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sexta-feira, 9 de outubro de 2015

A QUINTA TROMBETA DO APOCALIPSE


Ap. 9:1-11 “O quinto anjo tocou a trombeta, e vi uma estrela caída do céu na terra” (v.1) e “O terceiro anjo tocou a trombeta, e caiu do céu sobre a terça parte dos rios...uma grande estrela, ardendo como tocha.  O nome da estrela é Absinto.” (Ap. 8:10,11). Estrela é anjo. “Eu via Satanás caindo do céu como um relâmpago.” (Lc.10:18). 

Dentro do Apocalipse a cronologia é incerta, pois coisas que aconteceram antes  podem ser registradas depois, como em Daniel: “O rei Belsazar deu um grande banquete a mil dos seus grandes e bebeu vinho na presença dos mil...Naquela mesma noite, foi morto Belsazar, rei dos caldeus.” (Dn.5:1,30) e, “No primeiro ano de Belsazar, rei da Babilônia, teve Daniel um sonho e visões ante seus” (Dn.7:1) e, “No ano terceiro do reinado do rei Belsaza r, eu, Daniel, tive uma visão depois daquela que eu tivera a princípio.” (Dn.8:1). 

Apocalipse fala de sete selos, sete trombetas e sete taças. Creio que dentro de cada uma dessas figuras, o registro tem uma seqüência cronológica. A quinta trombeta é precedida de quatro juízos terríveis que sobrevirá ao mundo. Esses juízos têm um paralelo com as dez pragas do Egito, registradas em êxodo, no tempo de Moisés. 

Creio que a igreja verdadeira não sofrerá esses juízos, pois Israel não sofreu. “Naquele dia, separarei a terra de Gózen, em que habita o meu povo, para que nela não haja enxames de moscas, e saibas que eu sou o Senhor no meio desta terra.” (Ex. 8:22). Tudo leva a crer que a igreja já terá sido tirada da terra, quando a quinta trombeta acontecer. Um anjo (estrela) cai do céu, e lhe foi dada a chave do poço do abismo , e ele abre o posso, e saem de lá seres semelhantes a gafanhotos, do tamanho de cavalos, que passam a atormentar os homens, pois tem cauda com ferrão, como os escorpiões e dentes como de leões, e, naturalmente, voam.    O tempo em que eles atormentarão os homens é de cinco meses, e os homens não poderão morrer, pois a morte fugirá deles. 

Têm estudiosos que acham que essa descrição dos seres é simbólica, mas eu creio que é literal. O ser humanos está acostumados a entender as coisas do ponto de vista da terra, e com as categorias da terra. Mas existem outros mundos, e outras dimensões, que tem seres tão diferentes dos conhecidos na terra, que pensamos logo tratar-se de uma linguagem figurada.  Mas não é o caso, pois Deus guardou esses seres no abismo, até o dia em que serão libertos para realizar a sua missão. 

O abismo pode ser o mesmo lugar chamado de Hades, mencionado no Novo Testamento, e governado por Abadom ou Apoliom, que pode ser o mesmo principado também chamado de Hades, tanto no Novo Testamento, como na mitologia grega. 

Alguém  pode perguntar o porque de tocar num assunto tão desagradável  e tão aterrorizante, que vai amedrontar o povo. Porém, não tocar, seria incredulidade, pois isso vai acontecer sim, e o povo precisa ser avisado. De Deus não se zomba. Jesus veio avisar os gentios do juízo (Mt. 12:18). E os crentes que vivem brincando de ser crentes, brincando com Deus, devem ser avisados para não cair nas mãos desses seres.  Não crer que isso vai acontecer, é se candidatar a sofrer nas mãos desses demônios que irão  se levantar sobre a terra. 

Deus quer arrependimento, para crentes e descentes, pois está escrito: 


“Os outros homens, aqueles que não foram mortos por esses flagelos, não se arrependeram das obras das suas mãos , deixando de adorar os demônios e os ídolos de ouro, de prata, de cobre, de pedra e de pau, que nem podem ver, nem ouvir nem andar,  nem ainda se arrependeram dos seus assassínios, nem das suas feitiçarias, nem da sua prostituição, nem dos furtos.” (Ap.9:20,21).

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

O REINO DE DEUS

Este é o tema preferido de Jesus. Não é a república, nem o império, mas o reino de Deus. Não é a democracia, que é o governo do povo, mas o reino. 

A democracia diz “Todo o poder emana do povo, e em seu nome será exercido”, mas a Bíblia diz “Deus falou isto uma vez, duas vezes eu ouvi: que o poder pertence a Deus”. (Sl. 62:11). Um reino tem um rei, uma lei, que é a manifestação da vontade do rei, uma circunscrição territorial, onde a autoridade do rei vigora ou exerce jurisdição, e um povo, que são súditos, e que se submetem a essa autoridade, obedecendo à sua lei. 

O rei tem um trono, que não é o lugar onde o rei senta para descansar, mas para exercer autoridade de juiz. Creio que foi daqui que derivou a expressão “ex catedra”, de cadeira, onde o professor se assenta para ensinar com autoridade. Jesus disse “Os escribas e  fariseus se assentam na cadeira de Moisés. Portanto, fazei e guardai tudo o que eles vos disserem; mas não lhes imiteis as obras, pois não praticam o que dizem.” (Mt.23:2,3).  A cadeira de Moisés era o lugar de ensinar com autoridade a lei de Moisés, ou de Deus. Isaías disse “No ano em que morreu o rei Uzias, eu vi Jeová assentado sobre um alto e sublime trono, e as abas do seu manto enchiam o templo.” 

No Antigo Testamento, o rei do reino de Deus era Jeová, mas no Novo Testamento é Jesus, porque o Pai delegou ao Filho o direito de julgar e reinar.  Tudo indica que a sede do reino de Deus é um lugar, planeta, ou dimensão, que é chamado na Bíblia de céus, ou céu. Creio que o mundo físico, o que vemos, nos ensina muito do que seja o céu. Só para lembrar: tudo indica que o céu não é visível aos olhos humanos, por isso ele pode estar mais perto de nós do que pensamos, e o fato de não o vermos, não significa que ele não exista, ou que está imensamente distante. 

O nossos sistema solar, segundo se sabe, é constituído de oito planetas girando em torno do sol. Podemos até pensar que os demais planetas não são habitados, mas o que podemos dizer é que eles não tem uma forma de vida semelhante à nossa. Até mesmo o sol pode ser habitado por seres de fogo, pois em Gn.  3:24, a espada flamejante que se revolvia, pode ser uma criatura de fogo, em forma de espada. A “multiforme sabedoria de Deus” pode ser deduzida da variedade de formas de vida existentes só no planeta terra.

Imagine se Deus usou a sua multiforme sabedoria e ilimitado poder, para criar variedade de planetas, e diferentes formas de vida, peculiares a cada planeta. Se o céu é a sede do reino de Deus, ele pode ser a sede de uma federação intergaláctica (de galáxia) de planetas, governados a partir do trono de Deus.

E a terra seria apenas uma província em rebelião. Neste caso, o reino de Deus continua a existir, independentemente da terra em rebelião contra o rei e seu reino. Novamente usando o físico como metáfora do mundo espiritual, Ninrode, o líder da rebelião da torre de Babel, foi o primeiro homem que tentou tentar criar um reino na terra, independente de Deus. A reação do rei foi imediata, pois ele desceu e confundiu a língua deles, criando os idiomas, e espalhando os homens por toda a terra, além de criar os continentes, colocando os mares entre as porções de terra. 

Mas, devemos lembrar que o ser humano foi criado à imagem e semelhança de Deus, e que a rebelião foi induzida por um querubim que já se tinha rebelado no céu. A Bíblia, repetidamente, diz que Deus é longânimo, paciente, misericordioso, compassivo, tardio em irar-se e que se arrepende do mal. Mas não devemos nos iludir com esse lado da personalidade de Deus, pensando que ele é um paizão, permissivo, liberal, e que passa a mão pela cabeça de quem erra. Ele é justo. Ele combina amor e justiça, na sua personalidade, pois também é dito que ele de maneira nenhuma terá o culpado por inocente. Quando sua ira de derrama, saia do meio, pois ninguém pode detê-lo. 

Mas, apesar da terra, isto é, o mundo (kosmo) estar em rebelião “Deus amou o mundo de tal maneira, que deu o seu filho unigênito, para que todo aquele que nele Crer, não pereça, mas tenha a vida eterna.”(Jo.3:16). Deus quer que os humanos voltem a entrar no reino, pois “todos pecaram, e foram destituídos da glória de Deus.” (Rm.3:23). Jesus disse: “Jesus, porém, chamando-as a si, disse: Deixai que as crianças venham a mim e não as impeçais, porque o reino de Deus é dos que são como estas. Em verdade vos digo que quem não receber o reino de Deus como uma criança de modo algum entrará nele.” (Lc. 18:16,17). E mais “Então, vendo-o assim, Jesus disse: Como é difícil para os que têm riquezas entrar no reino de Deus! Pois é mais fácil um camelo passar pelo fundo de uma agulha do que um rico entrar no reino de Deus.” (Lc.18:24,25). Lucas continua no livro de Atos: “Mas, quando creram em Filipe, que lhes pregava acerca do reino de Deus e do nome de Jesus, deixaram-se batizar tanto homens quanto mulheres.” 

A maneira de entrar no reino de Deus, é adotando a autoridade do rei Jesus sobre si, se submetendo a ele e à sua lei, começando em se submeter ao batismo.

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

O RETORNO DE JESUS


Desde de que Jesus partiu da terra, depois de sua ressurreição, a espectativa de seu retorno, na mente de seus discípulos, é uma realidade. No momento de sua assunção, no monte das oliveiras, dois  anjos falaram aos discípulos, que mantinham seus olhos fixos no céu, onde o Senhor acabara de desaparecer, entre as nuvens. E disseram: 

“Homens galileus, por que estás olhando para o céu? Esse Jesus, que dentre vós foi elevado ao céu, virá do mesmo modo como o vistes partir.” (At.1:11). 

Eles, os discípulos, pensavam que Jesus voltaria logo. Talvez tenha sido esse um dos motivos porque eles deram tudo o que tinham como oferta. “Vendiam suas propriedades e bens, e os repartiam com todos, segundo a necessidade de cada um.” (At. 2:45). “Pois não existia nenhum necessitado entre eles; porque todos os que possuíam terras ou casas, vendendo-as, traziam o valor do que vendiam e o depositavam aos pés dos apóstolos. E se repartia a qualquer um que tivesse necessidade.” (At.4:34,35). Por isso, quando o profeta Ágabo, vindo de Jerusalém, profetizou que haveria uma grande fome no mundo, os irmãos resolveram mandar ajuda para a igreja da Judéia. “E os discípulos, cada um conforme  suas posses, resolveram enviar ajuda aos irmãos que habitavam na Judéia.”(At. 11:29). Posteriormente, o apóstolo Paulo teve de advertir as igrejas de que o retorno de Jesus não seria logo.

 “Irmãos, acerca da vinda de nosso Senhor Jesus Cristo e da nossa reunião com ele, vos pedimos que não mudeis facilmente o vosso modo de pensar nem fiqueis assustados por causa de espírito, palavra ou carta atribuídos indevidamente a nós, como se o dia do Senhor já estivesse bem perto. Ninguém vos engane de modo algum, pois isso não acontecerá sem que primeiro venha a apostasia e seja revelado o homem do pecado, o filho da perdição...” (II Ts. 2:1-3). 

Mas, agora, muito tempo já é passado, e convém que estejamos atentos para a vinda do Senhor Jesus Cristo. Fala-se por todo lugar, e muitos têm visões e sonhos a respeito do retorno de Jesus. Então, é preciso estar preparado, pois um dia ele virá, e por que não agora. Olhe para o mundo. Os homens perderam o controle da situação, e já é tempo de o céu intervir, como já aconteceu no dilúvio de Noé, onde o problema era a violência, e em Sodoma e Gomorra, onde o problema era o homossexualismo. Alguma semelhança com os dias atuais não é mera coincidência. Há um cálice de iniqüidade que precisa ficar cheio antes do transbordar da ira de Deus, em juízo. Esse cálice parece já estar quase transbordando. Mas o retorno de Jesus se dará para três tipos de públicos diferentes:

1.       PARA AS NAÇÕES  -  “Então aparecerá no céu o sinal do filho do homem, e todas as tribos da terra se lamentarão e verão o filho do homem vindo com poder e grande glória sobre as nuvens do céu.” (Mt.24:30).  Ele virá para ser visto por todas as tribos da terra, isto é, todas as nações. Nesse momento todo joelho se dobrará, e toda a língua confessará que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai. É sobre isso que o salmista fala “Beijai o Filho, para que ele não se irrite, e não sejais destruídos no caminho; porque em breve sua ira se acenderá. Bem-aventurados todos que confiam nele.” (Sl.2:12). Todas as tribos da terra se lamentarão, porque não reconheceram a tempo a autoridade e a importância de Jesus. Paulo também escreveu sobre isso ao dizer “quando o Senhor Jesus se revelar do céu com seus anjos poderosos em chama de fogo, punindo os que não conhecem a Deus...Estes sofrerão como castigo a perdição eterna, longe da presença do Senhor e da glória do seu poder.” Então Jesus virá para as nações, para exercer julgamento e castigo, por não o terem glorificado, quando estava ausente.

2.       PARA A NAÇÃO DE ISRAEL  -  “Ele vem com as nuvens, e todo o olho o verá, até mesmo aqueles que o traspassaram, e todas as tribos da terra se lamentarão por causa dele. Sim. Amém.” (Ap. 1:7). Esse texto é quase idêntico ao de Mateus 24, pois também aqui todas as tribos da terra se lamentarão por causa dele. Só que aqui há um acréscimo na expressão “até mesmo aqueles que o traspassaram”. Essa expressão se refere ao fato Jesus ter tido as mãos e os pés traspassados, como diz o salmo 22:16 “transpassaram-me as mãos e os pés.” Só que quem traspassou as mãos e os pés de Jesus com os pregos ou cravos, foram os soldados romanos, e ainda furaram seu lado com uma lança. (Jo.19:34). Mas Deus creditou na conta dos judeus, os atos dos soldados romanos, pois foram os judeus que entregaram Jesus aos romanos, só não o matando eles mesmos, porque eram impedidos pela lei romana. É o mesmo princípio da co-autoria enunciado pelo profeta Natan a Davi: “Tu mataste à espada  Urias, o heteu, e tomaste para ti a sua mulher; sim, tu o mataste com a espada dos amonitas.”(II Sm. 12:9).  Então, “os que o traspassaram” foram os judeus, ou a nação de Israel, que também se lamentarão, juntamente com as demais nações. O profeta Zacarias também viu aquele dia, pois registrou na sua profecia “Mas derramarei o espírito de graça e de súplica sobre a casa de Davi e sobre os habitantes de Jerusalém; eles olharão para aquele a quem traspassaram e o prantearão como quem pranteia por seu único filho; e chorarão amargamente por ele, como se chora pelo primogênito.” Israel lamentará por não ter reconhecido em Jesus, o seu Messias. Mas diferentemente das nações, Israel se converterá naquele dia, todos eles. Foi sobre isso que Paulo escreveu “e assim todo o Israel será salvo, como está escrito: O libertador virá de Sião e desviará de Jacó as impiedades; e esta é a minha aliança com eles quando eu tirar os seus pecados.” (Rm.11:26,27).

3.       PARA A IGREJA  -  “E Ele enviará seus anjos com um alto som de trombeta, os quais reunirão seus escolhidos desde os quatro ventos, de uma a outra extremidade do céu.” (Mt.24:31). Paulo também descreveu este acontecimento, dizendo “Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor no ares, e assim estaremos sempre com o Senhor.”(I Ts.4:16,17). Este texto mostra que o segundo advento, o arrebatamento da igreja, e a ressurreição dos justos, acontecerão no mesmo momento. A palavra “alarido” revela que o Senhor voltará num cenário de guerra. É o mesmo cenário de Ap. 19, que diz “E vi o céu aberto e eis um cavalo branco; e o que estava assentado sobre ele chama-se fiel e verdadeiro; e julga e peleja com justiça...E vi a besta, e os reis da terra, e os seus exércitos reunidos, para fazerem guerra àquele que estava assentado sobre o cavalo e ao seu exército...E a besta foi presa, e com ela o falso profeta... e vi as almas daqueles que foram degolados pelo testemunho de Jesus, e pela palavra de Deus, e que não adoraram a besta, nem a sua imagem...” Jesus voltará para a igreja, para ressuscitar seus mortos, e para transformar os vivos, e impedir que o anticristo e o falso profeta exterminem completamente a igreja, como já está acontecendo no Iraque. Em outro texto Paulo clareia mais este mistério: “Eis aqui vos digo um mistério: na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados. Num momento, num abri e fechar de olhos, ente e última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados.” (I Co.15:51,52). Então Jesus voltará para as nações, para os judeus (Israel), e para a igreja. Você, com certeza, pertence a um desses grupos. Então, se prepare.

quarta-feira, 30 de julho de 2014

A LEI DA RECIPROCIDADE

Quando Israel estava conquistando a terra de Canaã, as tribos de Judá e de Simeão, sob a liderança da primeira, guerrearam contra os cananeus e  “o Senhor lhes entregou nas mãos os cananeus e os perizeus”. (Jz.1:4). 

Eles encontraram Adoni-Bezeque, rei de Beseque, a quem derrotaram, e lhe cortaram os dedos polegares das mãos e dos pés. Então Adoni-Beseque confessou que “setenta reis, com os dedos polegares das mãos e dos pés cortados, apanhavam migalhas debaixo da minha mesa. Deus me pagou conforme fiz a eles.” (Jz.1:5-7). 

Este homem cruel só reconheceu a justiça de Deus quando estava na desgraça. Dizem que o poder corrompe, pois quem tem o poder nas mãos, geralmente se enche de orgulho e esquece de que é um ser humano mortal, que pode cair debaixo do juízo de Deus a qualquer hora. Os poderosos da terra devem se lembrar, de que este nosso mundo é governado por uma teocracia invisível, um Deus que se manifesta quando quer e a quem quer. 

A Bíblia diz que Deus sente indignação todos os dias. Certamente por contemplar os atos injustos dos humanos. 

O salmista diz que Jeová é um Deus que se esconde. E mesmo quando faz justiça na terra, faz com que pareça causa natural. Até mesmo esconde dos oprimidos  a sua justiça contra o opressor, para que este vendo, não se glorie. A teocracia invisível que governa a Terra raras vezes é revelada na Bíblia, porém, numa dessas vezes foi registrado no livro de reis. “O rei de Israel e Josafá, rei de Judá, vestidos de seus trajes reais, estavam assentados cada um no seu trono, , na praça à entrada da porta de Samaria; e todos os profetas profetizavam diante deles...Vi o Senhor assentado no seu trono, e todo o exército celestial em pé junto a Ele, à sua direita e à sua esquerda.” (I Rs. 22:10,19). Os dois reis humanos podiam se considerar muita coisa, mas tinham de lembrar que sobre eles, pairava um trono maior do que o deles, e nele se assentava um Senhor maior do que eles. Foi disto que Adoni-Bezeque se esqueceu. 

Nos salmos está escrito muitas vezes que Deus é juiz, e que vai julgar os atos humanos quando quiser, e da maneira que quiser. Jesus disse que “Tudo que quereis que os homens vos façam, fazei também a eles.” (Mt.7:12). E Paulo disse “Tudo que o homem semear, isso também colherá.” (Gl.6:7). Tanto as nossas ações, quanto as nossas palavras, são sementes, que darão fruto no devido tempo, e que seremos obrigados a colher. E não somente os reis e poderosos da terra, mas, até mesmo qualquer ser humano, que exerce autoridade de liderança sobre seu semelhante, será julgado por Deus. Tanto no exercício desumano do poder e da autoridade, quanto na omissão de ajuda, Deus pedirá contas. Paulo ainda diz “enquanto temos oportunidade, façamos o bem a todos, principalmente aos da família da fé.” (Gl. 6:10). 

Deus diz de Abraão “Porque eu o tenho conhecido, que ele há de ordenar a seus filhos e a sua casa depois dele, para que guardem o caminho do Senhor, para obrarem com justiça e juízo; para que o Senhor faça vir sobre Abraão o que acerca dele tem falado.” (Gn.18:19). E Paulo diz “Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo.” (Rm.14:17). Adoni-Bezeque foi injusto e cruel para com aqueles que estavam debaixo de sua autoridade. Neste caso o instrumento do juízo de Deus foi Israel, através de Judá e Simeão. Então, vamos usar de misericórdia para com o nosso semelhante, para que Deus use de misericórdia para conosco, a começar dentro da nossa casa, no meio da nossa família. E também, se sofremos ou contemplamos opressão, peçamos a Deus, e esperemos que Ele, no exercício da sua soberania, escolha o tempo e o modo da retribuição, e os instrumentos que irá usar.

Espiritualizando o caso de Adoni-Bezeque, este representa Satanás, e os setenta reis representam os reis e governantes da terra. A falta dos polegares das mãos e dos pés, é uma representação do desequilíbrio com que os governantes do mundo exercem seu governo, por influência espiritual do maligno. Mas a lei da reciprocidade também atinge o mundo espiritual, pois chegará o dia em que ele será também punido. “O inferno desde o profundo se turbou por ti, para te sair ao encontro na tua vinda; despertou por ti os mortos, e todos os príncipes da terra, e fez levantar dos seus tronos a todos os reis das nações. Estes todos responderão, e te dirão: Tu também adoeceste como nós, e foste semelhante a nós. Já foi derrubada no inferno a tua soberba com o som dos teus alaúdes; os bichinhos debaixo de ti se estenderão, e os bichos te cobrirão.” (Is.14:9-11).