:20). Não é de estranhar,  pois também diz a idade de Esaú, quando casou. “Tendo Esaú quarenta anos de idade, tomou por esposa a Judite, filha de Beeri, heteu, e a Basemate, filha de Elom, heteu” (Gn.26:34). A Bíblia, porém,  não diz com que idade Esaú teve filhos, mas diz a idade de Isaque quando teve filhos (gêmeos).  “Era Isaque de sessenta anos, quando Rebeca lhos deu à luz”(Gn. 25:26b).  Já que ele casou com quarenta, Isaque orou durante vinte anos para que sua mulher concebesse. O motivo de Deus ter revelado o tempo que Isaque orou para que sua mulher desse filhos, é  uma lição para a igreja, de que a esterilidade deve ser curada com oração, mas Deus se reserva o direito de decidir o tempo da resposta. A igreja deve orar, mas sabendo que Deus responderá quando Ele quiser, e não quando nós quisermos. 

            Em Daniel 10, a resposta da oração do profeta demorou vinte e um dias, em virtude da oposição que o anjo de Deus recebeu do príncipe do reino da Pérsia.  Coisas acontecem no mundo invisível que nós não sabemos,  para que as nossas orações sejam respondidas.  No dia de Pentecoste a igreja vinha orando durante dez dias, quando o Espírito Santo foi derramado, e cerca de três mil filhos nasceram. 

             No caso de Isaque foram dois filhos,  neste caso quase três mil, porque nascimentos espirituais não dependem das limitações do corpo físico. Algum tempo depois a resposta à oração foi imediata, porque o Espírito Santo foi derramado na hora. “Tendo eles orado, tremeu o lugar onde estavam reunidos; todos ficaram cheios do Espírito Santo e, com intrepidez, anunciavam a palavra de Deus.” Mas fica a lição, a responsabilidade da igreja é orar, a de Deus é derramar o Espírito Santo, e só então a igreja tem autoridade para evangelizar, e Deus também decide a hora de “acrescentar” os filhos para o crescimento. 

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

COMO ATRAIR AS MULTIDÕES


          Jesus estava sempre cercado de multidões, como Mateus registra: “numerosas multidões o seguiam” (Mt.4:25b), e “Vendo Jesus as multidões, subiu ao monte” (Mt. 5:1) e ainda “Quando Jesus acabou de proferir estas palavras, estavam as multidões maravilhadas da sua doutrina”(Mt.7:28). Os seus discípulos se aproximaram dele, e ele passou a ensiná-los. Nesse ensino, creio eu, Jesus revelou como atrair as multidões. Fazer discípulos que tenham o caráter das bem-aventuranças.

1.       Humildes de espírito – Mt. 5:3 – não é humildade material, pobreza, mas humildade do coração, no espírito, como Jesus era “sou manso e humilde de coração”(Mt.11:29).

2.       Os que choram – Mt.5:4 – serão consolados no céu “E Deus lhes enxugará dos olhos toda lágrima” (Ap. 7:17b).

3.       Os mansos – Mt.5:5 – herdarão a terra quando Jesus voltar “Ao vencedor, que guardar até ao fim as minhas obras, eu lhe darei autoridade sobre as nações, e com cetro de ferro as regerá e as reduzirá a pedaços como se fossem objetos de barro” (Ap.2:26,27) e, “terás autoridade sobre dez cidades...Terás autoridade sobre cinco cidades”(Lucas 19:17-19).

4.       Os que tem fome e sede de justiça – Mt.5:6 – serão fartos em outro mundo. “Nós,  porém, segundo a sua promessa, esperamos novos céus e nova terra, nos quais habita justiça” (II Pd.3:13).

5.       Os misericordiosos – Mt. 5:7 – alcançarão misericórdia no dia do juízo. “Conceda o Senhor misericórdia  à casa de Onesíforo, porque, muitas vezes, me deu ânimo e nunca se envergonhou das minhas algemas; antes, tendo ele chegado a Roma, me procurou solicitamente até me encontrar. O Senhor lhe conceda, naquele Dia, achar misericórdia da parte do Senhor. E tu sabes, melhor do que eu, quantos serviços me prestou ele em Éfeso” (II Tm. 1:16-18).

6.       Limpos de coração – Mt. 5:8 – verão a Deus no final. “Nunca mais haverá qualquer maldição. Nela (a nova Jerusalém), estará o trono de Deus e do Cordeiro. Os seus servos o servirão, contemplarão a sua face, e na sua fronte está  o nome dele”(Ap.22:3,4).

7.       Pacificadores – Mt.5:9 – serão chamados filhos de Deus quando Jesus voltar. “A ardente expectativa da criação aguarda a revelação dos filhos de Deus...E não somente ela (a criação), mas também nós, que temos as primícias do Espírito, igualmente gememos em nosso íntimo, aguardando a adoção de filhos, a redenção do nosso corpo” (Rm. 8:19, 23).

8.       Perseguidos por causa da justiça – Mt.5:10 - o reino dos céus será deles quando Jesus voltar. “Vinde, benditos de meu Pai!  Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo” (Mt. 25:34).

9.       Perseguidos por causa de Jesus –  Mt.5:11,12 – receberão o galardão quando Jesus voltar. “E eis que venho sem demora, e comigo está o galardão que tenho para retribuir a cada um segundo as suas obras”

                 Quando a igreja fizer discípulos com esse caráter, esperando a recompensa e o livramento para quando Jesus voltar, atrairá as multidões. 

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

O CRESCIMENTO DA IGREJA NA TEOLOGIA PAULINA


          Toda a Bíblia, e Paulo, em particular, usam, recorrentemente,  a figura da construção e a da plantação. O crescimento da  construção é algo que o homem faz, e o crescimento da plantação  é algo que Deus faz. 

“Eu plantei, Apolo regou;  mas o crescimento veio de Deus. De modo que nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento. Ora, o que planta e o que rega são um; e cada um receberá o seu galardão, segundo o seu próprio trabalho. Porque de Deus somos cooperadores; lavoura de Deus, edifício de Deus sois vós.” (I Co. 3:6-9). 

“Porque , assim como descem a chuva e a neve dos céus e para lá não tornam, sem que primeiro reguem a terra, e a fecundem, e a façam brotar, para dar semente ao semeador e pão ao que come, assim será a palavra que sair da minha boca: não voltará para mim vazia, mas fará o que me apraz e prosperará naquilo para que a designei” (Is. 55:10,11). 

          O profeta Ageu escreve “Por isso, os céus sobre vós retém o seu orvalho, e a terra, os seus frutos. Fiz vir a seca sobre a terra e sobre os montes; sobre o cereal, sobre o vinho, sobre o azeite e sobre o que a terra produz, como também sobre os homens, sobre os animais e sobre todo o trabalho das mãos...Já não há semente no celeiro. Além disso, a videira, a figueira, a romeira e a oliveira não têm dado do seus frutos; mas, desde este dia, vos abençoarei.” (Ag. 1:10,11; 2:19). A parte do homem foi que Paulo plantou e Apolo regou, e a parte de Deus foi dar o crescimento, mas, como vemos em Ageu, para Deus dar o crescimento, Ele tem critérios. O trabalho de Paulo, plantar, é o semear,ou lançar a semente à  terra. Literalmente, é o trabalho evangelístico, realizado pelo Evangelista(Ef.4:11), ou pelo pregador, Kêrix, de kerigma(II Tm.1:11). 

       Jesus também realizava este serviço, como Mateus registra “Percorria Jesus toda a Galiléia...pregando (Kerýssom)o evangelho do reino”(Mt.4:23). O trabalho de Apolo, regar, era o ensino da Palavra de Deus para os crentes, como Paulo ensinou a Timóteo “Até à minha chegada, aplica-te à leitura, à exortação, ao ensino”(I Tm.4:13). A pregação, o plantar, se destina aos de fora da igreja, enquanto que o regar, o ensino, se destina aos de dentro, aos crentes. Claro que não se deve plantar nem regar de qualquer  jeito, pois Deus orienta o seguinte “Lavrai para vós outros campo novo e não semeeis entre espinhos”(Jr. 4:3).  Na parábola do semeador (Mt.13) nem toda semeadura deu fruto, pois dependia da qualidade do solo. Voltando ao profeta Ageu, os judeus plantaram, regaram, mas não houve crescimento, pois este dependia de cair a chuva do céu, que era a parte de Deus. Vemos por todo o Antigo Testamento, que quando Deus se aborrecia, por causa da desobediência do povo, Ele retinha a chuva, e não havia fruto da terra. 

            A chuva espiritual que Deus manda do céu para fazer a igreja dar fruto e crescer, é o derramar do Espírito Santo, como aconteceu no dia de Pentecoste. “Exaltado, pois, à destra de Deus, tendo recebido do Pai a promessa do Espírito Santo, derramou isto que vedes e ouvis.”(At.2:33).  A igreja deve plantar (evangelizar) com qualidade, e regar (ensinar a palavra de Deus à igreja) com qualidade, e orar para que Deus mande a chuva do Espírito Santo. “Tendo eles orado, tremeu o lugar onde estavam reunidos; todos ficaram cheios do Espírito Santo e, com intrepidez, anunciavam a palavra de Deus.”(At. 4:31).

O CRESCIMENTO NA IGREJA PRIMITIVA


          O modelo inspirado para a igreja de todos os tempos é a igreja Primitiva. Por isso é importante ver como ela crescia. Em Gn. 30:24, depois de ter o seu primeiro filho, Raquel disse: “Acrescente-me o Senhor ainda outro filho” , e em Atos 2:47b está escrito: “Enquanto isso, acrescenta-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos.”  Tanto dar filhos a Raquel, quanto promover o crescimento da igreja, eram prerrogativas de Deus. “Enquanto isso” significa que a igreja primitiva fazia algumas coisas, enquanto Deus fazia outras. Diz o ditado evangélico, que aquilo que o homem pode fazer, Deus não faz. E a recíproca é verdadeira,  aquilo que o homem não pode fazer, Deus faz. Dentre as coisas que o homem não pode fazer, está gerar filhos para Deus. Por isso João escreve”os quais não nasceram do sangue,  nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus.” (Jo. 1:13). Mas, enquanto Deus acrescentava filhos à igreja, esta fazia a sua parte, que consistia no seguinte:

1.       “E perseveravam na doutrina dos apóstolos” – At. 2:42 – doutrina é DIDAKÊ, que significa ensino, e que os apóstolos praticavam, seguindo o exemplo de Jesus. “Tendo ouvido isto, logo ao romper do dia, entraram no templo e ensinavam.” (At. 5:21). “Tendo Jesus chegado ao templo, estando já ensinando...” (Mt. 21:23). Paulo orienta a Timóteo “prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta, com toda a longanimidade e doutrina.” Mas só faremos isso se confiarmos na eficácia da Palavra de Deus, para promover a saúde da igreja, para que Deus possa dar o crescimento.

2.       E perseveravam “na comunhão” -  At. 2:42 – comunhão é KOINONÍA, que tem a ver com o resultado de uma aliança de casamento, em que todas as coisas se tornam comum.  É uma lei espiritual que quando fazemos aliança com alguém, seja com Deus, seja com outro ser humano, o que é nosso passa a ser dele, e o que é dele passa a ser nosso. Por isso Paulo escreveu “A mulher não tem autoridade sobre o seu próprio corpo,  e sim, o marido; e também, semelhantemente, o marido não tem autoridade sobre o seu próprio corpo, e sim a mulher.” (I Co. 7:4). E “Todos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum.” (At. 2:44).

3.       “No partir do pão”  -  At. 2:42 – tem a ver com a Ceia do Senhor, mas também com o fato de que os membros de uma família comem juntos, e que a igreja é a família de Deus, e os crentes são seus filhos. Quando José se encontra com seus irmãos, os egípcios não participam da refeição “porque aos egípcios não lhes era lícito comer  pão com os hebreus porquanto é isso abominação para os egípcios.” (Gn. 43:32).

4.       E perseveravam “nas orações” – At.2:42 – eles oravam juntos como em Atos 1:14 “Todos  estes perseveravam unânimes  em oração, com as mulheres, com Maria, mãe de Jesus, e com os irmãos dele.” Ou seja, toda a família de Jesus estava junta orando. O que eles pediam na oração está revelado em At. 4:29,30 “agora, Senhor, olha para as sua ameaças e concede aos teus servos que anunciem com toda a intrepidez a tua palavra, enquanto estendes a mão para fazer curas, sinais e prodígios por intermédio do nome do teu santo Servo Jesus.”  O resultado da oração foi que ficaram cheios do Espírito Santo, de novo, e receberam coragem para anunciar a palavra de Deus.

5.       “Louvando a Deus” – At. 2:47 – louvar é cantar, diferente de adorar, que significa servir a Deus na área do dom que recebeu, inclusive no cântico e na música. Os músicos são louvadores, porque adoradores somos todos nós.

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

CRESCICMENTO DA IGREJA E A SOBERANIA DE DEUS


          Estamos numa época em que há uma verdadeira obsessão pelo crescimento da igreja. Os motivos de cada um só Deus pode julgar. Está na moda e na cultura moderna, e a tendência da igreja é agir de maneira irracional, sem perguntar o que diz a Bíblia sobre tal atitude.  

                 Porém,    vamos usar,  de novo,  a alegoria da família de Jacó, para ter um equilíbrio bíblico sobre tal questão. Jacó teve duas esposas legítimas, Lia e Raquel. Essas duas mulheres representam duas igrejas, que, naturalmente, queriam crescer, dar frutos, ter filhos.  No entanto, a Bíblia mostra que essa questão não está sob o controle humano, mas estritamente sob a soberania de Deus.  “Vendo o Senhor que Lia era desprezada, fê-la fecunda; ao passo que Raquel era estéril.” (Gn. 29:31). A igreja chamada Lia começou a crescer, de sorte que ela teve quatro filhos.  Na sequência, como se, de propósito, Deus quisesse mostrar a sua soberania, a Bíblia registra: “e cessou de dar à luz.” (Gn. 29:35b). A igreja parou de crescer sem motivo aparente. Não diz que Lia caiu em pecado, ou coisa semelhante. Simplesmente parou de crescer.  A outra igreja chamada Raquel, vendo o crescimento de sua irmã, ficou com ciúme ou inveja. Será que isso acontece hoje? Ficou desesperada a ponto de dizer a seu marido “Dá-me filhos, senão morrerei.” (Gn. 30:1). Então resolveu usar de meios fraudulentos, pois Sara, sua antepassada, já havia feito isso (o exemplo arrasta), e deu sua escrava  Bila para se deitar com Jacó. Mas filho de escrava(o) é escravo, é  a lei espiritual ( a lei do ventre livre só funciona no mundo natural). 

                 Será que tem alguém usando de meios fraudulentos para fazer sua igreja crescer, embora esse crescimento gere filhos não livres?  Bem, Bila deu dois filhos a Jacó, que, supostamente,  seriam da igreja Raquel. Mas a igreja Lia ainda era maior, quatro para dois. Mas o desejo por crescimento pode ser irracional, e Lia desejou retomar o seu crescimento, imitando o comportamento de Raquel (o exemplo arrasta). Deu sua escrava Zilpa a Jacó, que teve dois filhos com ela. Diz o ditado popular que essas igrejas não estavam crescendo, mas inchando. Agora a igreja de Lia tinha seis discípulos, enquanto que a de Raquel tinha dois. Em seguida Lia compra de Raquel o direito de se deitar com Jacó, e tem mais dois filhos com ele. Isso é prostituir o ministério, pois quem recebe pagamento para fazer sexo, é prostituta. Será que tem alguém prostituindo o ministério, por causa da obsessão por crescimento? Mas estamos procurando na Escritura os fatores do verdadeiro crescimento. Então, vamos a eles. 

                Em primeiro lugar, é necessário que haja intimidade, pois Lia disse “Esta noite me possuirás, pois eu te aluguei pelas mandrágoras de meu filho.” (Gn. 30:16). (A palavra “noite”dá um indicativo do horário da intimidade). Intimidade, no sentido espiritual é oração, pois a Bíblia diz “Ouviu Deus a Lia: ela concebeu e deu à luz o quinto filho.” (Gn. 30:17). E ainda “Lembrou-se Deus de Raquel, ouviu-a e a fez fecunda.”(Gn. 30:22). Deus ouviu tanto a oração de Lia quanto a de Raquel, mas Ele decidiu a hora de responder. Outra Escritura diz: “Ora, Isaque orou insistentemente ao Senhor por sua mulher, porque ela era estéril; e o Senhor lhe ouviu as orações, e Rebeca, sua mulher, concebeu.” (Gn.25:21). Isaque orou vinte anos. 

                Então, o caminho do crescimento da igreja é ter intimidade, por meio da oração, e deixar Deus ser Deus, deixando que exerça sua soberania, quando quiser dar o crescicmento. Lia começou tendo filhos, depois parou, e depois, começou a ter filhos novamente. Mas foi Deus quem decidiu o tempo de dar, o tempo de parar, e o tempo de recomeçar o crescimento. Evitaríamos muito sofrimento, opressão e frustração, se fizéssemos a nossa parte, e deixássemos Deus fazer a dele.

terça-feira, 15 de setembro de 2015

UMA ALEGORIA DA IGREJA

              Paulo escreve que Sara e Agar são uma alegoria de duas alianças. Sara é a esposa legítima, mulher livre,  que gera filhos legítimos e livres, que é a Jerusalém celestial, ou a igreja. Agar é a concubina, mulher escrava, que gera filhos para a escravidão, Ismael, e que representa os judeus segundo a carne. (Gl.4:21-31).

                 Na mesma linha de pensamento, eu vou aplicar o mesmo princípio à família de Jacó. Jacó gerou doze filhos, que são as colunas da nação de Israel, assim como Jesus adotou doze discípulos, os apóstolos, que são as colunas da igreja. O detalhe é que Jacó gerou doze filhos a a partir de quatro mulheres. Duas mulheres livres, esposas legítimas, Raquel e Lia, aliançadas, e duas mulheres escravas, Zilpa e Bila, servas de Lia e Raquel, respectivamente. Lia ou Léia significa “vaca brava” ou “vaca selvagem”, no hebraico, enquanto que Raquel significa “ovelha”, Deus revelando algo da natureza de cada uma.  Zilpa significa “gota”, no hebraico, enquanto que Bila significa “terna” ou “modesta”.  Lia, a filha mais velha, tinha os olhos enfermos ou baços, enquanto que Raquel, a filha mais nova, era formosa de porte e de semblante. Jacó amava Raquel.

         Essas mulheres são uma alegoria, sendo que Lia representa a humanidade, a mais velha, que é espiritualmente cega. Raquel  representa Israel, descendentes de Abraão, a mais nova. Inicialmente Jacó não amava Lia, mas Raquel, sendo que Lia casou com Jacó, por meio do amor de Jacó por Raquel.  Paulo diz que Israel é a verdadeira Oliveira, sendo que os gentios foram enxertados, no tronco da igreja que, que é originalmente judaica. Porém as duas mulheres são esposas legítimas de Jacó, sendo que Lia deu a Jacó seis filhos, enquanto que Raquel deu dois. Porém, os dois filhos de Raquel (que feras) José e Benjamin. Assim como Jacó amava Raquel – Gn. 29:18 – também amava José “Ora, Israel amava mais a José que a todos os seus filhos” – Gn. 37:3 – e depois da suposta morte de José, passou a amar Benjamin “e só ele ficou de sua mãe, e seu pai o ama” – Gn. 44:20b.

          Sabemos que José foi o mais perfeito tipo de Jesus do Antigo Testamento, e era filho de Raquel, a esposa amada, porque, segundo a carne, o Messias era judeu. É possível que a igreja gentílica tenha dado mais filhos para Deus, do que e igreja judaica, mas não podemos esquecer que os nossos pais, Paulo, Pedro, e os demais apóstolos, eram judeus.  Mas, e as concubinas, Zilpa e Bila, elas também deram quatro filhos para Jacó. Então, um terço dos patriarcas eram filhos das concubinas, mulheres escravas, como Agar. Elas representam os que estão  na igreja, mas não são convertidos, tanto na igreja judaica, quanto na gentílica. Judas, Ananias e Safira, e tantos outros, e, sabe-se lá quantos na igreja de hoje estão perdidos. 

               Lute para ser um filho legítimo, que é liberto do pecado, pois Jesus disse “todo o que comete pecado é escravo do pecado” (Jo. 8:34),  e também “Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (Jo.8:36), e ainda está escrito “e lhe porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos pecados deles.” (Mt. 1:21).

quinta-feira, 19 de março de 2015

A OBSESSÃO POR CRESCIMENTO


OBSESSÃO, s.f. Importunação; inpertinência; perseguição: vexação; (fig.) idéia fixa; preocupação contínua. (Do lat. Obsessione.)

Tenho lido e ouvido, de várias fontes diferentes, que a igreja brasileira está com uma série de problemas, e que não está traduzindo para a nação, a influência positiva de alegados 50.000.000 (cinqüenta milhões) de evangélicos, e que não está sendo sal nem luz, no Brasil. Como evangélico brasileiro, eu me pergunto, onde foi que erramos? II Cr. 7:14 diz:
” Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e me buscar, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra.” 
A chave desse texto é “se converter dos seus maus caminhos”, que Deus chama de “pecados” (perdoarei os seus pecados). Isto foi escrito para a nação de Israel, num determinado contexto, mas pode ser aplicado à igreja, já que esta é o povo de Deus, no N.T., “povo de propriedade exclusiva de Deus” (I Pd. 2:9). Quais são os maus caminhos, pecados, da igreja brasileira? Temos de saber, pois não podemos nos converter dos nossos maus  caminhos, se não soubermos quais são. Pode ser que tenha muitos outros maus caminhos, mas quero compartilhar um, que pode ser um equívoco, mas de boas intenções...

De repente, começou um frenesi por crescimento, que se tornou uma febre, uma verdadeira obsessão. Foram estabelecidas metas para crescimento, e pastores que não conseguem crescer a sua igreja, ficam envergonhados, e são acusados de estarem em pecado. Vamos deixar claro uma coisa: o crescimento é bom, e Deus quer o crescimento. Na verdade, a ênfase maior da Bíblia é na multiplicação, que é para os lados, e o crescimento é mais para cima, como na torre de Babel. 

Só que, como geralmente acontece, temos de fazer a obra de Deus, da maneira de Deus, do contrário, se fizermos da nossa maneira, é desobediência, e Deus não vai aceitar. Deus quer o crescimento e a multiplicação, mas da maneira dele, e essa maneira está na Escritura. Observei que no N.T. não há nenhuma cobrança aos líderes, nem à igreja, sobre o crescimento ou a multiplicação. Mas há muita cobrança, tanto para os líderes, quanto para a igreja, da qualidade de vida cristã, que se está vivendo. Para os líderes, a primeira qualidade é que sejam “irrepreensíveis” (I Tm. 3:2 e Tt. 1:6) e para a igreja é que sejam “santos” “sede santos, porque eu sou santo” (I Pd. 1:16), e “Pois esta é a vontade de Deus: a vossa santificação, que vos abstenhais da prostituição; que cada um de vós saiba possuir o próprio corpo em santificação e honra...porquanto Deus não nos chamou para a impureza, e sim para a santificação.” (I Ts. 4:3,4,7). 

Até mesmo os textos que falam de crescimento ou de multiplicação, não atribuem responsabilidade direta, nem o mérito direto, ao homem, mas a uma ação de Deus. Em Atos 2:47b “Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos.” A expressão “enquanto isso” dá a entender que a igreja fazia uma coisa num lugar, e Deus fazia outra coisa, em outro. É como se Deus dissesse “cuida das minhas coisas, que eu cuido da tuas”.  Ou seja, a responsabilidade do homem é obedecer ao que Deus mandou, e o resultado é da responsabilidade de Deus. At. 2:42-47 mostra o estilo de vida da igreja primitiva. Esta era a responsabilidade deles. E como eles estavam vivendo da maneira que Deus mandou, Deus mesmo produzia o crescimento. Isto é fé. E Deus está no controle, e mantém a sua soberania. No momento em que a responsabilidade do crescimento passa para a mão do homem, ele descarta as ordens de Deus,e passa a adotar sua própria estratégia, que é geralmente botando pressão em quem está abaixo dele,na hierarquia da igreja. 

Isto tem gerado stress e opressão sobre o povo de Deus. É pressão que deve ser colocada é para que todos sejam santos, é a qualidade, e não a quantidade. Esta obsessão por crescimento tem produzido algumas conseqüências, quais sejam: 
1. Tornou larga a porta da salvação, facilitando o acesso das pessoas à igreja, diluindo o Evangelho, a tornando a igreja parecida com o mundo, a fim de que os pecadores possam se sentir à vontade nela, contrariando o ensino de Jesus em Mt.7:13 e 14; 2. Comprometeu a qualidade em favor da quantidade, e adotou a filosofia de que os fins justificam os meios, e pode estar enchendo a igreja de pessoas não convertidas, como aconteceu na época do imperador Constantino -325 d.C. – quando os pagão foram batizados em grande número, e tudo indica que a motivação do rei era política; 3. Tirou a soberania das mãos de Deus, pois já que é o homem quem produz o crescimento, a glória também é dele, e não de Deus. Jesus deu três ordens à igreja, na Grande Comissão, por meio dos apóstolos: 1. Ide por todo o mundo; 2. Pregai o Evangelho a toda criatura; 3. Fazei discípulos de todas as nações. Nós podemos ter falhado aqui, na primeira ordem de Jesus. Em vez de ir por todo o mundo, nós ficamos aqui mesmo, disputando para ver quem crescia mais, e adotamos uma coisa chamada de Redenção da nação. Jesus não mandou fazer a redenção da nação. A redenção das nações, inclusive de Israel,  só acontecerá quando Jesus voltar. Ir por todo o mundo é a obra missionária transcultural, aos povos não alcançados, e não ficar aqui tentando fazer a redenção da nação. A segunda ordem, depende da primeira, pois para pregar o Evangelho a toda a criatura, temos de ir por todo o mundo. Observe que se obedecemos as duas primeiras ordens de Jesus, isto ainda não garante o crescimento, pois podemos ir por todo o mundo e pregar o evangelho a toda criatura, e ninguém se converter, pois a conversão não é o homem quem produz, mas o espírito Santo.”Quando Ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo” (Jo.16:8). A terceira ordem de Jesus depende das duas primeiras, pois para fazer discípulos de todas as nações, temos de ir a elas, e pregar-lhes o Evangelho. 

Fazer discípulo não envolve o conceito de quantidade, mas de qualidade, pois só podemos discipular se Deus converter alguém. Assim como um casal não pode gerar um filho, mesmo que faça tudo o que deve, pois o nascimento de uma pessoa é um milagre de Deus, haja vista, o caso de Abraão e Sara. Só tiveram um filho quando Deus decidiu dar-lhes. Todavia, uma vez que o menino nasceu, é da responsabilidade do casal educá-lo. A igreja só pode discipular as pessoas que o Espírito Santo converter. Porém, temos visto que famílias estão educando mal os seus filhos, por adotarem as filosofias e psicologias mundanas, seculares, e anti-cristãs, desprezando a milenar orientação da Bíblia, e formando uma geração de pessoas, cada vez mais ímpias. Assim também a igreja pode discipular os que são convertidos, de uma maneira diferente daquela que a Bíblia orienta. Será que a igreja brasileira tem caído nesses maus caminhos? Se for o caso, temos de nos arrepender, e deixar os nossos maus caminhos, para que Deus ouça dos céus, perdoe os nossos pecados, e sare a nossa terra. 

A IGREJA PRECISA DE PASTORES, NÃO DE LÍDERES


Todos os problemas que existem podem ser resolvidos de duas maneiras, da maneira de Deus ou da maneira do mundo, isto é, do homem natural. Por isso Deus deu a Escritura, A Bíblia, para revelar a cosmovisão de Deus. A cosmovisão do mundo é o produto do raciocício ou da experiência humana. Assim sendo, algumas vezes o mundo copia a igreja, e outras vezes a igreja copia o mundo. Quando o mundo copia a igreja, o mundo vai bem, e quando a igreja copia o mundo, a igreja vai mal. 

Quando falo da igreja, tenho em mente uma igreja que Crê e obedece à Bíblia, a cosmovisão de Deus. Pois nem sempre isto aconteceu, haja vista As Cruzadas e A Inquisição, quando a igreja seguiu o padrão do mundo e não o padrão de Deus. E tem mais, a igreja pode errar se adotar padrões do Antigo testamento, para a nação de Israel, pois cada um dos Testamentos tem a sua cosmovisão própria. No caso que estamos considerando, sobre líderes, ou a igreja adotou o padrão do mundo, ou o mundo adotou o padrão da igreja. Pois estamos vivendo numa época em que a capacidade de liderança é a qualidade humana mais valorizada. O mundo caminha assim: houve uma época em que o vilão era o herege, outra que era o subversivo, outra era o narcotraficante, outra era o pedófilo, hoje é o homofóbico. A igreja já teve como seus heróis o pregador, depois o intercessor, depois o missionário, hoje é o líder. Cada igreja procura líderes, pois as empresas do mundo também os procuram. As livrarias, tanto as evangélicas quanto as seculares, estão abarrotadas de livros sobre o tema. Há quem diga que a qualidade de liderança é uma qualidade inata, com a qual já nascemos. Outros dizem que a habilidade para liderar pode ser aprendida e ensinada, e que, portanto, todos podem se tornar líderes. E que assim como no reino animal, onde o mais forte se torna o líder, no reino dos humanos também o mais forte (não fisicamente) se torna o líder. As qualidades de um líder podem ser: ele ou ela é corajoso, ambicioso, tem raciocínio rápido, vê mais do que os outros, personalidade ou temperamento forte, dominador, é uma águia. A igreja procura pessoas com esse perfil, mas o mundo também procura. Com respeito ao mundo não tem problema, pois essa é a maneira de pensar do homem natural. Mas e a igreja, será que a Bíblia confirma esse perfil?

Peguei minha Concordância Bíblica Exaustiva e fui verificar a palavra “líder”. Percebi que ela aparece vinte e duas vezes no singular, e dez vezes no plural. No mais das vezes essa palavra é traduzida por “príncipe” e só aparece no Antigo Testamento. Descrevia pessoas que estavam em posição de autoridade,  em decorrência, as vezes, de herança. “Disse o Senhor a Moisés: Envia homens que espiem a terra de Canaã, que eu hei de dar aos filhos de Israel; de cada tribo de seus pais enviareis um homem, sendo cada qual príncipe (líder) entre eles.” (Nm.13:1,2). Isbosete se tornou rei, mesmo sendo Abner, filho de Ner, mais líder do que ele, porque Isbosete era filho do rei Saul. (II Sm.2:8-10). No N.T.  em Hebreus 13:7 e 17 a NVI registra a palavra “líder”, enquanto outras traduções registram guia, e outras, pastores. Na verdade a palavra é guia, que é uma das funções pastorais, segundo o salmo 23 “Guia-me pelas veredas da justiça..” (v.3). Em Mateus 9:38 Jesus diz “Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara.” A tradução correta é mesmo trabalhadores, ergátas, em grego. Ele está usando a figura da agricultura, por isso usa trabalhadores, mas no verso 36 ele se refere a “ovelhas que não tem pastor”. Portanto esses trabalhadores eram pastores.

Pode ser que a igreja moderna esteja adotando a visão do homem natural, exaltando as qualidades do homem natural, enquanto que a Bíblia, a cosmovisão de Deus, exalta as qualidades do homem espiritual. Quando Samuel chegou à casa de Jessé, e viu Eliabe, ele se impressionou com a sua aparência e altura, mas Deus lhe disse “Não atentes para a sua aparência, nem para a sua altura...” (I Sm.16:7). Se fosse hoje, e Eliabe e Davi se apresentassem pleiteando um emprego numa empresa, certamente Eliabe ficaria com o emprego. E se os mesmo pleiteassem o pastorado de uma igreja hoje, pode ser que Eliabe também seria escolhido. Mas Deus disse: “porque o Senhor não vê como vê o homem. O homem vê o exterior, porém o Senhor, o coração.” A NVI diz que liderança á um dom, e traduz Rm.12:8 assim: “se é dar ânimo, que assim faça; se é contribuir, que contribua generosamente; se é exercer liderança, que a exerça com zelo; se é mostrar misericórdia, que o faça com alegria.” São muitos os dons, mas o que qualifica uma pessoa para ser pastor, não é o dom que tem, mas a chamada de Deus. Pode ser que o chamado tenha o dom natural de liderança, mas pode ser que tenha outro dom. Paulo foi chamado e tinha o dom natural de liderança, mas Timóteo parece que não tinha nada disso. Moisés foi chamado, mas estava tão inseguro que Deus se aborreceu com ele, e mandou Arão junto para lhe dar segurança. Gideão foi chamado, mas tinha tão baixa auto estima, que questionou sua chamada. Quem foi realmente chamado, tem de se certificar de que foi mesmo chamado. Deus disse a Gideão: “O Senhor é contigo, homem valente...Vai nessa tua força e livra Israel da mão dos midianitas; porventura, não te enviei eu? ...Já que eu estou contigo, ferirás os midianitas como se fossem um só homem.” (Jz.6:12,14,16).  Foi feita uma pesquiusa nos EUA que constatou que somente oito por cento dos pastores tem o dom de liderança, enquanto que noventa e dois por cento não o tem. O mundo procura líderes, a igreja procura pastores, que têm a marca da chamada de Deus, independentemente do dom que tenha. Jesus disse a Pedro: “Apascenta os meus cordeiros...Pastoreia as minhas ovelhas...Apascenta as minhas ovelhas.” (Jo.21:15-17).

quinta-feira, 12 de março de 2015

A RIQUEZA DA IGREJA


“para que entre ti não haja pobre” (Dt.15:4).

Em Israel havia o ano da remissão. Remissão tem vários sentidos, mas o principal era perdão. Portanto, o ano da remissão era o ano do perdão. Ao fim de cada sete anos, cada israelense que havia emprestado alguma coisa a outro, deveria perdoar a dívida. Deveria fazer isso ao seu próximo ou ao seu irmão. Do estranho, isto é, do gentio, não precisava fazer. Somente depois disso é que Deus diz “para que entre ti não haja pobre”. Então o propósito de Deus era erradicar a pobreza de Israel. Israel seria uma vitrine para as outras nações, que perguntariam o por que de não haver pobre em Israel. Deus diz que se Israel fizesse isto, o próprio Deus os faria prosperar, revelando o princípio de que a prosperidade vem de Deus. 
“pois o Senhor, teu Deus, te abençoará abundantemente na terra que te dá por herança, para a possuíres, se apenas ouvires, atentamente, a voz do Senhor, teu Deus, para cuidares em cumprir todos estes mandamentos que hoje te ordeno.” (15:4,5). 
Essa é a mentalidade de Deus. A mentalidade do homem natural é que, para erradicar a pobreza, o governo deve, compulsoriamente, tomar do rico, para dar ao pobre. No caso de Deus, entra o fator voluntariedade, para saber se a pessoa vai obedecer a Deus ou não. Não compete ao governo terreno, mas ao governo de Deus. Já que a prosperidade vem de Deus, a escassez também vem, para aqueles que lhe desobedecem. Depois Deus diz “Pois nunca deixará de haver pobres na terra”. (Dt.15:11). Deus reconhece que só a nação de Israel conhecia a sua lei,e  as outras nações, por a desconhecerem, não conseguiriam erradicar a pobreza. O homem natural calcula o estado de pobreza, ou abaixo da linha de pobreza, segundo a quantidade de dólares para sobreviver. Deus revela que o status de pobre é reconhecido pela situação de necessitado. “para o necessitado, para o pobre na tua terra”. (Dt. 15:11). 

No N.T.  Jesus ensina que as necessidades  básicas do ser humano são comida, bebida, e roupa. Na igreja primitiva “nenhum necessitado havia entre eles” (At. 4:34). E o apóstolo Paulo afirma “E o meu Deus,segundo a sua riqueza em glória, há de suprir, em Cristo Jesus, cada uma de vossas necessidades”. Porém, o princípio para Israel era que cada um perdoasse a dívida de seu irmão, ao final de cada sete anos, a fim de que a pobreza fosse erradicada daquela nação.

Mas a cosmovisão do N.T.  é outra. O propósito de Deus para a igreja, não é erradicar a pobreza da igreja, mas erradicar a pobreza espiritual da igreja. Afinal, a igreja não é uma nação como Israel, politicamente organizada, mas uma nação diferente. Pedro diz “Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa...” (I Pd. 2:9). Mas o princípio é o mesmo, e está também baseado em perdão de dívidas. Mas é dívida espiritual. Jesus diz
 “e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores...Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso pai celeste vos perdoará; se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, tampouco vosso pai vos perdoará as vossas ofensas”. (Mt.6:12,14,15). 
Portanto, as dívidas são ofensas, que sofremos ou praticamos, e se convertem em dívidas espirituais. Porém, como no caso do A.T. , o novo também faz diferença entre o irmão e o estranho. “Se, pois, ao trazeres ao altar a tua oferta, ali te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti...” (Mt.5:23). Todo o texto fala do irmão, não do estranho. Em outro texto diz “Se teu irmão pecar contra ti, vai arguí-lo entre ti e ele só...Senhor, até quantas vezes meu irmão pecará contra mim, que eu lhe perdoe?...não devias tu, igualmente, compadecer-te do teu conservo, como também eu me compadeci de ti?” (Mt. 18:15,21,33). O conservo é o mesmo irmão do contexto. Num caso está em consideração os irmãos, no outro, os servos. Mas todos representam o outro crente. 

Por meio do perdão das dívidas espirituais, Deus quer erradicar do seio da igreja a pobreza espiritual. Os bens da igreja é a presença do Espírito Santo, por meio dos dons espirituais. (I Co. 1:5-7; 12:7). Observe que os heróis do A.T. eram ricos materialmente, Abraão, Isaque e Jacó. Os heróis do N.T. eram cheios do Espírito Santo, João Batista, Jesus e Paulo.

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

MEGA IGREJA: CRSCIMENTO E MULTIPLICAÇÃO


Creio  que o crescimento da igreja tem um paralelo no crescimento da humanidade e no crescimento da nação de Israel. Deus começou com Adão, depois com Abraão, e depois com Jesus. Esses três personagens estão ligados.

1.       Adão. Deus disse para  Adão e Eva: “Sede fecundos (frutificai),  multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a”.  A palavra que se destaca é “multiplicar” e não aparece a palavra “crescer” aqui. Crescimento é diferente de multiplicar, pois crescimento é para cima, enquanto que multiplicação é para os lados, um é vertical e o outro e horizontal. É claro que a palavra “crescimento” vai aparecer em outros textos com o sentido horizontal, mas a idéia mais dominante é vertical. Adão e Eva não poderiam crescer pois já foram criados adultos, mas poderiam e deveriam se multiplicar, que é fazer muitas cópias de si mesmo. Caim e Abel foram cópias de Adão, e, pelo menos Caim,  constituiu família, que passou a ser uma cópia da família de seu pai. E assim a multiplicação da humanidade aconteceria, multiplicando pessoas e multiplicando famílias. Deus havia dito para Adão e Eva “enchei a terra” (Gn.1:28). Esse processo de multiplicação deveria continuar até encher toda a terra. Veja que o conceito de cidade começou com Caim “Caim edificou uma cidade e lhe chamou Enoque, o nome de seu filho” (Gn.4:17). Será que o modelo de uma igreja é uma cidade ou é uma família? Uma cidade é um conjunto de famílias reunidas? E um conjunto de igrejas reunidas é o quê? Uma mega igreja?  Depois do dilúvio Deus disse para Noé e seus filhos: “frutificai, e multiplicai-vos, e enchei a terra” (Gn.9:1). Deus repete o mesmo mandamento que havia dado a Adão e Eva. E novamente a palavra que se destaca é “multiplicar, ” e não “crescer”. Mais adiante aparece um homem chamado Ninrode “Cuxe gerou a Ninrode,o qual começou a ser poderoso na terra”. (Gn.10:8). “O princípio do seu reino foi Babel” (v.10). Ninrode significa “ele se rebelou” e foi o líder da rebelião da torre de Babel. Eles disseram “Vinde, edifiquemos  para nós uma cidade e uma torre ...para que não sejamos espalhados por toda a terra.” Deus havia dito para se espalhar, e eles disseram “não iremos nos espalhar como Deus quer”. Veja que o que começou com uma família no Éden, evoluiu para a cidade de Caim, depois a cidade de Ninrode, e agora aparece o conceito de reino “O princípio do seu reino foi Babel” (Gn.10:10). Babel é a famosa cidade de Babilônia. “Babilônia, a jóias dos reinos, glória e orgulho dos caldeus, será como Sodoma e Gomorra, quando Deus as transtornou.” (Is.13:19). A concentração de pessoas numa cidade ou numa igreja gera dois fatores: poder financeiro e poder político, que é o domínio. Também demanda uma mega estrutura, que exige muito dinheiro para manter. Sobre “domínio” é bom lembrar que Deus disse para Adão e Eva “dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todo animal que rasteja pela terra.” (Gn.1:28). Não mandou dominar pessoas, mas animais. É interessante que Jesus disse “Sabeis que os governadores dos povos os dominam e que os maiorais exercem autoridade sobre eles. Não é assim entre vós; pelo contrário, quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva.” (Mt.20:25,26). Pedro disse aos presbíteros “ pastoreai o rebanho de Deus...não como tendo domínio sobre os que vos foram confiados, antes, tornando-vos modelos do rebanho.” (I Pd.5:1-3).

2.       Abraão. Deus mandou Abrão sair da terra Dos caldeus e ir para uma terra que lhe mostraria. Disse-lhe “de ti farei uma grande nação”. (Gn.12:2). Agora não era o planeta todo, mas uma terra delimitada que seria ocupada, a terra de Canaã. No Egito, outra terra delimitada, os filhos de Abraão começaram o ver o cumprimento da promessa de Deus. Para Adão Deus deu uma ordem, para Abraão fez uma promessa. “Mas os filhos de Israel frutificaram, aumentaram muito, e se multiplicaram, e grandemente se fortaleceram, de maneira que a terra se encheu deles.” (Ex.1:7). Deus havia dito para Adão e Eva “enchei a terra”, mas era o planeta terra. Agora os filhos de Abraão encheram a terra do Egito, uma nação, mas não a nação deles. Mais à frente é dito “Mas, quanto mais os afligiam, tanto mais se multiplicavam e tanto mais se espalhavam”.(Ex. 1:12). O que Deus havia mandado a Adão e Eva, os filhos de Abraão conseguiram, se multiplicavam e se espalhavam, mas debaixo de perseguição. Talvez seja por isso que a igreja de Jerusalém teve a mesma experiência. “Naquele dia, levantou-se grande perseguição contra a igreja em Jerusalém; e todos, exceto os apóstolos, foram dispersos pelas regiões da Judéia e da Samaria...As multidões atendiam, unânime, ao que Filipe dizia...se espalharam até a Fenícia, Chipre e Antioquia...A mão do Senhor estava com eles, e muitos, crendo, se converteram ao Senhor.” (At.8:1,6;11:19,21). No caso de Israel, Deus queria concentrar um povo numa terra específica, para que as nações viessem a ele. O auge desse reino foi Salomão, que pesou tributos exorbitantes sobre o povo, causando depois de sua morte a divisão do reino. O poder político o levou a casar com muitas mulheres estrangeiras que lhe perverteram o c oração.

3.       Jesus. Este disse “Ide por todo o mundo, e pregai o Evangelho a toda a criatura” e “Fazei discípulos de todas as nações”. (Mc. 16:15 e Mt.28:18-20). Os discípulos também tiveram dificuldade de se espalhar, pois preferiam se concentrar em Jerusalém. Na torre de Babel Deus castigou com a confusão das línguas, em Jerusalém com a perseguição, a fim de obrigá-los a se espalharem. “Ora, naqueles dias, multiplicando-se  o número dos discípulos...Crescia a palavra de Deus, e, em Jerusalém, se multiplicava o número dos discípulos”. (At.6;1,7). “o povo cresceu e se multiplicou no Egito” (At.7:17). “Entretanto, a palavra do Senhor crescia e se multiplicava.” (At.12:24). “Assim, a palavra do Senhor crescia e prevalecia poderosamente”. (At.19:20). Babilônia era uma grande cidade, assim como Roma se tornou também. A igreja de Roma assumiu a forma da cidade, que era uma mega cidade, e se tornou uma mega igreja. A igreja passou a ser desse mundo, e se tornou um reino terreno, contado entre os reinos da terra, na cidade do Vaticano. O pastor da igreja, passou a ser o papa, um monarca ou um rei como os das nações. A igreja evangélica, ou pelo menos parte dela, está caminhando a passos largos, pelo mesmo caminho, procurando poder político e poder financeiro, através do conceito de mega Igreja. O poder que a igreja deve almejar é o poder do Espírito Santo, que não é nem político, nem financeiro, mas suficiente para a igreja cumprir a missão de fazer discípulos de todas as nações. A igreja deve se focar em multiplicação, no sentido horizontal, e não em crescimento, no sentido vertical. Lembremos da torre de Babel.