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domingo, 11 de outubro de 2015

COMO SERÁ A VIDA NO MILÊNIO


          A doutrina do Milênio está em Apocalipse 20:1-7. Em grego,  a palavra mil é kília, a doutrina do Milênio é kiliasmo, e os aficionados a esta doutrina são chamados de kiliastas. 

          Creio num milênio literal, quando Jesus estará reinando no trono de Davi, em Jerusalém, assessorado pela igreja, esta já com o corpo imortal.
 “Deus, o Senhor,  lhe dará o trono de Davi, seu pai; ele reinará para sempre sobre a casa de Jacó, e o seu reinado não terá fim.” (Lc.1:32,33).
 As condições que prevalecerão na terra, durante o milênio,  estão descritas em várias partes da Bíblia. “Pois a terra se encherá do conhecimento da glória do Senhor, como as águas cobrem o mar.” (Habacuque 2:14). Muitos pensam que esta condição será resultado da ação evangelística e missionária da igreja na terra,  mas não será. Será, sim, resultado da vinda do Senhor Jesus Cristo, com todos os seus anjos. (Ap. 19:11-16). 

O mesmo texto de Habacuque está em Isaías: “porque a terra se encherá do conhecimento do Senhor,  como as águas cobrem o mar.” (Is.11:9).  Porém, os versículos que vêm antes,  descrevem com clareza de detalhes, como será a vida na terra durante o milênio, lembrando que Satanás estará preso no abismo, e que haverá muita paz nesse tempo. 
“O lobo habitará com o cordeiro, e o leopardo se deitará junto ao cabrito; o bezerro, o leão novo e o animal cevado andarão juntos, e um pequenino os guiará. A vaca e a ursa pastarão juntas, e as suas crias juntas se deitarão; o leão comerá  palha como o boi. A criança de peito brincará sobre a toca da áspide, e o já desmamado meterá a mão na cova do basilisco.” (Is. 11:6-8). 
Já no final de sua profecia, Isaías repete este mesmo ensinamento, como que para nos lembrar de sua importância. “O lobo e o cordeiro pastarão juntos, e o leão comerá palha como o boi; pó será a comida da serpente. Não se fará mal nem dano algum em todo o meu santo monte, diz o Senhor.” (Is. 65:25). 

Pode parecer estranho que isto aconteça, pois nós nascemos neste mundo amaldiçoado, cheio de perigos, e não lembramos mais de como era a terra, antes da maldição. Como Isaías fala da comida da serpente, lembremos como Deus amaldiçoou-a, logo depois do pecado. “rastejarás sobre o teu ventre e comerás pó todos os dias da tua vida” (Gn.3:14). Não sabemos que forma a serpente tinha,  antes da maldição. Dizem alguns estudiosos que ela tinha asas e voava, mas que, depois da maldição,  foi reduzida à forma primitiva de um verme rastejante. Deus amaldiçoou a terra por causa de Adão, “maldita é a terra por tua causa...ela te produzirá espinhos e abrolhos” (Gn.3:17,18).  Não sabemos como  era a vida na terra antes da maldição, causada pelo pecado. Sabemos que a natureza do homem mudou, pois logo em seguida, Caim matou perversamente seu próprio irmão, Abel. (Gn.4:8). 

É lógico que a natureza dos animais também mudou para se tornar predadora, sendo que antes,  eles eram meigos e herbívoros. Mas, no milênio, as coisas mudarão, pois Isaías também diz, 
"Não haverá mais nela criança para viver poucos dias,  nem velho que não cumpra os seus; porque morrer aos cem anos é morrer ainda jovem, e quem pecar só aos cem anos será amaldiçoado.” (Is.65:20).  
Adão viveu 930 anos,  Jarede 962,  Matusalém 969, Noé 950, Abraão 175, Isaque 180, Jacó 147 anos. Esses anos foram literais. A Bíblia diz, anos de doze meses, meses de trinta dias, dias de vinte e quatro horas. Esse tempo vai voltar. 

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

MEGA IGREJA: CRSCIMENTO E MULTIPLICAÇÃO


Creio  que o crescimento da igreja tem um paralelo no crescimento da humanidade e no crescimento da nação de Israel. Deus começou com Adão, depois com Abraão, e depois com Jesus. Esses três personagens estão ligados.

1.       Adão. Deus disse para  Adão e Eva: “Sede fecundos (frutificai),  multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a”.  A palavra que se destaca é “multiplicar” e não aparece a palavra “crescer” aqui. Crescimento é diferente de multiplicar, pois crescimento é para cima, enquanto que multiplicação é para os lados, um é vertical e o outro e horizontal. É claro que a palavra “crescimento” vai aparecer em outros textos com o sentido horizontal, mas a idéia mais dominante é vertical. Adão e Eva não poderiam crescer pois já foram criados adultos, mas poderiam e deveriam se multiplicar, que é fazer muitas cópias de si mesmo. Caim e Abel foram cópias de Adão, e, pelo menos Caim,  constituiu família, que passou a ser uma cópia da família de seu pai. E assim a multiplicação da humanidade aconteceria, multiplicando pessoas e multiplicando famílias. Deus havia dito para Adão e Eva “enchei a terra” (Gn.1:28). Esse processo de multiplicação deveria continuar até encher toda a terra. Veja que o conceito de cidade começou com Caim “Caim edificou uma cidade e lhe chamou Enoque, o nome de seu filho” (Gn.4:17). Será que o modelo de uma igreja é uma cidade ou é uma família? Uma cidade é um conjunto de famílias reunidas? E um conjunto de igrejas reunidas é o quê? Uma mega igreja?  Depois do dilúvio Deus disse para Noé e seus filhos: “frutificai, e multiplicai-vos, e enchei a terra” (Gn.9:1). Deus repete o mesmo mandamento que havia dado a Adão e Eva. E novamente a palavra que se destaca é “multiplicar, ” e não “crescer”. Mais adiante aparece um homem chamado Ninrode “Cuxe gerou a Ninrode,o qual começou a ser poderoso na terra”. (Gn.10:8). “O princípio do seu reino foi Babel” (v.10). Ninrode significa “ele se rebelou” e foi o líder da rebelião da torre de Babel. Eles disseram “Vinde, edifiquemos  para nós uma cidade e uma torre ...para que não sejamos espalhados por toda a terra.” Deus havia dito para se espalhar, e eles disseram “não iremos nos espalhar como Deus quer”. Veja que o que começou com uma família no Éden, evoluiu para a cidade de Caim, depois a cidade de Ninrode, e agora aparece o conceito de reino “O princípio do seu reino foi Babel” (Gn.10:10). Babel é a famosa cidade de Babilônia. “Babilônia, a jóias dos reinos, glória e orgulho dos caldeus, será como Sodoma e Gomorra, quando Deus as transtornou.” (Is.13:19). A concentração de pessoas numa cidade ou numa igreja gera dois fatores: poder financeiro e poder político, que é o domínio. Também demanda uma mega estrutura, que exige muito dinheiro para manter. Sobre “domínio” é bom lembrar que Deus disse para Adão e Eva “dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todo animal que rasteja pela terra.” (Gn.1:28). Não mandou dominar pessoas, mas animais. É interessante que Jesus disse “Sabeis que os governadores dos povos os dominam e que os maiorais exercem autoridade sobre eles. Não é assim entre vós; pelo contrário, quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva.” (Mt.20:25,26). Pedro disse aos presbíteros “ pastoreai o rebanho de Deus...não como tendo domínio sobre os que vos foram confiados, antes, tornando-vos modelos do rebanho.” (I Pd.5:1-3).

2.       Abraão. Deus mandou Abrão sair da terra Dos caldeus e ir para uma terra que lhe mostraria. Disse-lhe “de ti farei uma grande nação”. (Gn.12:2). Agora não era o planeta todo, mas uma terra delimitada que seria ocupada, a terra de Canaã. No Egito, outra terra delimitada, os filhos de Abraão começaram o ver o cumprimento da promessa de Deus. Para Adão Deus deu uma ordem, para Abraão fez uma promessa. “Mas os filhos de Israel frutificaram, aumentaram muito, e se multiplicaram, e grandemente se fortaleceram, de maneira que a terra se encheu deles.” (Ex.1:7). Deus havia dito para Adão e Eva “enchei a terra”, mas era o planeta terra. Agora os filhos de Abraão encheram a terra do Egito, uma nação, mas não a nação deles. Mais à frente é dito “Mas, quanto mais os afligiam, tanto mais se multiplicavam e tanto mais se espalhavam”.(Ex. 1:12). O que Deus havia mandado a Adão e Eva, os filhos de Abraão conseguiram, se multiplicavam e se espalhavam, mas debaixo de perseguição. Talvez seja por isso que a igreja de Jerusalém teve a mesma experiência. “Naquele dia, levantou-se grande perseguição contra a igreja em Jerusalém; e todos, exceto os apóstolos, foram dispersos pelas regiões da Judéia e da Samaria...As multidões atendiam, unânime, ao que Filipe dizia...se espalharam até a Fenícia, Chipre e Antioquia...A mão do Senhor estava com eles, e muitos, crendo, se converteram ao Senhor.” (At.8:1,6;11:19,21). No caso de Israel, Deus queria concentrar um povo numa terra específica, para que as nações viessem a ele. O auge desse reino foi Salomão, que pesou tributos exorbitantes sobre o povo, causando depois de sua morte a divisão do reino. O poder político o levou a casar com muitas mulheres estrangeiras que lhe perverteram o c oração.

3.       Jesus. Este disse “Ide por todo o mundo, e pregai o Evangelho a toda a criatura” e “Fazei discípulos de todas as nações”. (Mc. 16:15 e Mt.28:18-20). Os discípulos também tiveram dificuldade de se espalhar, pois preferiam se concentrar em Jerusalém. Na torre de Babel Deus castigou com a confusão das línguas, em Jerusalém com a perseguição, a fim de obrigá-los a se espalharem. “Ora, naqueles dias, multiplicando-se  o número dos discípulos...Crescia a palavra de Deus, e, em Jerusalém, se multiplicava o número dos discípulos”. (At.6;1,7). “o povo cresceu e se multiplicou no Egito” (At.7:17). “Entretanto, a palavra do Senhor crescia e se multiplicava.” (At.12:24). “Assim, a palavra do Senhor crescia e prevalecia poderosamente”. (At.19:20). Babilônia era uma grande cidade, assim como Roma se tornou também. A igreja de Roma assumiu a forma da cidade, que era uma mega cidade, e se tornou uma mega igreja. A igreja passou a ser desse mundo, e se tornou um reino terreno, contado entre os reinos da terra, na cidade do Vaticano. O pastor da igreja, passou a ser o papa, um monarca ou um rei como os das nações. A igreja evangélica, ou pelo menos parte dela, está caminhando a passos largos, pelo mesmo caminho, procurando poder político e poder financeiro, através do conceito de mega Igreja. O poder que a igreja deve almejar é o poder do Espírito Santo, que não é nem político, nem financeiro, mas suficiente para a igreja cumprir a missão de fazer discípulos de todas as nações. A igreja deve se focar em multiplicação, no sentido horizontal, e não em crescimento, no sentido vertical. Lembremos da torre de Babel.