quinta-feira, 12 de março de 2015

O MOVIMENTO ADLTR


Está surgindo um movimento chamado ADLTR (adúlteros). Esse movimento diz que a ciência descobriu que existe um terceiro sexo, que são os adúlteros, além de homem e mulher. O Movimento está ganhando força, e já existe como uma força poderosa na sociedade, tendo adeptos e simpatizantes em todos os seguimentos da sociedade. No seu seio estão pessoas de vários seguimentos sociais, e muitos artistas que escondiam sua condição de adúlteros, estão saindo do armário e corajosamente assumindo a sua condição de adúlteros. Dizem que esse Movimento já tem muitos representantes no Congresso Nacional, tendo sido formada a bancada dos adúlteros, que promete aprovar leis que irão beneficiar todo o seguimento do Movimento. Inclusive eles dizem que o Código Penal Brasileiro que é de 1940, está arcaico e obsoleto, tendo sido já revogado o artigo que considerava o adultério crime. Esse Movimento diz que sonha com um Brasil constituído só de adúlteros, e que eles lutam para que esse objetivo seja alcançado num futuro próximo. Dizem eles que ainda existem muitos adúlteros ocultos, mas que o grupo militante já alcançou grande progresso, inclusive em outras nações. E como sempre acontece, os teoristas da conspiração já estão dizendo que existe já um acordo do ADLTR com o MEC, para criar Cartilhas a serem adotadas nas escolas, a fim de que as crianças sejam ensinadas a não ter preconceito contra o adultério, mas o reconheçam como uma prática saudável, que deve ser adotada em uma sociedade livre de preconceito. Inclusive o Movimento não aceita mais a expressão “adultério”, pois diz que tem uma carga de preconceito, e está exigindo que seja chamado de “adulteralidade”. O Movimento também está se queixando de alguns religiosos fundamentalistas, que dizem que adultério é pecado, e que Deus condena tais práticas. Diz o ADLTR que o texto que esses religiosos estão usando é I Coríntios 6:9,10 que diz “Ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem os adúlteros...” Diz o ADLTR que esses religiosos fundamentalistas estão usando o texto fora do contexto, e que o apóstolo Paulo tinha preconceito contra os adúlteros, porque era tão feio, que nenhuma mulher quis casar com ele. Alega ainda o ADLTR que Jesus nunca falou contra o adultério, e que até absolveu a mulher adúltera. Outro argumento que o Movimento usa é o de que Deus é amor, e que o adultério é uma das maiores expressões de amor que se possa ter. E que o Deus de amor não vai jamais jogar um adúltero no inferno e que essa idéia é intriga da oposição. Recentemente, o noticiário apresentou uma cena na TV que causou grande discussão na sociedade. É que um casal de adúlteros foi pego se beijando publicamente, no meio da multidão. Esse grupo da teoria da conspiração, inclusive, anda dizendo que tem emissora de televisão se preparando para apresentar novelas que cada vez mais vão adotar casais de adúlteros na sua trama, a fim de que a sociedade se acostume com o tema. Esse mesmo grupo da teoria da conspiração e os religiosos fundamentalistas, diz o ADLTR, estão espalhando panfletos na calada da noite, que diz que a prática do adultério é perigosa, porque muitos maridos, ainda com uma mentalidade arcaica, naturalmente influenciados pela religião, estão matando, tanto o adúltero como a adúltera, e já existe até estatística do aumento de homicídios, causados por esses maridos psicopatas. Mas o Movimento ADLTR já respondeu à altura a esses panfletos, dizendo que não teme essas notícias, pois é uma tentativa de intimidar o movimento, mas isto não vai acontecer. Pelo visto muita coisa ainda vai rolar sobre esse assunto. É o fim do mundo mesmo. Isto é uma ficção.

A RIQUEZA DA IGREJA


“para que entre ti não haja pobre” (Dt.15:4).

Em Israel havia o ano da remissão. Remissão tem vários sentidos, mas o principal era perdão. Portanto, o ano da remissão era o ano do perdão. Ao fim de cada sete anos, cada israelense que havia emprestado alguma coisa a outro, deveria perdoar a dívida. Deveria fazer isso ao seu próximo ou ao seu irmão. Do estranho, isto é, do gentio, não precisava fazer. Somente depois disso é que Deus diz “para que entre ti não haja pobre”. Então o propósito de Deus era erradicar a pobreza de Israel. Israel seria uma vitrine para as outras nações, que perguntariam o por que de não haver pobre em Israel. Deus diz que se Israel fizesse isto, o próprio Deus os faria prosperar, revelando o princípio de que a prosperidade vem de Deus. 
“pois o Senhor, teu Deus, te abençoará abundantemente na terra que te dá por herança, para a possuíres, se apenas ouvires, atentamente, a voz do Senhor, teu Deus, para cuidares em cumprir todos estes mandamentos que hoje te ordeno.” (15:4,5). 
Essa é a mentalidade de Deus. A mentalidade do homem natural é que, para erradicar a pobreza, o governo deve, compulsoriamente, tomar do rico, para dar ao pobre. No caso de Deus, entra o fator voluntariedade, para saber se a pessoa vai obedecer a Deus ou não. Não compete ao governo terreno, mas ao governo de Deus. Já que a prosperidade vem de Deus, a escassez também vem, para aqueles que lhe desobedecem. Depois Deus diz “Pois nunca deixará de haver pobres na terra”. (Dt.15:11). Deus reconhece que só a nação de Israel conhecia a sua lei,e  as outras nações, por a desconhecerem, não conseguiriam erradicar a pobreza. O homem natural calcula o estado de pobreza, ou abaixo da linha de pobreza, segundo a quantidade de dólares para sobreviver. Deus revela que o status de pobre é reconhecido pela situação de necessitado. “para o necessitado, para o pobre na tua terra”. (Dt. 15:11). 

No N.T.  Jesus ensina que as necessidades  básicas do ser humano são comida, bebida, e roupa. Na igreja primitiva “nenhum necessitado havia entre eles” (At. 4:34). E o apóstolo Paulo afirma “E o meu Deus,segundo a sua riqueza em glória, há de suprir, em Cristo Jesus, cada uma de vossas necessidades”. Porém, o princípio para Israel era que cada um perdoasse a dívida de seu irmão, ao final de cada sete anos, a fim de que a pobreza fosse erradicada daquela nação.

Mas a cosmovisão do N.T.  é outra. O propósito de Deus para a igreja, não é erradicar a pobreza da igreja, mas erradicar a pobreza espiritual da igreja. Afinal, a igreja não é uma nação como Israel, politicamente organizada, mas uma nação diferente. Pedro diz “Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa...” (I Pd. 2:9). Mas o princípio é o mesmo, e está também baseado em perdão de dívidas. Mas é dívida espiritual. Jesus diz
 “e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores...Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso pai celeste vos perdoará; se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, tampouco vosso pai vos perdoará as vossas ofensas”. (Mt.6:12,14,15). 
Portanto, as dívidas são ofensas, que sofremos ou praticamos, e se convertem em dívidas espirituais. Porém, como no caso do A.T. , o novo também faz diferença entre o irmão e o estranho. “Se, pois, ao trazeres ao altar a tua oferta, ali te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti...” (Mt.5:23). Todo o texto fala do irmão, não do estranho. Em outro texto diz “Se teu irmão pecar contra ti, vai arguí-lo entre ti e ele só...Senhor, até quantas vezes meu irmão pecará contra mim, que eu lhe perdoe?...não devias tu, igualmente, compadecer-te do teu conservo, como também eu me compadeci de ti?” (Mt. 18:15,21,33). O conservo é o mesmo irmão do contexto. Num caso está em consideração os irmãos, no outro, os servos. Mas todos representam o outro crente. 

Por meio do perdão das dívidas espirituais, Deus quer erradicar do seio da igreja a pobreza espiritual. Os bens da igreja é a presença do Espírito Santo, por meio dos dons espirituais. (I Co. 1:5-7; 12:7). Observe que os heróis do A.T. eram ricos materialmente, Abraão, Isaque e Jacó. Os heróis do N.T. eram cheios do Espírito Santo, João Batista, Jesus e Paulo.

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

MEGA IGREJA: CRSCIMENTO E MULTIPLICAÇÃO


Creio  que o crescimento da igreja tem um paralelo no crescimento da humanidade e no crescimento da nação de Israel. Deus começou com Adão, depois com Abraão, e depois com Jesus. Esses três personagens estão ligados.

1.       Adão. Deus disse para  Adão e Eva: “Sede fecundos (frutificai),  multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a”.  A palavra que se destaca é “multiplicar” e não aparece a palavra “crescer” aqui. Crescimento é diferente de multiplicar, pois crescimento é para cima, enquanto que multiplicação é para os lados, um é vertical e o outro e horizontal. É claro que a palavra “crescimento” vai aparecer em outros textos com o sentido horizontal, mas a idéia mais dominante é vertical. Adão e Eva não poderiam crescer pois já foram criados adultos, mas poderiam e deveriam se multiplicar, que é fazer muitas cópias de si mesmo. Caim e Abel foram cópias de Adão, e, pelo menos Caim,  constituiu família, que passou a ser uma cópia da família de seu pai. E assim a multiplicação da humanidade aconteceria, multiplicando pessoas e multiplicando famílias. Deus havia dito para Adão e Eva “enchei a terra” (Gn.1:28). Esse processo de multiplicação deveria continuar até encher toda a terra. Veja que o conceito de cidade começou com Caim “Caim edificou uma cidade e lhe chamou Enoque, o nome de seu filho” (Gn.4:17). Será que o modelo de uma igreja é uma cidade ou é uma família? Uma cidade é um conjunto de famílias reunidas? E um conjunto de igrejas reunidas é o quê? Uma mega igreja?  Depois do dilúvio Deus disse para Noé e seus filhos: “frutificai, e multiplicai-vos, e enchei a terra” (Gn.9:1). Deus repete o mesmo mandamento que havia dado a Adão e Eva. E novamente a palavra que se destaca é “multiplicar, ” e não “crescer”. Mais adiante aparece um homem chamado Ninrode “Cuxe gerou a Ninrode,o qual começou a ser poderoso na terra”. (Gn.10:8). “O princípio do seu reino foi Babel” (v.10). Ninrode significa “ele se rebelou” e foi o líder da rebelião da torre de Babel. Eles disseram “Vinde, edifiquemos  para nós uma cidade e uma torre ...para que não sejamos espalhados por toda a terra.” Deus havia dito para se espalhar, e eles disseram “não iremos nos espalhar como Deus quer”. Veja que o que começou com uma família no Éden, evoluiu para a cidade de Caim, depois a cidade de Ninrode, e agora aparece o conceito de reino “O princípio do seu reino foi Babel” (Gn.10:10). Babel é a famosa cidade de Babilônia. “Babilônia, a jóias dos reinos, glória e orgulho dos caldeus, será como Sodoma e Gomorra, quando Deus as transtornou.” (Is.13:19). A concentração de pessoas numa cidade ou numa igreja gera dois fatores: poder financeiro e poder político, que é o domínio. Também demanda uma mega estrutura, que exige muito dinheiro para manter. Sobre “domínio” é bom lembrar que Deus disse para Adão e Eva “dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todo animal que rasteja pela terra.” (Gn.1:28). Não mandou dominar pessoas, mas animais. É interessante que Jesus disse “Sabeis que os governadores dos povos os dominam e que os maiorais exercem autoridade sobre eles. Não é assim entre vós; pelo contrário, quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva.” (Mt.20:25,26). Pedro disse aos presbíteros “ pastoreai o rebanho de Deus...não como tendo domínio sobre os que vos foram confiados, antes, tornando-vos modelos do rebanho.” (I Pd.5:1-3).

2.       Abraão. Deus mandou Abrão sair da terra Dos caldeus e ir para uma terra que lhe mostraria. Disse-lhe “de ti farei uma grande nação”. (Gn.12:2). Agora não era o planeta todo, mas uma terra delimitada que seria ocupada, a terra de Canaã. No Egito, outra terra delimitada, os filhos de Abraão começaram o ver o cumprimento da promessa de Deus. Para Adão Deus deu uma ordem, para Abraão fez uma promessa. “Mas os filhos de Israel frutificaram, aumentaram muito, e se multiplicaram, e grandemente se fortaleceram, de maneira que a terra se encheu deles.” (Ex.1:7). Deus havia dito para Adão e Eva “enchei a terra”, mas era o planeta terra. Agora os filhos de Abraão encheram a terra do Egito, uma nação, mas não a nação deles. Mais à frente é dito “Mas, quanto mais os afligiam, tanto mais se multiplicavam e tanto mais se espalhavam”.(Ex. 1:12). O que Deus havia mandado a Adão e Eva, os filhos de Abraão conseguiram, se multiplicavam e se espalhavam, mas debaixo de perseguição. Talvez seja por isso que a igreja de Jerusalém teve a mesma experiência. “Naquele dia, levantou-se grande perseguição contra a igreja em Jerusalém; e todos, exceto os apóstolos, foram dispersos pelas regiões da Judéia e da Samaria...As multidões atendiam, unânime, ao que Filipe dizia...se espalharam até a Fenícia, Chipre e Antioquia...A mão do Senhor estava com eles, e muitos, crendo, se converteram ao Senhor.” (At.8:1,6;11:19,21). No caso de Israel, Deus queria concentrar um povo numa terra específica, para que as nações viessem a ele. O auge desse reino foi Salomão, que pesou tributos exorbitantes sobre o povo, causando depois de sua morte a divisão do reino. O poder político o levou a casar com muitas mulheres estrangeiras que lhe perverteram o c oração.

3.       Jesus. Este disse “Ide por todo o mundo, e pregai o Evangelho a toda a criatura” e “Fazei discípulos de todas as nações”. (Mc. 16:15 e Mt.28:18-20). Os discípulos também tiveram dificuldade de se espalhar, pois preferiam se concentrar em Jerusalém. Na torre de Babel Deus castigou com a confusão das línguas, em Jerusalém com a perseguição, a fim de obrigá-los a se espalharem. “Ora, naqueles dias, multiplicando-se  o número dos discípulos...Crescia a palavra de Deus, e, em Jerusalém, se multiplicava o número dos discípulos”. (At.6;1,7). “o povo cresceu e se multiplicou no Egito” (At.7:17). “Entretanto, a palavra do Senhor crescia e se multiplicava.” (At.12:24). “Assim, a palavra do Senhor crescia e prevalecia poderosamente”. (At.19:20). Babilônia era uma grande cidade, assim como Roma se tornou também. A igreja de Roma assumiu a forma da cidade, que era uma mega cidade, e se tornou uma mega igreja. A igreja passou a ser desse mundo, e se tornou um reino terreno, contado entre os reinos da terra, na cidade do Vaticano. O pastor da igreja, passou a ser o papa, um monarca ou um rei como os das nações. A igreja evangélica, ou pelo menos parte dela, está caminhando a passos largos, pelo mesmo caminho, procurando poder político e poder financeiro, através do conceito de mega Igreja. O poder que a igreja deve almejar é o poder do Espírito Santo, que não é nem político, nem financeiro, mas suficiente para a igreja cumprir a missão de fazer discípulos de todas as nações. A igreja deve se focar em multiplicação, no sentido horizontal, e não em crescimento, no sentido vertical. Lembremos da torre de Babel.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

NOVAMENTE O RETORNO DE JESUS ou A parábola dos Trabalhadores da vinha


Mt. 20:1-16
Esta parábola ensina que o tempo de trabalho na vinha foi de doze horas ou de cinco vigílias contadas da seguinte maneira: as três vigílias iniciais foram de três horas cada, como acontece na noite, que é constituída de quatro vigílias. Mas o quarto período consta só de duas horas, da nona (três da tarde) à undécima (cinco da tarde). E o quinto período tem uma duração de uma hora somente, de cinco da tarde à seis da tarde, que é a hora duodécima. Vou considerar as doze horas como o período da graça ou a era da igreja. Vou considerar também que esse tempo deve durar dois mil anos. Não estou sendo preciso nem dogmático, mas tentando descobrir em que tempo estamos. “dos filhos de Issacar, conhecedores da época, para saberem o que Israel devia fazer, duzentos chefes e todos os seus irmãos sob suas ordens” (I Cr.12:32).

1.       O homem saiu a 1, 3, 6, 9, 11 horas para contratar trabalhadores para a sua vinha. No nosso sistema seria as 6 da manhã, às 9, ao meio-dia, às três da tarde, e às cinco da tarde.

2.       A vinha é a igreja, lembrando que é uma parábola o que estamos considerando. “Porque a vinha do Senhor dos exércitos é a casa de Israel, e os homens de Judá são a planta dileta do Senhor” (Is.5:7); “lavoura de Deus...sois vós” (I Co. 3:9); e os trabalhadores são os pastores (presbíteros, bispos), e não os crentes, as ovelhas; “Vendo ele as multidões, compadeceu-se delas, porque estavam aflitas e exaustas como ovelhas que não têm pastor. E, então, se dirigiu a seus discípulos: A seara, na verdade, é grande, mas os trabalhadores são poucos. Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara” (Mt.9:36-38).

3.       Com respeito aos pastores, ainda, Paulo diz “Porque de Deus somos cooperadores (Paulo e Apolo); lavoura de Deus, edifício de Deus sois vós” (I Co.3:9) e mais “Eu plantei, Apolo regou” (I Co. 3:6). Paulo usou o dom de Evangelista (pregador, kerigma), e Apolo o dom de mestre (didáskalos, ensino).

4.       O trabalho a ser realizado na seara está exemplificado no ministério de Jesus “E percorria Jesus todas as cidades e povoados, ensinando nas sinagogas, pregando o evangelho do reino e curando toda a sorte de doenças e enfermidades” (Mt.9:35). Este versículo é a repetição de Mt.4:23, que diz “Percorria Jesus toda a Galiléia, ensinando nas sinagogas, pregando o evangelho do reino e curando toda sorte de doenças e enfermidades entre o povo...endemonhados, lunáticos e paralíticos. E ele os curou. (versos 24 e 25). Era cura física, mental (lunático), e espiritual. Então o trabalho que os trabalhadores tinham de executar na vinha era: 1. Ensino; 2. Pregação; 3. Cura; e exorcismo.

5.       Jesus começou a chamar os trabalhadores em 30 d.C. (depois de Cristo). “Caminhando junto ao mar da Galiléia, viu dois irmãos, Simão, chamado Pedro, e André...Passando adiante, viu outros dois irmãos, Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão” (Mt.4:18-22).  Para saber a data aproximada do retorno de Jesus, basta dividir os dois mil anos de história da igreja, pelas doze horas do dia da parábola. Cada hora tem um valor aproximado de 166.6 anos. Se considerarmos que Jesus começou o seu ministério três anos e meio antes da sua  ressurreição, e a contagem deve ser a partir da ressurreição  e não do seu nascimento, poderemos arredondar os números da seguinte maneira: Começando com o ano zero, a partir da ressurreição, o homem saiu a segunda vez no ano 500 d.C. Saiu a terceira vez no ano 1000 d.C. saiu quarta vez no ano 1500 d. C. Saiu quinta vez no ano 1832 d. C. Então o retorno do Senhor será no ano de 1998 d.C. (1832+166=1998). Acrescentando a isso os 30 anos do nascimento chegamos a 2028 d.C.  Como estamos lidando com dados aproximados, sabendo que ficam muitas lacunas, mas chegamos quase à mesma data da outra mensagem, com outro raciocínio totalmente diferente deste. Não estamos querendo adivinhar a data, mas nos alertar, para que não sejamos pegos de surpresa pela seu retorno. Estes cálculos podem estar errados, e ele pode voltar antes disso. Devemos estar preparados para encontrar com ele o tempo todo. Lembremos da parábola das dez virgens.

sábado, 3 de janeiro de 2015

PODEMOS CALCULAR A DATA DO RETORNO DE JESUS?

“Mas a respeito daquele e hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, senão o Pai.”  (Mt.24:36).

William Miller (adventista) marcou o retorno de Jesus para 10 de dezembro de 1843. Como não aconteceu, ele marcou outra data: 22 de outubro de 1844. Também não aconteceu. De lá pra cá, muitos têm marcado a data do retorno de Jesus, mas em vão. Por causa disso, qualquer que tentar calcular a data do retorno de Jesus, é considerado herege ou fanático. Porém, Jesus falou do dia e da hora, deixando em aberto o mês e o ano. Ademais, Apocalipse lança um desafio à nossa inteligência, ainda que o tema seja outro. “Aquele que tem entendimento calcule o número da besta, pois é número de homem. Ora, esse número é seiscentos e sessenta e seis.”

Vou fazer algumas considerações, e que o leitor julgue por si mesmo.

1.       Supostamente estamos no ano  2015, contados a partir do nascimento de Jesus. Sabemos que o calendário gregoriano tem um erro, pois começou a contar o ano zero quando Jesus tinha aproximadamente 4 anos. Assim, estamos, na verdade, no ano 2019, contados a partir do nascimento de Jesus.

2.       Acontece que os anos são contados na Bíblia a partir da data em um rei assume o governo, e não a partir do seu nascimento. “No ano terceiro do reinado de Jeoaquim, rei de Judá, veio Nabucodonosor, rei da Babilônia, a Jerusalém e a sitiou (Dn.1:1)...No segundo ano do reinado de Nabucodonosor (Dn.2:1)...No primeiro ano de Belsazar, rei da Babilônia, teve Daniel um sonho...(Dn.7:1...No ano terceiro do reinado do rei Belsazar, eu, Daniel, tive uma visão...(Dn.8:1...No primeiro ano de Dario, filho de assuero, da linhagem dos medos...(Dn.9:1)...No terceiro ano de Ciro, rei da Pérsia, foi revelada uma palavra a Daniel...(Dn.10:1)”. Observe que o primeiro rei mencionado é rei de Judá (Israel), Jeoaquim. A partir daí, os reis mencionados são gentios, das nações. Porque Deus tirou a autoridade de governo (domínio) de Israel e a colocou nas nações gentias. Agora observe a sequência no Novo Testamento. “No décimo quinto ano do reinado de Tibério César (romano)..., veio a palavra de Deus a João, filho de Zacarias, no deserto.” (Lc.3:1,2). A autoridade de governo (domínio) ainda estava com os gentios. Agora veja o que Jesus disse depois de ressuscitar. “Toda a autoridade (governo, domínio) me foi dada no céu e na terra.” (Mt.28:18). Daniel também viu isto, pois disse “eu estava olhando nas minhas visões da noite, e eis que vinha com as nuvens do céu um como Filho do homem, e dirigiu-se ao Ancião de dias, e o fizeram chegar até ele. Foi-lhe dado domínio, e glória, e o reino, para que os povos, nações e homens de todas as línguas o servissem; o seu domínio é domínio eterno, que não passará, e o seu reino jamais será destruído.” (Dn.7:13,14).

3.       Dentro da cronologia bíblica, há uma possibilidade de que haja dois mil anos de Adão a Abraão, dois mil anos de Abraão até Jesus, o Messias, e dois mil anos de Jesus até a sua segunda vinda. De outro modo, como harmonizar a tipologia, que o judeu tinha de trabalhar seis dias e descansar no sétimo? Pedro disse “que, para o Senhor, um dia é como mil anos, e mil anos, como um dia.” (II Pd. 3:8). O planeta deverá sofrer os efeitos do pecado e a ação de Satanás e seus demônios por seis mil anos, e o sétimo milênio, é o Milênio em que Jesus estará reinando de fato e de direito. (Ap.20:4-6). A tipologia  também nos ajuda no caso do escravo hebreu, que deveria servir seis anos, mas no sétimo seria livre. (Ex.21:1,2). Também está escrito “Seis anos semearás o teu campo, e seis anos podarás a tua vinha, e colherás os seus frutos. Porém, no sétimo ano, haverá sábado de descanso solene para a terra, um sábado ao Senhor; não semearás o teu campo, nem podarás a tua vinha...ano de descanso solene será para terra.” (Lv. 25:1-5). Se o sétimo milênio não for o descanso do planeta, a tipologia terá falhado, o que sabemos ser impossível.

4.       Agora, se contarmos os dois mil anos de Jesus, não a partir do seu nascimento, mas da sua ressurreição, a história é outra. Já vimos que quando Jesus ressuscitou, recebeu toda a autoridade. Também a ressurreição de Jesus foi um nascimento, pois o sepulcro era um útero em que foi gerado o seu corpo imortal, e se cumpriu a palavra do salmo 2:7 “Tu és meu Filho, eu, hoje, te gerei.” Já que estamos no ano 2019 do seu nascimento, em que data estamos, contando a partir de sua ressurreição? Mais um detalhe. Creio que Jesus morreu com trinta e três anos e meio, pois o seu ministério terreno durou a metade de sete anos (da grande tribulação) e a outra metade será cumprida pela igreja, que estará três anos e meio na grande tribulação. Mas isto já outra história. É só subtrair (diminuir) 2019 menos 33,5 é igual a 1985,5. Então podemos fazer a conta assim: 2000 – 1985,5=14,5. Ou seja, faltam 14,5 anos (catorze anos e meio) para completar dois mil anos a contar da data em que Jesus recebeu toda a autoridade. Seguindo o calendário gregoriano, é só adicionar 14,5 anos a 2015, que vamos encontrar a data de 2029,5. Então, em julho de 2029 completará dois mil anos da partida de Jesus deste mundo. Será essa a data do seu retorno? Julgue você mesmo

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

O PROBLEMA DA CONSCIÊNCIA


“Ora o fim deste mandamento é o amor que procede de um coração puro, de uma boa consciência...”(I Tm.1:5), 

“conservando a fé e a boa consciência” (I Tm.1:19),

“Guardando o mistério da fé numa consciência pura” (I Tm.3:9), 

“Pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência” (I Tm. 4:2), 

“Dou graças a Deus, a quem desde os meus antepassados sirvo com uma consciência pura” (II Tm. 1:3). 

É impressionante como a consciência é mencionada tantas vezes, e isto somente nas cartas pastorais. Fala de consciência boa, consciência pura, mas também de consciência cauterizada. Se existe consciência boa, também existe a ruim. Se existe consciência pura, também existe a impura. Mas tem também a consciência cauterizada. Esta é a consciência insensível, que já não funciona. 

Creio que a consciência é uma espécie de alarme, que acende uma luz, quando fazemos ou estamos para fazer algo mau. É como o alarme em um carro, que dispara uma sirene quando o ladrão tenta roubá-lo. Se, porém, o alarme é desligado, o ladrão rouba o carro sem ser incomodado. No caso da consciência, quando ela é desligada, já não soa o alarme quando fazemos ou estamos para fazer coisas más. 

A consciência cauterizada de que Paulo fala, é a consciência na qual o alarme foi desligado, e pode fazer o mal à vontade sem se incomodar, nem perder o sono. É verdade que Paulo fala da atuação de espíritos enganadores e de demônios, neste contexto. A pesquisa psicológica diz que quatro por cento da população do mundo é constituída por psicopatas (também chamados de sociopatas), e que estes são pessoas que não têm consciência. Então num grupo de vinte e cinco pessoas, uma é um psicopata ou sociopata. Num grupo de cem pessoas, quatro são psicopatas, ou seja, destituídos de consciência. Os noventa e seis por cento da população do mundo estão vulneráveis, ou praticamente indefesos diante desses quatro por cento. 

Os assassinos em série são psicopatas, pois podem matar, até mesmo inocentes, durante muito tempo, sem que suas consciência os incomodem. Mas a maioria desses psicopatas estão entre nós e são pessoas altamente inteligentes, carismáticas, e simpáticas. Mas são dissimulados, mentirosos, e cruéis. Você pode morar ao lado de um, trabalhar com um, e (pasme) estar casado com um(ou com uma). 

Mas você pode dizer: isto é no mundo, mas na igreja é diferente. Acontece que Jesus disse que o joio e o trigo cresceriam juntos, e somente quando ele voltar haverá a separação. Abra os olhos, pois essa estatística pode se aplicar à igreja. Já descobri que Judas não era psicopata, pois depois de ter vendido Jesus, teve problemas com a sua consciência e foi se enforcar. 

Um psicopata pode fazer todo tipo de maldade, e cometer todo tipo de pecado, e jamais se sentirá culpado. Seu pastor pode ser um psicopata, e acobertado pelo manto da autoridade divina, ficará mais difícil desmascará-lo, ou escapar dele. “Ai dos pastores de Israel que se apascentam a si mesmos! Não apascentarão os pastores as ovelhas?” (Ez.34:2). Ore, mas também fique esperto, para não ser manipulado, abusado, torturado, oprimido, e eventualmente destruído por um psicopata, secular ou religioso. Recomendo  a leitura do livro MEU VIZINHO É UM PSICOPATA – Martha Stout, Ph. D. (Editora Sextante).

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

A TERRA ABENÇOADA


“Porque  a terra se encherá do conhecimento da glória do Senhor, como as águas cobrem o mar” (Hq. 2:14).

Diante dessa profecia de Habacuque, temos visto alguns líderes tentando cumpri-la, sem considerar o contexto. Sabemos que as águas cobrem o mar totalmente, ou, dito de outro modo, o fundo do mar. O conhecimento da glória do Senhor não é uma expressão fácil de ser entendida, mas podemos dizer que tem a ver com a Palavra de Deus. 

Jesus disse “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda a criatura” e “Fazei discípulos de todas as nações”. Portanto, todas as criaturas da terra deverão ouvir a mensagem da salvação, e todas as nações da terra deverão fornecer discípulos para o reino de Deus. Nem todas as criaturas aceitarão a mensagem do Evangelho, pois muitos rejeitarão. Por isso Jesus disse: quem não crer será condenado. E disse mais que “muitos entrarão pela porta larga que leva à perdição...e poucos entrarão pela porta estreita que leva á vida” (Mt. 7:13,14). “E este Evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as nações, e então virá o fim”(Mt.24:14). 

Mas para que a terra se encha do conhecimento da glória do Senhor como as águas cobrem o mar, será necessário mais que pregação mundial do Evangelho, será necessário que todos aceitem a mensagem, coisa que não irá acontecer. Temos de nos ater ao que Jesus mandou, que foi pregar o Evangelho a toda a criatura, não que toda criatura irá se converter. Mandou também fazer discípulos de todas as nações, não que todas as nações irão se tornar discípulas. Nós podemos pregar o Evangelho a toda criatura, mas só podemos fazer discípulos daquelas que o Senhor nos der, como está escrito: “E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar.” (At.2:47). 

Mas, como diziam os reformadores, Escritura se interpreta com Escritura, e um texto obscuro se interpreta à luz de outro texto mais claro. O profeta Isaías registrou quase a mesma expressão de Habacuque, pois disse “porque a terra se encherá do conhecimento do Senhor, como as águas cobrem o mar.”(Is.11:9). Isaías fala do conhecimento do Senhor, e Habacuque fala do conhecimento da glória do Senhor. Creio eu que essas expressões são sinônimas, representam a mesma coisa. Só que, diferente de Habacuque, Isaías fala do tempo em que isso acontecerá. Diz Isaías
 “E morará o lobo com o cordeiro, e o leopardo com  o cabrito se deitará, e o bezerro, e o filho de leão e a nédia ovelha viverão juntos, e um menino pequeno os guiará. A vaca e a ursa pastarão juntas, e os seus filhos juntos se deitarão, e o leão comerá palha como o boi. E brincará a criança de peito sobre a toca do áspide, e o já desmamado meterá a sua mão na cova do basilisco. Não se fará mal nem dano algum em todo o monte da minha santidade, porque a terra se encherá do conhecimento do Senhor, como as águas cobrem o mar.” (Is.11:6-9). 
Isto acontecerá no Milênio, depois de Jesus voltar, e estiver reinando literalmente na terra. Há ainda outro texto quem diz a mesma coisa: “O lobo e o cordeiro se apascentarão juntos, e o leão comerá palha como o boi; e pó será a comida da serpente. Não farão mal nem dano algum em todo o meu santo monte, diz o Senhor.” (Is. 65:25). Essa linguagem é literal, ainda que alguns a considerem figurada. Essa era a realidade do jardim do Éden, antes da maldição entrar por meio do pecado. Portanto, vamos pregar o Evangelho a toda a criatura, como  Jesus mandou, e vamos fazer  discípulos das pessoas que ele nos der. Mas isso com humilde dependência do Espírito Santo, sabendo que muitas coisas não estão no nosso controle, nem tentando reproduzir na força do braço, um cenário que só acontecerá no Milênio, através da vinda gloriosa do próprio Senhor Jesus Cristo.