sexta-feira, 8 de agosto de 2014

A PARÁBOLA DAS DEZ VIRGENS


Mt. 25:1-13
1.       As dez virgens representam a noiva, a igreja
2.       Virgindade é pureza espiritual
3.       Cinco virgens insensatas, não se prepararam
4.       Cinco virgens prudentes, se prepararam – Pv. 20:27 A lâmpada do Senhor é o espírito do homem.
5.       Lâmpada é o espírito do homem
6.       Azeite é o espírito Santo  -  3
7.       O crente insensato avança sem o espírito Santo mesmo  -  3
8.       Vasilha é vaso, o corpo  -  4; I Co. 3:16; 6:19
9.       O crente prudente tem o Espírito Santo no seu espírito e no seu corpo  -  I Co. 6:16-19
10.   O noivo é Jesus e vai demorar  - 5
11.   Todas dormiram  -  5;  I Pd. 4:7; Lc.21:34-36; 18:8
12.   A luz da lâmpada são as boas obras  -  8;  Mt.5:14-16
13.   A santidade não é transferível  -  9
14.   O azeite tem preço  -  II Rs. 4:7; Lc. 16:5,6
15.   O preço é oração, Bíblia, jejum, obediência...
16.   O noivo vai chegar  -  10
17.   As virgens que estavam preparadas entraram para a festa com o noivo  -  10
18.   A porta da graça vai fechar, assim com foi fechada a porta da arca de Noé  -  v.10; Gn.7:16
19.   Preparação de última hora não serve, mantenha-se preparado em todo o tempo –
20.   Não é suficiente conhecermos a Jesus, é necessário que Ele nos conheça também – 12
21.   Devemos viver numa permanente espectativa da volta do Senhor. “Portanto, vigiai, pois não sabeis em que dia vem o vosso Senhor; mas compreendei isto: Se o dono da casa soubesse a que hora da noite o ladrão viria, vigiaria e não deixaria arrombar a sua casa. Por isso, ficai também preparados, pois o filho do homem virá numa hora em que não esperais.” (Mt.24:42-44).

terça-feira, 5 de agosto de 2014

MOISÉS E JOSUÉ


Moisés liderou o povo de Israel durante quarenta anos no deserto. Josué liderou a partir de então, introduzindo o povo na terra prometida, e comandando todas as guerras de Canaã, sendo vitorioso em todas, até mesmo em Ai. O Novo Testamento diz que o Antigo Testamento contém “sombras das coisas futuras” (Cl.2:17) e “tendo a lei a sombra dos bens futuros” (Hb.10:1). Então, Moisés e Josué são figuras de Jesus e do Espírito Santo. 

Flávio Josefo diz que “Mo em língua egípcia significa água e isés preservado” isto é “salvo das águas”. É interessante que no N.T. Jesus diz que “aquele que não nascer da água (e do Espírito) não pode entrar no reino de Deus.” Moisés foi retirado das águas, dentro de um cesto calafetado, tendo simbolicamente nascido para a realeza, já que foi tirado pela filha de faraó. Ao Abrir o cesto, a filha de faraó, viu que o menino chorava, choro que caracteriza as crianças ao nascer. Moisés, depois de adulto, liderou o povo de Israel, tirando-o da escravidão egípcia. Jesus liderou o povo, libertando-o da escravidão a Satanás, através de sinais e maravilhas. “E não convinha soltar desta prisão, no dia de sábado, esta filha de Abraão, a qual há dezoito anos Satanás tinha presa?” (Lc. 13:16). Moisés liderou o povo durante quarenta anos no deserto, e Jesus passou quarenta dias no deserto, enfrentando as  tentações de Satanás. No deserto havia inimigos, mas não tantos. Moisés enfrentou dois gigantes no deserto, Ogue, rei de Basã, e Siom, rei dos amorreus. Os problemas do deserto não são inimigos pessoais, mas falta dágua e de alimento, além do calor excessivo de dia e frio congelante à noite. Mas a nuvem guiava o povo, fazendo sombra de dia, e iluminando o caminho à noite. Houve uma guerra no deserto contra os amalequitas, em que Josué comandou o povo na planície, e Moisés subiu ao monte. Moisés levantava as mãos no outeiro, e Josué com o povo prevalecia na planície. É um simbolismo antecipado, Moisés representando Jesus no céu, intercedendo por nós, e o Espírito Santo na terra, comandando a igreja na guerra contra Satanás. (Ex. 17:8-16). Moisés morreu antes de entrar na terra de Canaã, por causa do pecado do povo, pois “Indignaram-no também junto às águas da contenda, de sorte que sucedeu mal a Moisés, por causa deles; porque irritaram o seu espírito, de modo que falou imprudentemente com seus lábios.” Toda analogia, comparação, tipologia, metáfora, têm limites, e não deve ser levada às últimas conseqüências. É claro que Moisés pecou, ao desobedecer a Deus, por incredulidade, enquanto que Jesus não pecou, mas morreu também por causa dos pecados do povo.

Josué sucedeu a Moisés, assim como o Espírito Santo sucedeu a Jesus, na liderança do povo. Eu sei que alguns acham que Josué é uma figura de Jesus, porque o nome dele era, originalmente,  Oséias, filho de Num, mas Moisés mudou-lhe o nome para Josué, e era da tribo de Efraim, filho de José. Ora, Josué significa Jesus, ou Yeshua, que é o nome hebraico de Jesus. É interessante também, que o primogênito de José era Manassés, mas Jacó colocou a primogenitura  sobre Efraim, no lugar de Manassés, trocando a posição das mãos. Porém, em Ap. 7:4-8, na relação dos filhos de Jacó, o nome de Efraim não aparece, mas o de Manassés, sendo restaurada a sua posição na primogenitura de José. Sabemos que Jesus é o primogênito de Deus, mas é como se o Espírito Santo, durante a sua ausência da terra, assumisse a primogenitura no meio dos irmãos. Apesar de Josué ter tomado o lugar de Moisés na liderança do povo, quem aparece no monte da transfiguração, a Jesus, é Moisés, juntamente com Elias. O ministério de Moisés foi no deserto, havendo muita rebelião, durante a sua gestão, pois no deserto o povo se rebela. Mas o ministério de Josué foi na terra de Canaã, terra que mana leite e mel. Josué foi tomando cidade após cidade, derrotando todas, com exceção de Ai, onde houve dificuldade por causa do pecado de Acã. Então, na era do Espírito Santo temos todas as condições de vencer os nossos inimigos, Satanás e seus demônios, precisando apenas evitar o pecado. É interessante que o pecado de Acã foi cobiça por dinheiro, por assim dizer. Foi também o pecado de Judas Iscariotes, de Balaão, de Geasi, e, certamente, é o pecado de muitos hoje. Moisés liderou no deserto, mas Josué, na terra que mana leite e mel. A terra de Canaã, é uma figura do céu, mas também o é da vida cheia do Espírito Santo. O cristão cheio do Espírito Santo tem todas as condições de vencer Satanás e seus demônios, pois significa está submisso à liderança de Josué. Acã desobedeceu a Josué, e pecou, e foi morto com toda a sua família, assim aconteceu também com Ananias e Safira. O nosso Josué é o Espírito Santo, e com Ele também conquistaremos toda a terra, pois o nosso Moisés (Jesus) está no monte (o céu) com as mãos levantadas, intercedendo por nós. 

quinta-feira, 31 de julho de 2014

A MALDIÇÃO DE JERICÓ

Quando Josué conquistou Jericó, destruindo-a totalmente, pronunciou uma maldição contra ela, dizendo: “Maldito diante do Senhor seja o homem que se levantar e reedificar esta cidade de Jericó; com a perda do seu primogênito a fundará, e com a perda do seu filho mais novo lhe colocará as portas.” (Js. 6:26). Mais tarde, durante o reinado de Acabe sobre Israel, a Escritura registra: “Durante o seu reinado, Hiel, o betelita, edificou Jericó. Quando lançou seus alicerces, Abirão, seu primogênito, morreu; e quando assentou as sujas portas, Segube, seu filho caçula, morreu, conforme a palavra do Senhor, que ele falara por intermédio de Josué, filho de Num.” (I Rs. 16:34). Mais tarde ainda, o profeta Eliseu ouviu dos moradores de Jericó o seguinte: “Como podes ver, a localização desta cidade é boa; mas as águas são péssimas e a terra é estéril.” (II Rs. 2:18,19). 

A maldição havia passado para a terra e para as águas. Então Eliseu realizou ali um ato profético, dizendo: “ Assim diz o Senhor: Purifiquei estas águas e elas não causarão mais morte nem esterilidade. Aquelas águas ficaram puras, até o dia de hoje, conforme a palavra que Eliseu havia falado.” (II Rs.2:21,22). Em Josué 6, quando a cidade foi tomada e destruída, Deus proibiu Israel de tomar o despojo da cidade para si, pois era as primícias da conquista da terra de Canaã. Porém, Acã, filho de Carmi, cobiçou “uma boa capa babilônica, duzentos ciclos de prata e uma barra de ouro do peso de cinqüenta ciclos, cobicei-os e tomei-os.” (Js.7:21). 

É interessante que no Novo testamento, Bartimeu, filho de Timeu, estava sentada à porta de Jericó, esmolando, pois era cego, e possuía uma capa, pois quando Jesus o chamou, Marcos registra: “Lançando de si a sua capa, levantou-se de um salto e dirigiu-se a Jesus.” (Mc.10:50). A posse da capa de Jericó, trouxe para Acã, maldição, pois foi morto apedrejado com seus filhos e tudo quanto possuía. Bartimeu também possuía uma capa, e estava cego e pobre, pois esmolava. Seria a capa de Bartimeu, a mesma de Acã, pois ambas estavam em Jericó. 

Há duas possibilidades: existem objetos amaldiçoados, que trazem infortúnios para quem os possui? É possível, por isso tenha cuidado com objetos que você adquire, sem saber seu histórico. A segunda possibilidade, é que capa simboliza espírito, pois a capa de Elias, que Eliseu herdou, simbolizava a unção do Espírito Santo.( II Rs. 2). Quando Satanás recebe autorização para prejudicar alguém, ele o faz por meio de espíritos específicos, como espírito de enfermidade (Lc.13:11-16), e de pobreza (Ml. 3:11; Jó 1,2; Jl. 1:4). É interessante que quando Bartimeu lançou fora a capa, e foi a Jesus, foi curado da cegueira, e, consequentemente, pode trabalhar para começar a prosperar, além de ter sido beneficiado pela súbita liberalidade de Zaqueu. (Lc. 18:35-43; 19:1-10).

Porém, voltando à Jericó, do tempo de Josué, Acã foi acometido de um espírito de cobiça, pois disse “cobicei-os e tomei-os”. Josué e Israel estavam atentos aos inimigos físicos, no caso, os guerreiros de Jericó, mas não podiam ver os inimigos invisíveis, que os observavam desde a cidade de Jericó. Espíritos malignos permeavam a cidade de Jericó, influenciando os habitantes locais, assim como anjos de Deus acompanhavam, invisíveis, o exército de Josué. Para encorajar Josué, Deus permitiu que visse o comandante do exército celestial. “Estando Josué perto de Jericó, levantou os olhos, olhou e diante dele estava em pé um homem com uma espada desembainhada na mão.” (Js.5:13). Na luta física contra inimigos físicos, não morreu ninguém de Israel, mas, o inimigo invisível, um espírito de cobiça, dominou Acã, matando toda a sua família, e trinta e seis homens do exército de Israel. 

Tudo indica que, muito tempo depois, esse mesmo espírito se apoderara de Zaqueu, um judeu, morador de Jericó. Ele era chefe dos publicanos (cobrador de impostos para o império romano) e era rico. Naturalmente a sua riqueza fora obtida de forma ilícita. Zaqueu era escravo de um espírito de cobiça. Zaqueu era rico, mas era infeliz, pois não era livre, sendo escravo do pecado chamado na Bíblia de avareza, amor ao dinheiro, cobiça. Ele não era livre. Por isso Jesus disse “todo aquele que comete pecado é escravo do pecado” “e conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” “se o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres”. (Jo.8:32-36). O espírito de cobiça ou de avareza, é um espírito invisível, que paira ameaçadoramente sobre a nação brasileira. Não é ele que inspira o que modernamente é chamado de corrupção? Certamente ele mantém aprisionados muitos brasileiros. E não somente os políticos, nem empresários, mas também muitos líderes religiosos, ou gente do povo de Deus, como era Zaqueu. Mas o remédio que serviu para libertar Zaqueu, não perdeu a eficácia, mas é o mesmo que pode libertar o Brasil hoje. 

Jesus fez uma visita a Jericó, mas não ficou morando nela definitivamente. Zaqueu aproveitou a oportunidade, tentou ver Jesus, mas foi impedido pela multidão. Não desistiu, mas correu e subiu numa árvore. Tudo o que Zaqueu fez chama-se fé. Sua fé demonstrada nas suas ações chamou a atenção de Jesus. Comparando com a cura do paralítico de Cafarnaum, é como se dissesse “vendo-lhe a fé”. Jesus olhou para cima e disse “Zaqueu, desce depressa, pois hoje me convém ficar em tua casa”. A Bíblia não fornece detalhes, mas ao receber Jesus em sua casa “com alegria”, Zaqueu foi liberto do espírito de cobiça. Passou a ser um homem livre, e se dispôs a usar a sua fortuna para ajudar seus semelhantes “os pobres”, já que antes os explorava. Jesus concluiu esta visita dizendo que Zaqueu era filho de Abraão, que fora salvo da cobiça, e que tinha sido achado, já que antes estava perdido.

Neste momento, estamos vendo no noticiário, que a Argentina entrou em situação de Calote, já que não consegue pagar os seus credores internacionais. Os socialistas colocam a culpa nos militares, e estes a colocam nos socialistas. Na verdade, Jesus visitou a Argentina a alguns anos, o que é chamado na linguagem religiosa de avivamento espiritual. Durou quinze anos o avivamento argentino. Quem, como Zaqueu, aproveitou a oprtunidade, aprendeu a lição. A solução não está nem na ideologia militarista, nem na socialista. Os inimigos da argentina não são nem os militares, nem os socialistas, mas Satanás, que envia espíritos invisíveis para capturar a mente do povo, como capturou a mente de Zaqueu e de Acã. A felicidade de uma sociedade é quando ela se volta para Deus, por meio de seu filho, Jesus de Nazaré, e usa o poder para fazer justiça, e a sua riqueza para ajudar os pobres. Quem escraviza o homem é o pecado, tenha ele o bem estar material que tiver, e só Jesus pode libertá-lo. 

Todavia, o mundo é regido por leis espirituais, e, se a Bíblia é a palavra de Deus, como eu creio que seja, é dela que devemos tirar os princípios que nos trarão prosperidade. Deus disse para Abraão “Abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei quem te amaldiçoar” (Gn.12:3). A tomada de posição de toda a América Latina, contra Israel, numa recente decisão da ONU, é preocupante. Foram vinte e nove países contra Israel (toda a América Latina), dezessete abstenções (quase todos da Europa), somente um a favor de Israel (EUA). Quem for ateu ou materialista, que ria; quem achar que é credulidade e superstição, também; porém, se for verdade, todos nós iremos sofrer as conseqüências. Pode ser coincidência, mas ontem o noticiário dizia que a economia americana estava melhorando, e a do Brasil, piorando. Vamos todos orar pela Argentina e pelo Brasil, pelos nossos governantes e pelos deles, para que tomem decisões acertadas.

quarta-feira, 30 de julho de 2014

A LEI DA RECIPROCIDADE

Quando Israel estava conquistando a terra de Canaã, as tribos de Judá e de Simeão, sob a liderança da primeira, guerrearam contra os cananeus e  “o Senhor lhes entregou nas mãos os cananeus e os perizeus”. (Jz.1:4). 

Eles encontraram Adoni-Bezeque, rei de Beseque, a quem derrotaram, e lhe cortaram os dedos polegares das mãos e dos pés. Então Adoni-Beseque confessou que “setenta reis, com os dedos polegares das mãos e dos pés cortados, apanhavam migalhas debaixo da minha mesa. Deus me pagou conforme fiz a eles.” (Jz.1:5-7). 

Este homem cruel só reconheceu a justiça de Deus quando estava na desgraça. Dizem que o poder corrompe, pois quem tem o poder nas mãos, geralmente se enche de orgulho e esquece de que é um ser humano mortal, que pode cair debaixo do juízo de Deus a qualquer hora. Os poderosos da terra devem se lembrar, de que este nosso mundo é governado por uma teocracia invisível, um Deus que se manifesta quando quer e a quem quer. 

A Bíblia diz que Deus sente indignação todos os dias. Certamente por contemplar os atos injustos dos humanos. 

O salmista diz que Jeová é um Deus que se esconde. E mesmo quando faz justiça na terra, faz com que pareça causa natural. Até mesmo esconde dos oprimidos  a sua justiça contra o opressor, para que este vendo, não se glorie. A teocracia invisível que governa a Terra raras vezes é revelada na Bíblia, porém, numa dessas vezes foi registrado no livro de reis. “O rei de Israel e Josafá, rei de Judá, vestidos de seus trajes reais, estavam assentados cada um no seu trono, , na praça à entrada da porta de Samaria; e todos os profetas profetizavam diante deles...Vi o Senhor assentado no seu trono, e todo o exército celestial em pé junto a Ele, à sua direita e à sua esquerda.” (I Rs. 22:10,19). Os dois reis humanos podiam se considerar muita coisa, mas tinham de lembrar que sobre eles, pairava um trono maior do que o deles, e nele se assentava um Senhor maior do que eles. Foi disto que Adoni-Bezeque se esqueceu. 

Nos salmos está escrito muitas vezes que Deus é juiz, e que vai julgar os atos humanos quando quiser, e da maneira que quiser. Jesus disse que “Tudo que quereis que os homens vos façam, fazei também a eles.” (Mt.7:12). E Paulo disse “Tudo que o homem semear, isso também colherá.” (Gl.6:7). Tanto as nossas ações, quanto as nossas palavras, são sementes, que darão fruto no devido tempo, e que seremos obrigados a colher. E não somente os reis e poderosos da terra, mas, até mesmo qualquer ser humano, que exerce autoridade de liderança sobre seu semelhante, será julgado por Deus. Tanto no exercício desumano do poder e da autoridade, quanto na omissão de ajuda, Deus pedirá contas. Paulo ainda diz “enquanto temos oportunidade, façamos o bem a todos, principalmente aos da família da fé.” (Gl. 6:10). 

Deus diz de Abraão “Porque eu o tenho conhecido, que ele há de ordenar a seus filhos e a sua casa depois dele, para que guardem o caminho do Senhor, para obrarem com justiça e juízo; para que o Senhor faça vir sobre Abraão o que acerca dele tem falado.” (Gn.18:19). E Paulo diz “Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo.” (Rm.14:17). Adoni-Bezeque foi injusto e cruel para com aqueles que estavam debaixo de sua autoridade. Neste caso o instrumento do juízo de Deus foi Israel, através de Judá e Simeão. Então, vamos usar de misericórdia para com o nosso semelhante, para que Deus use de misericórdia para conosco, a começar dentro da nossa casa, no meio da nossa família. E também, se sofremos ou contemplamos opressão, peçamos a Deus, e esperemos que Ele, no exercício da sua soberania, escolha o tempo e o modo da retribuição, e os instrumentos que irá usar.

Espiritualizando o caso de Adoni-Bezeque, este representa Satanás, e os setenta reis representam os reis e governantes da terra. A falta dos polegares das mãos e dos pés, é uma representação do desequilíbrio com que os governantes do mundo exercem seu governo, por influência espiritual do maligno. Mas a lei da reciprocidade também atinge o mundo espiritual, pois chegará o dia em que ele será também punido. “O inferno desde o profundo se turbou por ti, para te sair ao encontro na tua vinda; despertou por ti os mortos, e todos os príncipes da terra, e fez levantar dos seus tronos a todos os reis das nações. Estes todos responderão, e te dirão: Tu também adoeceste como nós, e foste semelhante a nós. Já foi derrubada no inferno a tua soberba com o som dos teus alaúdes; os bichinhos debaixo de ti se estenderão, e os bichos te cobrirão.” (Is.14:9-11).

terça-feira, 29 de julho de 2014

POR QUE JESUS MORREU?


PELA  NAÇÃO DE ISRAEL

Em João 11:49-51, o sumo sacerdote Caifás profetizou que Jesus morreria pela nação de Israel. Como é uma profecia biblicamente confirmada, foi Deus quem falou pela boca de Caifás, e revelou uma verdade que ele não poderia saber de modo natural, uma vez que não cria que Jesus era o Messias. 

Numa leitura superficial passa despercebida a importância dessa profecia, mas quando paramos para refletir no seu significado, podemos ficar admirados. Nação é ETNOUS, raça, povo, etnia, no caso a nação dos judeus. O centurião romano de Cafarnaum, enviou a Jesus alguns líderes judeus, para pedir-lhe que lhe curasse o servo, e lhe disseram: “Ele é digno de que lhe concedas isso; porque ama a nossa NAÇÃO e ele mesmo construiu para nós a sinagoga.” (Lc. 7:1-10).  Jesus atendeu o pedido. O centurião amava a nação dos judeus. 

Quando estava preso em Roma, o apóstolo Paulo, falando com os líderes judeus da cidade, disse: “Mas opondo-se a isso os (líderes) judeus, vi-me obrigado a apelar para César, não tendo, contudo, nada de que acusar a minha nação.” (At. 28:19).  Mesmo sabendo que os líderes judeus de Jerusalém estavam errados, Paulo não quis acusar a sua nação, sabendo que não era uma nação qualquer. Em outro texto, Paulo prossegue, falando da nação de Israel: “Que são Israelitas, dos quais é a doção de filhos, e a glória, e os concertos, e a lei, e o culto, e as promessas; dos quais são os pais, e dos quais é Cristo segundo a carne, o qual é sobre todos, Deus bendito eternamente.” (Rm. 9:4,5). 

Jesus não morreu pelo Brasil, nem pela Bolívia, nem pelos EUA, nem pela Arábia, nem pela Palestina, como nação, etnia ou povo. Se assim é, a guerra entre Israel e a Palestina, não coisa simples. Deus está envolvido nisso. Aliás, Deus tem um compromisso com a nação de Israel, que não tem com nenhuma outra. Porém, nós outros, podemos ter acesso ao reino de  Deus, de forma individual, incluídos no mandato de Jesus “Fazei discípulos de todas as nações” e “pregai o Evangelho a toda criatura”, mediante a fé no Messias judeu, Jesus de Nazaré. 

Os brasileiros, os bolivianos, os americanos, ao árabes, os palestinos, deveremos estar incluídos na multidão que João viu em Apocalipse: “Depois destas coisas olhei, e eis aqui uma multidão, a qual ninguém podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, que estavam diante do trono, e perante o Cordeiro, trajando vestidos brancos e com palmas nas mãos.”(Ap.7:9). Essa é a contribuição das nações para o reino de Deus. Mas não é o caso da nação de Israel, pois dela está escrito, no mesmo capítulo 7 de Apocalipse: “E ouvi o número dos assinalados, e eram cento e quarenta e quatro mil assinalados, de todas as tribos dos filhos de Israel.” (Ap.7:4-8). Segue-se os nomes das doze tribos dos filhos de Jacó, de onde vem as doze tribos que formam a nação de Israel. Doze mil de cada tribo, totalizando cento e quarenta e quatro mil.

A guerra entre Israel e o Hamás passa por esse entendimento. O Hamás não aceita a existência da nação de Israel naquela terra. Porém, se Deus está cumprindo a sua palavra de restaurar a nação, o preço pela nação já foi pago. Jesus já morreu por ela. Então é suicídio se meter numa briga dessa. O Hamás pode estar como os antigos judeus, ao perseguir a Igreja judaica, lutando contra Deus, mesmo sem saber, como disse o rabino Gamaliel. “E agora digo-vos: Daí de mão a estes homens, e deixai-os, porque, se este conselho ou esta obra é de homens, se desfará, mas, se é de Deus, não podereis desfazê-la; para que não aconteça serdes também achados combatendo contra Deus.” (At. 5:38,39).

COMO NÃO SE DESVIAR


1.       DANDO OUVIDOS À CONSCIÊNCIA
Em I Tm. 1:19 Paulo diz “Conservando a fé, e a boa consciência, rejeitando a qual alguns fizeram naufrágio na fé” e em 1:5 “Ora o fim do mandamento é o amor de um coração puro, e de uma boa consciência, e de uma fé não fingida.” A consciência é a voz de Deus falando conosco, e bem fazemos em lhe dar ouvidos. O pecado embruteceu a consciência do homem, mas o Espírito Santo a ativa.

2.       Em I Tm. 4:1 Paulo diz “Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos alguns apostatarão da fé, por darem ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrina de demônios.” A atuação dos demônios se conhecerá pela doutrina. A apostasia dos últimos dias será pelo ensino de espíritos enganadores. Estamos numa época em que a experiência religiosa é enfatizada em detrimento da doutrina religiosa. A Bíblia fala de sã doutrina em oposição à falsa doutrina. As pessoas que estão adotando o falso ensino dos demônios, estão sendo enganadas e precisam ser advertidas. Paulo prossegue “Pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a própria consciência.” (I Tm.4:2). A falsa doutrina é  “proibindo o casamento” (Igreja Católica), e “ordenando a abstinência de alimentos” (Adventismo). A consciência cauterizada fica insensível, e não pode o alarme do perigo.

3.       Em I Tm.6:10 Paulo diz “Porque o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores.” Não é o dinheiro que é o mal, mas o amor ao dinheiro. O dinheiro em si é neutro. Jesus disse que não podemos servir a Deus e a Mamom. O amor ao dinheiro é chamado de avareza, que é idolatria. Porque o dinheiro pode se tornar um ídolo, um  deus na vida da pessoa que o serve. O diabo conhece o poder sedutor do dinheiro na vida das pessoas, e não perde tempo em tentar seduzi-las com esse poder. Jesus disse “Buscai em primeiro lugar o reino de Deus e a sua justiça, e todas estas coisas serão acrescentadas.” (Mt.6:33). (“Estas coisas” são comida, bebida e roupa). Dinheiro é bom, desde que seja ganho de maneira legítima, e seja usado de maneira justa.

4.       Em I Tm.6:20,21 Paulo diz “Ó Timóteo, guarda o depósito que te foi confiado, tendo horror aos clamores vãos e profanos e às oposições da falsamente chamada ciência; a qual professando-a alguns, se desviaram da fé.” Estamos numa geração em que quase todo o conhecimento é chamado de científico, para dar legitimidade. A Bíblia é tratada com desprezo, seu conteúdo como mito, lendas e superstição, embora tanto a ciência quanto a tecnologia, tenham sido inspiradas por ela, e produzido a civilização ocidental. Um bom exemplo é a teoria da evolução, “uma hipótese de laboratório”, segundo o próprio Darwin, que é chamada de científica, embora esteja desacreditada em boa parte do mundo civilizado. Não é a religião que é a Palavra de Deus, mas a Bíblia. A má interpretação da Bíblia é que tem dado munição para os céticos, como no caso de Galileu. A igreja estava errada, mas não a Bíblia. A pseudo ciência é que é o perigo. A verdadeira ciência é de Deus, pois ela consiste em descobrir o que Deus criou e escondeu. Então temos de crer no que a Bíblia, corretamente interpretada, diz, e não no que dizem pessoas que têm um posição a priori.

5.       Em II Tm. 2:18 Paulo diz “Os quais se desviaram da verdade, dizendo que a ressurreição era já feita, e perverteram a fé de alguns.” Heresia é como isto se chama. Essa dizia que a ressurreição já havia ocorrido. Essa heresia pode estar sendo ensinada em nossos dias, mas, não somente ela, porém, também muitas outras. Antigamente havia uma disciplina chamada de Heresiologia, mas hoje nem sei se ainda existe. No afã de crescimento numérico e de ter experiências espirituais, ambas aspirações legítimas, a igreja pode se descuidar, e adotar várias heresias, que levem alguns a se desviarem e perverterem a fé de outros. Então temos de cuidar de conferir o ensino e as doutrinas, cuidadosamente pela Bíblia, e não somente pela sua funcionalidade, ou seja, se funciona, isto é, se trouxer resultados, eu adoto.

6.       Em II Tm. 4:4  Paulo diz “E desviarão os ouvidos da verdade voltando às fábulas.” Esses são os que desejarão ouvir coisas agradáveis, e reunirão doutores que lhes digam essas coisas. Se o pregador disser somente coisas agradáveis de ser ouvidas, a multidão virá, mas se disser coisas que o povo não se agradar, não virá. É claro que o Evangelho é Boas Notícias, Boas Novas, mas também é um ultimato da parte de Deus, para que o homem se arrependa e obedeça a Ele. Deus é um Pai responsável, que nos elogia e abençoa quando lhe obedecemos, mas também nos repreende e castiga quando lhe desobedecemos. O pregador deve dizer coisas agradáveis, quando for o caso,  mas também dizer coisas desagradáveis, quando for necessário, sob pena de prevaricar. O crente sincero, ao ouvir coisas desagradáveis, palavras de correção, deve se arrepender, e agradecer a Deus pelo aviso, e voltar à verdade, deixando as fábulas.

domingo, 27 de julho de 2014

A ERA DO ESPÍRITO SANTO


No Antigo Testamento era o Deus Pai quem enviava os profetas, pois disse para Jeremias “Não digas: eu sou uma criança; porque aonde quer que eu te enviar, irás: e tudo quanto te mandar  dirás.” (Jr. 1:7). E mais “Toma o cinto que compraste e trazes sobre os teus lombos, e levanta-te; vai ao Eufrates, e esconde-o ali na frente de uma rocha.” (Jr.13:4). E ao profeta Isaías “Depois disto ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Então disse eu: Eis-me aqui envia-me a mim.” (Is.6:8). E dos falsos profetas “Não mandei os profetas, e todavia eles foram correndo; não lhes falei a eles, e todavia eles profetizaram.” (Jr. 23:21).

No Novo Testamento,  durante o ministério publico de Jesus, este enviou os apóstolos e demais discípulos, como está escrito: “Jesus enviou estes doze, e lhes ordenou, dizendo: Não ireis pelo caminho das gentes, nem entrareis em cidades de samaritanos; mas ide antes às ovelhas perdidas da casa de Israel.” (Mt.10:5,6). E em Lc. 10:1 “E depois disto designou o Senhor ainda outros setenta, e mandou-os adiante da sua face, de dois em dois, a todas as cidades e lugares aonde ele havia de ir.” E em Jo. 20:21 “Disse-lhes pois Jesus outra vez: Paz seja convosco; assim como o Pai me enviou, também eu vos envio a vós.” E em Mc. 16:15,16 “E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o Evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado.” Então no A.T. era Deus o Pai que protagonizava o exercício da autoridade, mas durante o ministério público de Jesus, era o Deus filho quem o fazia.

Mas, no dia de Pentecoste, parece haver uma nova mudança de paradigma, pois o Espírito Santo desce sobre a igreja, com sinais semelhantes aos que aconteceram na outorga da lei no monte Sinai.

 “E aconteceu, ao terceiro dia, ao amanhecer, que houve trovões e relâmpagos sobre o monte, e uma espessa nuvem, e um sonido de buzina mui forte, de maneira que estremeceu todo o povo que estava no arraial.” (Ex.19:16). 

E em At. 2:2,3 “E de repente vem do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados. E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles.” 

O fenômeno do Monte Sinai, foi Deus o Pai dando a sua lei escrita a Moisés e ao povo de Israel. No Monte da transfiguração, aconteceu algo parecido, por isso eu o chamo de Monte Sinai do Novo testamento. No Monte da Transfiguração o rosto e a roupa de Jesus brilharam, Moisés e Elias apareceram brilhando, uma nuvem os cobriu com a sua sombra, e a voz de Deus foi ouvida, como no monte Sinai: “Este é o meu amado Filho; a ele ouvi.”(Lc. 17:28-36). O Deus que deu a sua lei no monte Sinai, agora diz que o filho falará em seu lugar. É a lei de Cristo. 

As manifestações sobrenaturais são: O Pai se manifesta no monte Sinai, o Filho se manifesta no Monte da Transfiguração, e o Espírito Santo se manifesta no dia de Pentecoste, no cenáculo. É interessante que a fórmula profética do Antigo Testamento,  “Assim diz o Senhor”, é mudada pelo profeta Ágabo para “Isto diz o Espírito Santo”. (At. 21:11). E, com respeito ao envio dos mensageiros comissionados, há também uma mudança de paradigma. O Pai enviou os profetas no Antigo testamento, e o Filho enviou os apóstolos no Novo. E agora, no livro de Atos, é o espírito Santo quem envia. “E na igreja que estava em Antioquia havia alguns profetas e mestres...E assim estes (Barnabé e Saulo), enviados pelo Espírito Santo, desceram a Selêucia e dali navegaram para Chipre.” O Espírito Santo havia dito “Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado.” (At. 13:1-4). Tanto Barnabé quanto Paulo, são chamados de apóstolos, em At.14:4,14). 

Assim, sem diminuir a autoridade do Pai, nem a do Filho, nós estamos, por assim dizer, na Era do Espírito Santo, e podemos dizer que somos discípulos do Espírito Santo.