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terça-feira, 15 de julho de 2014

JESUS E O PRINCÍPIO DE AUTORIDADE


1.       AUTORIDADE FAMILIAR
A família é uma instituição divina, como vemos desde que Deus criou Adão e Eva, que tiveram filhos.  Jesus nasceu a na família de José e Maria, e com certeza conhecia  o mandamento que está em Ex. 20:12 “Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor teu Deus, te dá”, e em Deuteronômio 5:16 “Honra a teu pai e a tua mãe, como o Senhor teu Deus te ordenou, para que se prolonguem os teus dias, e para que te vá bem na terra que te dá o Senhor teu Deus.”Lucas registra o episódio de Jesus com doze anos de idade, na festa da páscoa, em Jerusalém, quando seus pais voltaram para buscá-lo, com as seguintes palavras: “E desceu com eles, e foi para Nazaré,  E ERA-LHES SUJEITO.”  (Lc.2:51). Jesus respeitava o princípio de autoridade, sendo sujeito a seus pais. Porém, no caso do casamento em Caná, da Galiléia, Jesus parece  fugir a esse padrão. Depois de sua mãe comunicar-lhe que o vinho tinha acabado, ele lhe responde: “Mulher, que tenho eu contigo? Ainda não é chegada a minha hora.” Geralmente, as traduções se apressam em colocar uma nora explicativa, dizendo “Mulher não é um termo desrespeitoso”.  Com certeza não,  mas  é normal? Por que Jesus se dirigiu assim a sua mãe. Ou por que qualquer filho se dirigiria assim a sua mãe? O rei Salomão respondeu à sua mãe: “PEDE, MINHA MÃE, PORQUE NÃO TE FAREI VIRAR O ROSTO.” (I Rs. 2:20). Esperava eu que Jesus respondesse nestes termos. Porém, vejamos onde aparece a expressão no Novo Testamento:
Mt.15:28 “Então respondeu Jesus, e disse-lhe:Ó mulher! Grande é a tua fé: seja isso feito para contigo como tu desejas. E desde aquela hora a sua filha ficou sã.”
Lc. 13:12 “E, vendo-a Jesus chamou-a a si, e disse-lhe: Mulher, estás livre da tua enfermidade.”
Jo. 4:21 “Disse-lhe Jesus: Mulher, crê-me que a hora vem, em que nem neste monte nem em Jerusalém adorareis o Pai.”
Jo.8:10b “Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou?”
Jo.19:26 “Ora Jesus, vendo ali sua mãe, e que o discípulo a quem ele amava estava presente,  disse à sua mãe: Mulher, eis aí o teu filho.”
Jo. 20:15 “Disse-lhe Jesus: Mulher, por que choras? Quem buscas?”

Em todos esses textos, Jesus parece estar, deliberadamente, evitando, dar um caráter de intimidade.  Maria, sua mãe, e Maria Madalena, ele conhecia bem. Mas parece estar dando uma mensagem para elas.É como se estivesse dizendo “Vocês me conheceram como um homem normal, mas é chegada a hora de vocês me conhecerem como o Messias, como o Filho de Deus.”  Para Maria, é como se ele estivesse dizendo “Embora você me tenha conhecido como seu filho, agora já não o sou mais, mas sou Filho de Deus”. Paulo parece ter captado esse fato , quando escreveu: “Assim que daqui por diante a ninguém conhecemos segundo a carne, e, ainda que tenhamos conhecido a Cristo segundo a carne, contudo agora já não o conhecemos deste modo.” Mulher não é um termo desrespeitoso, mas não é um termo de intimidade, é como você trata uma estranha. Então, a autoridade na família foi respeitada por Jesus, que era o primogênito, e tinha o direito de herdar a autoridade do pai, depois da morte deste.

2.       A AUTORIDADE RELIGIOSA
Jesus estava também debaixo da autoridade religiosa, no seu caso, o Judaísmo. O Sumo Sacerdote era a maior autoridade dentro do Judaísmo. Quando da maioridade de Jesus, o sumo sacerdote era Caifás. Embora Lucas diga que havia dois sumos sacerdotes, Anás e Caifás, sendo Anás sogro deste último, certamente somente um era legítimo, pois é impossível que Deus respaldasse tal coisa, à luz do Antigo Testamento. Era como se houvesse dois maridos na família e dois Imperadores romanos. A autoridade não pode ser dividida igualmente por duas pessoas, mas repousa somente sobre uma. Até mesmo na Trindade, o Pai manda no Filho, e Este manda no espírito Santo, que manda em nós. Só o diabo quer criar cobra de duas cabeças para gerar confusão. No ocidente moderno, o marido e a mulher têm a mesma autoridade, dentro de casa, e só poderia dar no que temos visto, confusão. Então, só Caifás era o sumo sacerdote legítimo. Tanto é que Jesus fala com Anás com uma liberdade, que não usa quando fala com Caifás. (Jo 18:2024). Paulo afrontou o sumo sacerdote, mas segundo as suas palavras, foi sem querer. “Mas o sumo sacerdote, Ananias, mandou aos que estavam junto dele que o ferissem na boca. Então Paulo lhe disse: Deus te ferirá, parede branqueada; tu está aqui assentado para julgar-me conforme a lei, e contra a lei me mandas ferir? E os que ali estavam  disseram: Injurias o sumo sacerdote de Deus? E Paulo disse: Não sabia, irmãos, que era o sumo sacerdote; porque está escrito: não dirás mal do príncipe do teu povo.”  Parece que Paulo se arrependeu de ter desrespeitado o sumo sacerdote. Bem, agora Jesus está diante do sumo sacerdote Caifás. “E, levantando-se o sumo sacerdote, disse-lhe: Não respondes coisa alguma ao que estes depõem contra ti? Jesus, porém, guardava silêncio. E, insistindo o sumo sacerdote, disse-lhe: Conjuro-te pelo Deus vivo que nos digas se tu és o Cristo, o Filho de Deus. Disse-lhe Jesus: Tu o disseste; digo-vos, porém, que vereis em breve o filho do homem assentado à direita do poder, e vindo sobre as nuvens do céu.” (Mt.26:62-64). Jesus não desrespeitou a autoridade do sumo sacerdote, nem se defendeu, mesmo sabendo que era inocente. Na sequência, está escrito “ENTÃO O SUMO SACERDOTE RASGOU OS SEUS VESTIDOS”. Parece que Caifás não andava lendo a sua Bíblia, pois Levítico 21:10, diz “E o sumo sacerdote entre seus irmãos, sobre cuja cabeça foi derramado o azeite da unção, e que for sagrado para vestir os vestidos, não descobrirá a cabeça NEM RASGARÁ OS SEUS VESTIDOS.” O sumo sacerdote transgrediu a lei, e condenou a Jesus, que era inocente. Mesmo assim, Jesus não o desacatou, mas se submeteu a ele. Será que temos respeitado as autoridades religiosas legítimas, instituídas por Deus?

3.       AUTORIDADE POLÍTICA
Lucas registra que foi no décimo quinto ano do reinado de Tibério césar, que João Batista começou o seu ministério (Lc. 3:1), e que Pôncio Pilatos era o governador da Judéia. Tenho ouvido dizer que a família e a igreja são instituições divinas. Não significa que são instituições isentas de erro, pois muitas vezes têm errado muito. O Estado também é uma instituição divina, Isto é, criado por Deus. E por ter, muitas vezes, errado tanto, têm sido visto, quase como maligno, isto é, criado pelo diabo. Paulo diz,  em Romanos 13,  que as autoridades do estado foram constituídas por Deus. Ele chama de magistrados, porque naquele tempo, ainda não havia a divisão tripartite dos poderes.  Ele diz “Por isso quem resiste à autoridade resiste à ordenação de Deus”. (Rm. 13:2). Pedro chama de “ordenação humana” (I Pd. 2:13), não porque tenha sido criada pelo homem, mas porque constituídas por humanos, embora tenha sido criada por Deus. Pilatos perguntou a Jesus “Tu és o rei dos judeus? Respondeu-lhe Jesus: Tu dizes isto de ti mesmo, ou disseram-te outros de mim? Pilatos respondeu: Porventura sou eu judeu? A tua nação e os principais dos sacerdotes entregaram-te a mim; que fizeste?  Respondeu Jesus: O meu reino não é deste mundo; se o meu reino fosse deste mundo, pelejariam os meus servos, para que eu não fosse entregue aos judeus; mas agora o meu reino não é daqui. Disse-lhe pois Pilatos: Logo tu és rei? Jesus respondeu: Tu dizes que eu sou rei. Eu para isso nasci, e para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade ouve a minha voz. Disse-lhe Pilatos: Que é a verdade? “(Jo. 18:33-38). Em Jo.19:9-11, há outro diálogo entre Jesus e Pilatos. “E entrou outra vez na audiência e disse a Jesus: Donde és tu? Mas Jesus não lhe deu resposta. Disse-lhe pois Pilatos: Não me falas a mim? Não sabes tu que tenho autoridade para te crucificar e para te soltar? Respondeu Jesus: Nenhuma  autoridade terias sobre mim, se de cima não te fosse dada; por isso aquele que me entregou a ti maior pecado tem.”  Jesus reconheceu que Pilatos tinha autoridade sobre ele. Essa autoridade tinha sido dada pelo Imperador romano, que a tinha recebido de Deus. Parece coisa dos povos atrasados do passado, cujos governantes derivavam sua autoridade dos deuses, para enganar o povo. Mas aqui é a Escritura. Pode ser, e com certeza é, que os homens tenham abusado desse princípio, mas não podemos descartá-lo, pois o mesmo Deus que respalda a autoridade do governante, também  lhe pede contas. Belsazar, o rei dos caldeus, por ter abusado da sua autoridade, e profanado os vasos sagrados do templo de Jerusalém, foi julgado por Deus. No auge do Banquete sacrílego, “apareceram uns dedos de mão humana que escreviam no reboco da parede do palácio real, defronte do castiçal; e o rei via os dedos que estavam escrevendo.” Nessa hora toda a altivez do monarca caiu por terra, pois percebeu que tinha chegada a sua hora. “Então a fisionomia do rei mudou, e seus pensamentos o perturbaram; suas pernas ficaram fracas e seus joelhos batiam um no outro.” Daniel foi chamado para ler a inscrição, e leu: “Deus contou os dias do teu reino e pôs fim nele. Foste pesado na balança e foste achado em falta. O teu reino está dividido e entregue aos medos e persas.”  Seria bom que os nossos governantes meditassem nessas palavras, pois a história termina com estas palavras: “Naquela mesma noite foi morto Belsazar, o rei dos babilônios.” (Dn.5). Façamos a nossa parte, respeitando a autoridade legítima, constituída por Deus, e oremos para que Ele faça justiça. Herodes matou o apóstolo Tiago, à espada, mas a vingança de Deus veio logo, em resposta à oração da igreja. “E no mesmo instante feriu-o o anjo do Senhor, porque não deu glória a Deus; e, comido por vermes, morreu.” (At.12:23).

segunda-feira, 14 de julho de 2014

O PRINCÍPIO DE AUTORIDADE II


Quando a nação de Israel era vassala da Pérsia, no tempo do rei Assuero,  foi assinado um Decreto de extermínio de todos os judeus. “E em todas as províncias aonde a palavra do rei e a sua lei chegava, havia entre os judeus grande luto, com jejum,  e choro, e lamentação; e muitos estavam deitados em sacos e cinzas.” (Et. 4:3). Esta situação é muito semelhante ao que Hitler fez com os judeus, durante a Segunda Guerra Mundial, no que ficou conhecido como Holocausto. Mas há um princípio espiritual envolvido aqui, que pode ser aplicada a cada ser humano, individualmente. 

Quando recebemos uma má notícia, podemos até nos desesperar, como Israel fez,  mas é prudente procurar saber o que ocasionou tal situação. No caso de Israel na Pérsia, havia um motivo. Quem desencadeou a tragédia foi Mardoqueu, quando não soube lidar com o princípio de autoridade. Antes disso acontecer, a Escritura narra o seguinte: “Depois destas coisas o rei Assuero engrandeceu a Hamã, filho de Hamedata, o agagita, e o exaltou, pondo-lhe o assento acima dos de todos os príncipes que estavam com ele.”  (Et. 3:1). 

Lembrando que a autoridade estava sobre o rei Assuero, e ele, usando dessa autoridade, exaltou a Hamã. Então, depois do rei, Hamã era a maior autoridade, e quem desobedecesse a Hamã, estaria, por tabela, desonrando o rei. Vejamos o que diz o Novo Testamento: “Sujeitai-vos pois a toda a ordenação humana por amor do Senhor: quer ao rei, como superior; quer  aos governadores, como por ele enviados para castigo dos malfeitores, e para o louvor dos que fazem o bem. Porque assim é a vontade de Deus...Honrai a todos. Amai os irmãos. Temei a Deus. HONRAI O REI.”  (I Pd. 2:13,14,17). E mais ainda: “Toda alma esteja sujeita  às autoridades superiores; porque não há autoridade que não venha de Deus; e as que existem foram ordenadas por Deus. Por isso quem resiste à autoridade  resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos a condenação.” (Rm.13:1,2).  Foi o que Mardoqueu fez. 

O texto de Ester diz: “O todos os servos do rei, que estavam à porta do rei, se inclinavam  e se prostravam diante de Hamã, PORQUE  ASSIM TINHA ORDENADO O REI ACERCA DELE.” Era ordem do rei que se inclinassem diante de Hamã. Quem não fizesse isso, estaria ofendendo o rei, antes de Hamã. Mardoqueu não obedeceu ao rei, pois está escrito: “PORÉM MARDOQUEU NÃO SE INCLINAVA  NEM SE PROSTRAVA.” (Et.3:  2b).  Mardoqueu teve oportunidade de se retratar, de se arrepender, mas não o fez, pois os servos do  rei, o interpelaram, dizendo: “POR QUE TRASPASSAS O MANDADO DO REI?  Sucedeu pois que, dizendo-lhe eles isto de dia em dia, e não lhe dando ele ouvidos, o fizeram saber a Hamã...” É claro que Hamã, orgulhoso como todo ser humano, não tolerou tal comportamento. Conseguiu, junto ao  rei, autorização para matar, não somente Mardoqueu,  mas também a todo o povo de Mardoqueu , pois soubera que este era judeu.  Mardoqueu afrontou a autoridade do rei e a de Hamã. Mardoqueu foi inconseqüente, e, somente depois que soube do decreto de extermínio de todo o seu povo, foi que caiu em si. 

“Quando Mardoqueu soube tudo quanto se havia passado, rasgou Mardoqueu os seus vestidos, vestiu-se de um saco com cinza, e saiu pelo meio da cidade, e clamou com grande a amargo clamor.” Nestes tempos de anarquia, convém atentarmos para os ensinamentos da palavra de Deus, para não termos de lamentar depois. Para encurtar a história, sabemos que o Decreto foi anulado, e Israel foi salvo, mas há dois atos que foram realizados, e que foram responsáveis pela anulação.

Diz-se que cada atitude  de honra, anula uma atitude desonra. Pode ser, pois antes de desonrar o rei, Mardoqueu praticou uma atitude de honra para com ele. Dois eunucos do rei, fizeram uma conspiração para matá-lo, tendo sidos denunciados por Mardoqueu, atravás da rainha Ester. Isto foi escrito nas crônicas perante o rei. Muito tempo depois, o rei perdeu o sono, e mandou trazer  o livro das memórias das crônicas, e se leram perante o rei. (Et. 6:1-14). (A televisão ainda não tinha sido inventada).  A partir daí o rei tinha um motivo para gostar de Mardoqueu, e o recompensou. Outra atitude nobre de Mardoqueu, foi que ele criou Hadassa, que é Ester, sua prima, que ficara órfã de pai e mãe.  No decorrer da história, Ester se tornou rainha,  esposa do rei Assuero.  Apesar de Hamã ter se tornado poderoso no reino, junto ao rei, havia uma pessoa mais poderosa do que ele, a esposa Ester, que conquistara o coração de seu marido. Foi por meio desse relacionamento que Israel foi salvo. Ester  honrava seu marido. 

Aliás, há um deliberado contraste entre a atitude rebelde da esposa Vasti, que desonrou seu marido, ao recusar atender ao seu chamado, e atitude submissa de Ester, que foi ao rei sem ser chamada. O ato rebelde de Mardoqueu foi uma desonra, que resultou no decreto de extermínio de todo o seu povo.  Se você perceber alguma semelhança com o caso de Adão, não é mera coincidência. Mas dois atos de honra de Mardoqueu, um em relação ao rei, e outro em relação à rainha, e um ato de honra de Ester, em relação ao rei, anularam o decreto de extermínio.  Se você está sofrendo por ter desonrado a autoridade de alguém, comece a praticar atitudes de honra, para anular as conseqüência da desonra. “Honrai a todos. Amai os irmãos. Temei a Deus. Honrai o rei.”

quinta-feira, 10 de julho de 2014

O PRINCÍPIO DE AUTORIDADE I


O Brasil é uma nação em que o cristianismo tem exercido muita influência religiosa, seja na sua forma católica, seja na sua forma protestante ou evangélica. Na verdade, não somente o Brasil, mas, de resto, toda a América Latina. Digo influência religiosa, porque não significa, necessariamente, influência moral. O cristianismo bíblico, ou até mesmo os valores morais do judaísmo, estão misturados com várias formas de religiosidade popular. 

Diante da derrota acachapante da seleção brasileira de futebol,  diante da seleção alemã, na Copa do Mundo, tenho ouvido e lido várias opiniões, comparando a cultura da Alemanha com a do Brasil. Mas a cultura Alemã não foi formada da noite para o dia. 

Em 1517, um monge alemão,  Martinho Lutero, começou um movimento que ficou conhecido como Reforma Protestante, baseado nos valores de um livro chamado Bíblia. Lutero ensinou os valores desse livro, e traduziu a Bíblia no idioma do povo comum. Lutero colocou a Bíblia nas mãos do povo. Respeitando as características próprias de cada povo, é inegável que há muita influência da Bíblia na cultura alemã. 

Tenho ouvido que o jeitinho brasileiro, a malandragem, e outros defeitos, são próprios do nosso povo. Será? Na verdade o pecado deformou o caráter de todas as nações, mas a Bíblia nos foi dada para corrigirmos os nossos defeitos, seja de maneira individual, seja coletiva. Mas não adianta muito encher a nação de religiosidade, seja cristã, seja de qualquer outra, se não observarmos, cuidadosamente os princípios que são ensinados no livro de Deus. 

Recentemente foi aprovada no Brasil a chamada Lei da palmada, em flagrante  desrespeito aos princípios ensinados na Bíblia, seja no Velho, seja no Novo Testamento. Não adianta o ser humano querer ser mais sábio do que Deus. Mas se não conseguimos mudar os valores da nação, e adotar os princípios bíblicos, podemos fazê-lo de forma individual. 

Vou falar um pouco sobre o Princípio da autoridade. A primeira criatura que quebrou esse princípio foi o próprio Satanás, quando se rebelou contra Deus. Depois, ele induziu Adão a fazer a mesma coisa. A partir daí ele fez muitos discípulos. Mas podemos dizer não às suas sugestões.

Tomemos o caso já bem conhecido de Davi e Urias. Sabemos que Davi cometeu dois pecados, e Urias um. Urias morreu e Davi ficou vivo. (II Sm.11,12). Os pecados de Davi foram adultério e homicídio ou assassinato, o de Urias foi rebeldia. Depois de ter engravidado a mulher de Urias, que estava na guerra, Davi mandou buscá-lo, tentando esconder o seu pecado, de maneira que ele pensasse que o filho era seu. Havia uma hierarquia envolvida na trama. Davi era o rei, Joabe era o general comandante do exército, e Urias era um guerreiro debaixo da autoridade de Joabe. Mas Urias teve dificuldade de discernir os graus de autoridade debaixo dos quais ele estava. Quando Urias chegou diante de Davi, este lhe disse “Desce a tua casa, e lava os teus pés.” (11:8). Era uma ordem, não era uma sugestão, nem um conselho. A Urias restava somente dizer, no bom estilo militar: Sim, senhor! Mas Urias era folgado. Na verdade ele não disse nada, não se rebelou com palavras, mas com atitude, pois “saindo Urias da casa real...não desceu a sua casa.” (11:8,9). Havia pessoas observando tudo, pois alguém disse a Davi “Urias não desceu a sua casa.” (11:10). Mas Davi confrontou o desobediente, dizendo-lhe “Por que não desceste a tua casa?”(11:10). Confrontado, Urias replicou com palavras, dizendo: “A arca, e Israel, e Judá ficam em tendas; e Joabe meu senhor e os servos de meu senhor estão acampados no campo; e hei de eu entrar na minha casa, para comer e beber, e para me deitar com minha mulher? Pela tua vida, e pela vida da tua alma, NÃO FAREI TAL COISA.” Vendo que Urias estava obstinado na sua desobediência, Davi não insistiu mais, pois “E Davi o convidou, e comeu e bebeu diante dele...PORÉM NÃO DESCEU A SUA CASA.” (11:13). 

Não vou hoje entrar nos detalhes, pois quero apenas demonstrar que a rebeldia tem trágicas conseqüências. “Então os frecheiros atiraram contra os teus servos desde o alto do muro, e morreram alguns dos servos do rei, e também morreu teu servo Urias, o heteu.” A Bíblia diz que toda a autoridade procede de Deus, que, na verdade, é a única autoridade que existe, sendo as demais, delegadas. No Brasil, mas não somente aqui,  este princípio está longe de ser respeitado. Tudo o que Deus fez está debaixo de autoridade, ou seja, a criação é hierarquizada. Até Jesus recebeu autoridade de Deus, pois disse “Toda a autoridade me foi dada nos céus e na terra”. Onde não há autoridade, há anarquia, ou seja, ausência de autoridade. Será que essas crianças que serão criadas sem disciplina, não se voltarão, no futuro, contra o próprio governo  e o Congresso que as liberou. Não estarão correndo perigo de ignorar o princípio de autoridade, e sofrer as conseqüências? Como o apóstolo Paulo disse “Vós , filhos, sede obedientes a vossos pais no Senhor, porque isto é justo. Honra a teu pai e a tua mãe, que é o primeiro mandamento com promessa; para que te vá bem, E VIVAS MUITO TEMPO SOBRE A TERRA.” (Ef.6:1-3). 

Respeite e autoridade de Deus, esteja ela delegada, na família, no Estado, na igreja, ou em qualquer outro lugar. Davi se arrependeu de seus pecados, Urias não. Por isso morreu. Afrontar a autoridade em qualquer nível, não é sábio, só os loucos fazem isso.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

AUTORIDADE DELEGADA


O rei Assuero (Xerxes) era o mandatário da época, e sua autoridade delegada por Deus, de onde emana toda a autoridade do universo. Assuero era o rei da Pérsia e o seu seu reino ia da Índia até à Etiópia. Haman, filho de Hamedata, o agagita, era, provavelmente, descendente de Agague, rei dos amalequitas, que Saul deixara viver, contrariando ordens expressas de Deus, através do profeta Samuel. Mardoqueu, o judeu, era primo da rainha Ester, e o povo judeu estava espalhado por todo o reino de Assuero. 

O capítulo três do livro de Ester nos informa que Haman foi exaltado acima de todos os príncipes, por vontade do rei Assuero. Jesus disse que todo aquele que a si mesmo se exaltar será humilhado, e que todo aquele que se humilhar será exaltado. Pelo visto a iniciativa de exaltar Haman não foi dele mesmo, mas do rei. 

Salomão diz, no livro de Provérbios, que o coração do rei está na mão do Senhor, que o inclina para onde quer. Podemos concluir que foi da vontade d e Deus exaltar Haman, por meio do rei Assuero. Por causa dessa exaltação todos os servos do rei se inclinavam e se prostravam diante de Haman. Mas Mardoqueu não se inclinava nem se prostrava. Podemos até entender os sentimentos de Mardoqueu em relação a Haman, pois Amaleque sempre foi inimigo do povo judeu. Mas quando tratamos com a questão da autoridade, não podemos ser sentimentais, mas friamente racionais. Deus é muito paciente e não nos pune sem primeiro nos dar oportunidade de arrependimento. Creio que foi Deus quem levou os servos do rei a advertirem repetidamente a Mardoqueu de seu comportamento afrontoso. Salomão também diz, no livro de Provérbios, que o homem que é repreendido muitas vezes sem se consertar, será punido de repente, sem que haja cura. Mardoqueu se obstinou na sua rebeldia, e não deu ouvidos aos conselhos.

Até então Haman não sabia do comportamento de Mardoqueu. Era Deus lhe dando oportunidade de arrependimento. Mas como ele se obstinou, os servos fizeram saber a Haman, para ver se a conduta de Mardoqueu seria tolerada. É claro que Haman tambem estava na prova, pois poderia ter deixado passar essa ofensa, mas no seu orgulho desenfreado, se encheu de furor, esquecendo que ele não era Deus. Cheio de ódio por Mardoqueu, Haman achou pouco matar somente o seu desafeto, mas decidiu matar todos os judeus, o povo de Mardoqueu. Haman conseguiu autorização do rei Assuero para emitir um decreto a fim mandar matar todos os judeus. O rei deu o seu anel sinete para Haman a fim que esse pudesse decretar a morte de todos os judeus. Haman escreveu as cartas e selou com o anel do rei, e as enviou por meio dos mensageiros do rei. Onde quer que as cartas chegavam havia entre os judeus luto, jejum, choro e lamentação. 

Essa situação me lembra duas outras, que passarei a comentar. A primeira é o caso de Adão, que por desobedecer a Deus, lançou um decreto de morte sobre toda a humanidade, pois "a alma que pecar, essa morrerá" e "o salário do pecado é a morte". Neste caso, Mardoqueu é um tipo de Adão. A segunda é o Holocausto nazista, durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), quando Hitler mandou matar seis milhoes de judeus. Neste caso, não sabemos quem é o Mardoqueu da situaçao, mas sabemos que Hitler é o Hamã da história, porque "a maldição sem causa não encontra pouso". (Pv.26:2).

Qualquer ato de desonra contra a autoridade, tem a retribuição de Deus, quer diretamente,  quer por meio de terceiros, no exercício de sua soberania. A ofensa pode ser diretamente endereçada a Deus, ou pode ser dirigida contra um seu preposto, que é a autoridade delegada. O apóstolo Paulo diz que "tudo o que o homem semear isso também ceifará", seja para o bem, seja para o mal. 

Quando Mardoqueu ofendeu a autoridade de Hamã, este providenciou para que a retribuição lhe fosse feita. E assim como foi da vontade de Deus exaltar Haman, por meio do rei Assuero, foi também da vontade de Deus punir Mardoqueu, por meio de Haman. Podemos até dizer que foi Satanás quem armou para exterminar os judeus, usando como pretexto a rebeldia de Mardoqueu. Mas se acharmos que o diabo pode fazer o que quiser, atentamos contra a soberania de Deus, pois no caso de Jó, ele teve que pedir autorização a Deus, tanto para tocar nos seus bens, quanto para tocar em seu corpo. 

Vejamos estes dois textos, bem esclarecedores sobre este assunto. "Entao Satanás se levantou contra Israel e incitou Davi a numerar Israel." (I Cr. 21:1). "E a ira do Senhor se tornou a acender contra Israel, e ele incitou a Davi contra eles, dizendo: Vai, numera a Israel e a  Judá." (II Sm. 24:1). Entao, quem induziu Davi a numerar o povo, foi Deus ou foi Satanás? 

Podemos responder que foram os dois, pois este não pode agir sem pedir autorização àquele. E Deus, como supremo juiz do universo, distribui justiça, retribuindo a cada un conforme as suas obras. Nem Davi nem o povo eram inocentes, pois o povo vivia praticando idolatria, quebrando o primeiro mandamento do Decálogo, como está escrito: "E os filhos de Israel fizeram o que parecia mal aos olhos do Senhor, e se esqueceram do Senhor, seu Deus, e serviram aos Baalins e a Asterote. Então a ira do Senhor se acendeu contra Israel...". (Jz.3:7,8). 

No caso de Davi, podemos deduzir que foi o orgulho de ser o rei de um grande e poderoso exército, que o levou a obedecer à sugestão de Satanás, e numerar o povo. Joabe ainda tentou demovê-lo de seu intento, mas Davi, como Mardoqueu, se obstinou. Nessa "brincadeira" foram mortos setenta mil homens do povo de Israel. No caso do Holocausto,foram seis milhões, na época de Mardoqueu, o objetivo era todo o povo, e no pecado de Adão, toda a raça humana.

Mas a recíproca é verdadeira, pois o mesmo Deus que pune, também recompensa. Assim como toda a rebeldia contra a autoridade é castigada, todo ato de respeito, de obediência, de honra, é recompensado por Deus, seja diretamente, seja por meio de sua autoridade delegada. 

O apóstolo Pedro fala disso, quando diz: "Sujeitai-vos, pois, a toda ordenação humana por amor do Senhor; quer ao rei, como superior; quer aos governadores, como por ele enviados PARA CASTIGO DOS MALFEITORES E PARA  LOUVOR DOS QUE FAZEM O BEM." (I Pd. 2:13,14).  Paulo também nos ensina algo, pois afirma "Minha é a vingança; eu recompensarei, diz o Senhor." (Rm.12:19).  E  "porque é ministro de Deus e vingador para castigar o que faz o mal." (Rm. 13:4). Deus vinga por meio de seus prepostos. No caso, o magistrado aqui referido é o governante, pois a divisão tripartite dos poderes é uma coisa moderna, já que  os três poderes eram encarnados na pessoa do governante.

Para a felicidade de Mardoqueu, ele tinha crédito diante de Deus, pois  no caso dos dois eunucos, Bigtã e Teres (Et. 2:21-23), que conspiraram para assassinar o rei assuero, Mardoqueu agiu de conformidade com a autoridade. De fato, quem pisou na bola, neste caso, foram os dois eunucos, pois eram oficiais encarregados de guardarem as portas, com a precípua  finalidade de impedirem qualquer atentado contra a vida do rei. Mas prevaricaram, fazendo exatamente o que estavam obrigados de impedir.

Desde que o pecado entrou na raça humana, o orgulho se instalou no coração do homem. Facilmente nos ofendemos em decorrência de alguma atitude mais contundente por parte de qualquer pessoa, mormente quando essa pessoa é  autoridade sobre nós. Em nosso coração, facilmente podemos dizer "Quem ele pensa que é?".  Foi o caso dos dois eunucos, que, para infelicidade deles, o caso chegou ao conhecimento de Mardoqueu, que o contou a Ester, e esta, ao rei, em nome de Mardoqueu. Bem que esta noticia poderia não ter vazado, e a conspiração poderia ter sido bem-sucedida, e o rei morto. Mas a justiça retributiva de Deus, como assaz acontece, cuidou para que Mardoqueu tomasse conhecimento, e os dois eunucos fossem punidos com a morte. 

Mardoqueu também foi provado, pois tinha o livre-arbítrio para ficar calado ou falar. Para o bem dele, desta vez ele ficou do lado da autoridade, e denunciou a conspiração. Paulo disse que tudo o que o homem semear, isso também ceifará. A semeadura de Mardoqueu desta vez foi boa, e no tempo certo, o tempo da colheita, ele recebeu a recompensa. O rei foi acometido de insônia, naquela noite  de sorte que não conseguia dormir(Es 6). Foi por providência divina, que o rei não conseguia dormir. Segundo os costumes da época, foi trazida à sua presença o livro das crônicas do seu reinado, e foi lido o que Mardoqueu havia feito no caso de Bigtã e Teres. O rei indagou se havia sido dada alguma recompensa a Mardoqueu, e resposta foi não. Foi também providência divina a aparente ingratidão do rei, na época da conspiração. Deus havia guardado a recompensa para ocasião oportuna. E esta havia chegado. Mardoqueu foi exaltado pela instrumentalidade do próprio Hamã, que foi humilhado, tendo de conduzir o cavalo, montado por Mardoqueu, ostentando uma coroa, e vestindo uma roupa do rei. Hamã ainda teve de declarar publicamente: "Assim se fará ao homem de cuja honra o rei se agrada!". O próprio rei, que havia entregue Mardoqueu e o seu povo, ao extermínio, pelas mãos de Hamã, agora exaltava Mardoqueu, pelas mãos do mesmo Hamã. Assim Deus exerce sua soberania, por meio da autoridade delegada, castigando os malfeitores e recompensando os que fazem o bem. (I Pe 2:14). No caso em questão, a intervenção divina foi potencializada por três dias de jejum, sem comer e sem beber, nem de dia nem de noite, por parte de Ester, Mardoqueu, e de todos os judeus de Susã, a capital.

Estamos vivendo numa época de quase anarquia, pois, há uma rejeição, quase generalizada, a todo e qualquer tipo de autoridade, seja na família, seja na escola, ou em qualquer  outra instituição. Mas os  princípios criados por Deus, para uma vida harmoniosa em sociedade, não mudaram e sua violação traz consequências  desastrosas para todos. "Sujeitai-vos, pois, a toda ordenação humana por amor do Senhor; quer ao rei, como superior; quer aos governadores, como por ele enviados...Vós servos (Oikétai, empregados), sujeitai-vos com  todo temor ao senhor (déspota), não somente ao bom e humano, mas também ao mau...Semelhantemente, vós, mulheres, sede sujeitas ao vosso próprio marido...Igualmentente vós, maridos, coabitai com ela com entendimento, dando honra à mulher..." (I Pd. 2:13,14,18; 3:1,7). Dependendo de como você responde a  esse ensinamento, você é recompensado ou castigado por Deus, seja diretamente, seja por meio de sua autoridade delegada.

sábado, 19 de novembro de 2011

Introdução ao Princípio de Liderança

Introdução ao Principio de Autoridade


Automóvel é o veiculo que se move por si mesmo e autocracia é o que tem o governo em si mesmo, e tudo o mais que tem o prefixo "auto", fala de si mesmo. Nesse sentido, só existe uma Autoridade em todo o universo, que é Deus. Todas as demais, sao autoridade delegada dessa única fonte. 

"Toda a autoridade me foi dada nos céus e na terra", disse Jesus, depois de sua ressurreição. Alias, existe diferença entre autoridade e poder, e aqui a palavra é autoridade (exussia), e não poder (dinamis). Baseados nesse texto - Mt. 28:18 - podemos entender a diferença entre Jesus e Deus, o Pai. Quando se tratava de poder, Jesus era igual ao Pai, como Ele mesmo disse em Jo. 5:19, que tudo o que o Pai fazia, Jesus, o filho, fazia igualmente. Mas Ele não fazia quando queria, pois, apesar de poder, ele precisava ser autorizado pelo Pai. Mas quando ele disse que toda a autoridade lhe fora dada nos céus e na terra, alguém lhe tinha dado toda a autoridade. E, como diz o ditado popular, só se da o que se tem, Deus, o Pai, é quem tinha toda a autoridade, mas Ele a deu a Jesus.

Um outro texto que podemos usar para entender o sentido de autoridade, é I Co.15:27,28, onde é dito que todas as coisas foram sujeitas a Cristo, com exceção do próprio Deus, que foi quem lhe sujeitou todas as coisas. O princípio de autoridade pode ser entendido dentro da própria trindade divina, O Pai, o Filho, e O Espirito Santo. O Pai manda no filho, que manda no Espirito Santo. Há uma hierarquia dentro da trindade, que é a autoridade descendo do Pai pro Filho, do Filho para o Espirito, e do Esprito Santo, entra na Terra, repousando sobre a cabeça de um homem. 


No caso da igreja, a autoridade repousou sobre os apóstolos, como está escrito em At. 1:2, onde é dito que Jesus deu mandamentos pelo Espirito Santo, aos apóstolos, que escolhera. Paulo tinha consciência disto, pois escrevendo a igreja de Corinto, diz "Se alguem cuida ser profeta, ou espiritual, reconheça que as coisas que vos escrevo são mandamentos do Senhor." (I Co. 14:37). Na mesma Carta, no cap. 7, o Apóstolo dos gentios preleciona dizendo "Todavia, aos casados, mando, não eu, mas o Senhor, que a mulher não se aparte do marido..." (v.10), e "Mas aos outros digo eu, não o Senhor: Se algum irmão tem mulher descrente e ela consente em habitar com ele, não a deixe." (v.12).

No caso do Estado, a autoridade de Deus repousava sobre o imperador romano, que no tempo de Jesus adulto, era Tibério César. Pôncio Pilatos, governador da Judéia, recebia sua Autoridade Do imperador. Diante de Pôncio Pilatos, quando este interrogou a Jesus, alegando sua autoridade, Jesus respondeu: "Nenhuma autoridade terias sobre mim, se não te fosse dada de cima." (Jo.19:10,11). Jesus reconheceu a autoridade do governador romano, como de origem divina.

No caso da família, Jesus tambem reconheceu a autoridade de seus pais, como de origem divina, pois "era-lhes sujeito." (Lc. 2:51). Paulo, que, como já sabemos, era porta-voz de Jesus, ensina, em I Co. 11:3 "Mas quero que saibais que Cristo é a cabeça de todo homem, e o homem a cabeça da mulher, e Deus a cabeça de Cristo." Na mesma Carta, em 14:34, ele continua "As mulheres estejam caladas nas igrejas; porque lhes não é permitido falar; mas estejam sujeitas, como também ordena a lei." O mesmo apóstolo toca no assunto novamente em Ef. 5:22 "Vós, mulheres, sujeitai-vos a vossos maridos, como ao Senhor...Vós, maridos, amai as vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela." É bom lembrar que o contexto todo fala de mulheres casadas, dentro da família, onde a responsabilidade da liderança é do marido.