segunda-feira, 5 de outubro de 2015

AS DUAS TESTEMUNHAS


“Darei às minhas duas testemunhas que profetizem por mil duzentos e sessenta dias” (Ap.11:3).

          Quem são as duas testemunhas?  Elas tem as características de Elias. “Elas têm autoridade para fechar o céu, para que não chova durante os dias em que profetizarem” (Ap.11:6). Também têm as características de Moisés. “Têm autoridade também sobre as águas, para convertê-las em sangue,  bem como para ferir a terra com toda a sorte de flagelos, tantas vezes quantas quiserem” (Ap.11:6).  Lembremos que Jesus disse:  “vós sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra” (At.1:8).  Jesus disse isto ao onze apóstolos, representando toda a igreja. 

Então, as duas testemunhas são toda a igreja, no seu ramo judaico e gentílico. Pedro era o apóstolo da igreja judaica, Paulo da igreja gentílica (Gl.2:7,8). “São estas as duas oliveiras” (Ap. 11:4). “foste enxertado em meio deles e te tornaste participante da raiz e da seiva da oliveira” (Rm.11:17) e, “era oliveira brava e, contra a natureza, enxertado em boa oliveira” (Rm. 11:24). Os dois versículos de Romanos, dizem que a igreja judaica é a oliveira legítima,e os gentios que se converteram ao Messias, são oliveira brava, que foi enxertada na verdadeira oliveira, passando a participar da raiz e da seiva dela. “São estas as duas oliveiras”. “São estes os dois candeeiros que se acham em pé diante do Senhor da terra” (Ap. 11:4).

Então, as duas testemunhas são também dois candeeiros. “os sete candeeiros são as sete igrejas” (Ap. 1:20). Então, as duas testemunhas são dois candeeiros, que são duas igrejas, a igreja judaica e a igreja gentílica. 

Atualmente a igreja judaica é conhecida como Judeus Messiânicos. Essa igreja judaica, que era a Igreja Primitiva, andou sumida por muito tempo, enquanto a igreja gentílica dominava o cenário mundial. No momento  estamos presenciando o reaparecimento da igreja judaica, e tudo indica que elas se unirão no futuro, principalmente por causa da perseguição. 

O texto de Ap. 11, parece indicar um tempo em que elas estarão juntas, dando o seu testemunho, num cenário de perseguição, que durará três anos e meio.(Ap. 11:3). Porém, nesse tempo, a igreja terá grande autoridade, pois está dito “Se alguém pretende causar-lhes dano, sai fogo da sua boca e devora os inimigos; sim, se alguém pretende causar-lhes dano, certamente, deve morrer” (Ap.11:5).  Mas o texto também diz que ela s profetizarão “vestidas de pano de saco”(11:3b). Em Ester 4:1 “Quando soube Mordecai tudo quanto se havia passado, rasgou assuas vestes,  e se cobriu de pano de saco e de cinza, e, saindo pela cidade, clamou com grande a amargo clamor”. 

As duas testemunhas estarão vestidas de pano de saco, porque, certamente, grande perigo as ameaçará, e toda a vaidade e glamour, terão desaparecido, e ela sabe que o seu testemunho pode custar-lhe a vida, como no caso de Mardoqueu, que estava sob uma sentença de morte. A igreja do Oriente Médio, que está sendo morta pelo Estado Islâmico, certamente, não está pensando em prosperidade material, mas em sobreviver, ou morrer,  sem negar a Jesus.                           

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

LUA DE SANGUE E O APOCALIPSE


          Diz Ap. 6:12 
“Vi quando o Cordeiro abriu o sexto selo, e sobreveio grande terremoto. O sol se tornou negro como saco de crina, a lua toda, como sangue.” 
        Este registro da Lua de Sangue, está dentro da cronologia dos sete selos,  sendo este, o sexto, que é precedido do quinto. Ora, no quinto, vamos encontrar uma parte dos mártires, cristãos que foram mortos na Grande Tribulação (interpretação minha), sendo que lhes foi dito que, ainda faltava uma parte ser morta, como eles o foram.(Ap. 6:11).  

            A mesma cena está em Ap. 7:14 “São estes os que vêm da grande tribulação, lavaram as suas vestiduras e as alvejaram no sangue do Cordeiro”. “...a cada um deles foi dada uma vestidura branca” (Ap.6:11) e, “Estes, que se vestem de vestiduras brancas, quem são e donde vi eram?...vêm da grande tribulação...” (Ap.7:13,14). Já que somente uma parte de cristãos tinha sido morta, significa que estão no meio da grande tribulação, que durará três anos e meio (Ap.13:5), porque os sete anos foram abreviados (Mt.24:21,22). 

           A Lua de Sangue de Apocalipse,  então, acontece no final da grande tribulação, ou logo depois dela, pois a seqüência diz “O sol se tornou negro como saco de crina, a lua toda, como sangue, as estrelas do céu caíram pela terra, como a figueira, quando abalada por vento forte, deixa cair os seus figos verdes” (Ap. 6:12,13). Jesus diz a mesma coisa: “Logo em seguida à tribulação daqueles dias, o sol escurecerá, a lua não dará a sua claridade, as estrelas cairão do firmamento, e os poderes dos céus serão abalados” (Mt. 24: 29).

          A Lua de Sangue de Apocalipse, acontece no sexto selo, sendo que o sétimo, apresenta sete anjos, com sete trombetas, trazendo sete flagelos, desgraças que sucederão na terra. 
             
            A 1ª trombeta (Ap.8:7) queima a “terça parte da terra, e das árvores, e também toda a erva verde.” A 2ª trombeta (Ap. 8:8,9), um terço da vida do mar foi morta, pois um terço das águas se tornaram em sangue.  A 3ª trombeta (Ap.8:10,11), a terça parte dos rios se tornaram amargas, e morreram muitos homens.  A 4ª trombeta (Ap.8:12,13), uma terça parte do sol,  da lua e das estrelas, é escurecida.  A 5ª trombeta (Ap.9:1-12), horríveis criaturas, demônios,  sairão do abismo e atormentarão os homens, que não têm o selo de Deus (O Espírito Santo), que desejarão morrer, mas não poderão. A 6&ordf ; trombeta (9:13-21), outras horrendas criaturas, anjos,  foram soltos, e mataram um terço de todos os homens.  

         Aqui é bom fazer um registro,pois diz “Os outros homens, aqueles que não foram mortos por estes flagelos,  não se arrependeram das obras das suas mãos, deixando de adorar os demônios e os ídolos, nem dos seus assassínios, feitiçarias, prostituição, nem dos seus furtos” (Ap. 9:20,21). 

         Desde o início, Deus manda os homens se arrependerem. A desobediência a esse mandamento tem conseqüências.  A 7ª (Ap. 11:15-19), trombeta mostra Deus assumindo o governo do mundo. O cenário do 5º selo, cristãos sendo mortos, pode estar acontecendo agora, no Oriente Médio, onde o islamismo radical, o ISIS, Estado Islâmico, está matando impiedosamente os cristãos. Em escatologia não podemos ser dogmáticos, mas, para alguns cristãos, a Grande Tribulação já começou.

LUA DE SANGUE


         Esta expressão se tornou famosa e este fenômeno merece ser estudado, pois alguma importância tem. A Bíblia fala a este respeito em, pelo menos, três versículos. 
“O sol se converterá em trevas, e a lua, em sangue, antes que venha o Grande e terrível Dia do Senhor” (Joel 2:31).
       E também 
“O sol se converterá em trevas, e a lua, em sangue, antes que venha o grande e glorioso Dia do Senhor” (At. 20). 
       E ainda 
“Vi quando o Cordeiro abriu o sexto selo, e sobreveio grande terremoto. O sol se tornou negro como saco de crina, a lua toda, como sangue” (Ap.6:12). 

         Vamos tentar colocar estes versículos no seu devido contexto. Não fala só de lua, mas do sol e da lua. Quando Deus criou estes “luzeiros”,  ele disse que era “para alumiar a terra” (Gn. 1:15) e “para alumiarem a terra” (v.17).  Deus disse que o luzeiro maior, o sol,  seria “para governar o dia”,  e o luzeiro menor, a lua, seria para “governar a noite” (Gn.1:16). E Deus disse ainda que o sol e a lua, os dois luzeiros,  seriam para “sinais, para estações,  para dias e anos” (Gn.1:14). 

        Então,  o sol teria a função de iluminar o dia, e a lua, a de iluminar a noite. Por isso eram “luzeiros”, derivado de luz. Também podemos entender o sentido de regular as estações (verão, inverno, primavera, e outono), dias e anos, mas,  “para sinais”,  fica mais difícil de entender. O sol se tornar em trevas, como a Bíblia diz, é porque não está cumprindo o papel para que foi criado, iluminar a terra. Agora, a lua se tornar em sangue, significa que ficou vermelha, que é a cor do sangue, e perde, pelo menos em parte a capacidade de iluminar. Mas os luminares seriam para sinais, que é um  indicativo da parte de Deus, para mostrar algo. 

          Por exemplo, os milagres que Jesus realizou, eram sinais de que ele foi enviado por Deus. (Jo.5:36). Ou seja, quando o sol e a lua, que podem ser vistos por todos os moradores do mundo, ficassem diferentes, Deus estaria indicando alguma coisa. A propósito de sinais, Ap. 12:1-3 diz 
“Viu-se grande sinal no céu, a saber,  uma mulher vestida do sol com a lua debaixo dos pés e uma coroa de doze estrelas  na cabeça, que, achando-se grávida, grita com dores de parto, sofrendo tormentos para dar à luz. Viu-se, também, outro sinal no céu, e eis um dragão, grande, vermelho, com sete cabeças, dez chifres e, nas cabeças, sete diademas.”  
      O dragão é vermelho, é Satanás, a mesma cor da lua de sangue, e a mulher tem a lua debaixo dos pés, mas está vestida do sol. Na tipologia bíblica o sol representa Jesus e a lua, representa a igreja. Mas a lua também é o símbolo do Islã, a religião de Maomé, ou Mohamed. A lua de sangue está apontando para algo com a cor vermelha, e o avanço do Islã, para o grande califado mundial.  

     Aliás, o atual movimento migratório, proveniente dos países muçulmanos, predominantemente para a Europa, terá como conseqüência, inundar as nações com a religião de Maomé. As coisas estão acontecendo rapidamente, e poderá haver um califado mundial, nos moldes do que o Estado Islâmico, ISIS, está tentando estabelecer no Oriente Médio. Através da lua de sangue, o OUTDOOR  de Deus, ele está avisando, sinais, para o mundo, para Israel, e para a igreja, que estas coisas brevemente devem acontecer. É impressionante que a lua de sangue atual, tenha acontecido no início da Festa dos Tabernáculos, SUCOT,  em Israel.  Jesus disse 
“Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas; sobre a terra, angústia entre as nações em perplexidade por causa  do bramido do mar e das ondas...Ora, ao começarem estas coisas a suceder, exultai e erguei a vossa cabeça; porque a vossa redenção se aproxima  “Lc. 21:25, 28). 
     Jesus está voltando. 

terça-feira, 29 de setembro de 2015

LUA DE SANGUE E O DIA DO SENHOR


          A primeira referência a Lua de sangue na Bíblia, é no livro do profeta Joel, onde diz: “O sol se converterá em trevas,  e a lua, em sangue, antes que venha o grande e terrível Dia do Senhor.” (Jl. 2:31). Portanto,  a lua de sangue acontecerá antes do Dia do Senhor.

       Quanto tempo antes,  não sabemos, em virtude de que para o Senhor, um dia é como mil anos, e mil anos como um dia. (II Pd. 3:8). Porque também Malaquias diz “Eis que eu vos enviarei o profeta Elias, antes que venha o grande e terrível Dia do Senhor” (Ml.4:5). Bem, Elias já veio, pois João Batista foi o cumprimento desta profecia. (Mt. 17:10-13). Entendendo, o mesmo Espírito profético que estava sobre Elias,estava sobre João Batista. Porém, há indícios de que o Espírito profético de Elias e João Batista, estará sobre uma parcela da igreja dos últimos dias. 

        Assim como João Batista foi o precursor da primeira vinda do Messias, a igreja fiel, dos últimos dias, poderá ser  a precursora da segunda vinda, cumprindo, assim, a profecia de Malaquias 4:5. Agora, Joel 2:31 chama o Dia do Senhor de “terrível”, mas Pedro o chama de “glorioso” , e há uma razão para isso. O Antigo Testamento chama o Dia do Senhor de terrível, porque será, de fato, terrível, para os ímpios. O profeta Sofonias usa o mesmo tom, quando diz 
“Está perto o grande Dia do Senhor...aquele dia é dia de indignação, dia de angústia e dia de alvoroço e desolação, dia de escuridão e negrume,  dia de nuvens e densas trevas, dia de trombeta e de rebate contra as cidades fortes e contra as torres altas. Trarei angústia sobre os homens, e eles andarão como cegos, porque pecaram contra o Senhor; e o sangue deles se derramará como pó, e a sua carne será atirada como esterco. Nem a sua prata nem  o seu ouro os poderá livrar no dia da indignação do Senhor, mas, pelo fogo do seu zelo,  a terra será consumida, porque, certamente,  fará destruição total  e repentina de todos os moradores da terra.” (Sf. 1:14-18). 
      O apóstolo Paulo também descreve aquele dia com estas palavras “quando do céu se manifestar o Senhor Jesus com os anjos do seu poder, em chama de fogo, tomando vingança contra os que não conhecem a Deus e contra os que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus. Estes sofrerão penalidade de eterna destruição, banidos da face do Senhor e da glória do seu poder” (II Ts. 1:7-9). Mas o apóstolo Pedro (At.2:20) chama o Dia do Senhor de “glorioso” e não de “terrível”, porque, para os fiéis, será um dia realmente glorioso, como Paulo continua dizendo “quando vier para ser glorificado nos seus santos e ser admirado em todos os que creram,  naquele dia (porquanto foi crido entre vós o nosso testemunho). (II Ts. 1:10). 

       O próprio Senhor Jesus disse “Ora, ao começarem estas coisas a suceder, exultai e erguei a vossa cabeça; porque a vossa redenção se aproxima.” (Lc.21:28). E Paulo disse “A ardente expectativa da criação aguarda a revelação dos filhos de Deus...igualmente gememos em nosso íntimo, aguardando a adoção de filhos, a redenção do nosso corpo.” (Rm.8:19,23). A igreja estará sendo perseguida pelos ímpios, e o Dia do Senhor, é o dia em que o Senhor Jesus Cristo, voltará para salvar a igreja, ou o que restou dela, e para castigar os ímpios perseguidores. 

       Neste momento, a igreja está sendo perseguida e morta no Oriente Médio, pelos muçulmanos radicais, com a indiferença da igreja ocidental, com algumas exceções. Oremos por eles, pelo  menos,pois o que está acontecendo lá,  poderá chegar aqui. A Lua de sangue é um sinal do fim.

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

MUDANÇA DE PARADIGMA NA OBRA MISSIONÁRIA


          A propósito da Festa das Nações, ontem, promovida pela JOCUM,  sob o tema POVOS NÃO ALCANÇADOS, está de parabéns, foi muito inspiradora. Por isso me inspirei a escrever algo a respeito de Missões. 

          Sabemos que a história de missões começa com Abrão, depois chamado de Abraão, quando Deus o chamou de sua terra, Ur dos Caldeus, e o mandou para uma terra, que ele não conhecia, mas que deveria receber por herança. Creio eu que Deus chamou Abrão e Sara, sua esposa, a família nuclear. Aliás, Flávio Josefo diz que Sara era, na verdade, sobrinha de Abrão, e filha do irmão de Abrão, Harã, e que seu nome era antes Iscá.(Gn.11:29). Então Ló, além de sobrinho, era também cunhado de Abrão. Mas o princípio missionário que devemos aprender aqui, é que Deus chamou Abrão e Sara para a obra missionária, mas não chamou nem o pai, Tera, nem o sobrinho Ló. Mas os dois foram, por um motivo ou por outro. 

          Porém, quem não foi chamado, se for junto, só vai vai atrapalhar, como aconteceu, de fato. Antes de chegar em Canaã, seu campo missionário, Abrão ficou retido em um lugar chamado Harã, de onde só saiu depois da morte de seu pai, Tera. Ló foi junto com Abrão, e chegou com ele ao campo missionário, Canaã, mas só atrapalhou. Observe que Deus chamou uma família biológica, marido e mulher, esse é o primeiro paradigma da obra missionária. Mas a lição que fica é que só deve ir quem Deus chamou,  e os parentes, por mais chegados que sejam, devem ficar. Se forem, só irão atrapalhar.

         O paradigma (paradigma significa modelo) do Antigo Testamento é um, e o do Novo, é outro, para quase tudo, até mesmo para a obra missionária. O paradigma do Antigo Testamento para missões, é Abraão e Sara, mas o do Novo, é Paulo e Barnabé. Quem enviou Abraão e Sara foi o Senhor (Iavé) (Gn.12:1), o Deus da glória (At.7:2); e quem enviou Barnabé e Saulo,  foi o Espírito Santo, por meio da liderança da igreja de Antioquia (da Síria) (At.13:1-4). 

         Veja que não foi uma família biológica, marido e mulher, que foram enviados, mas uma família espiritual, dois homens, pois a geração de filhos não seria biológica, homem e mulher, mas filhos espirituais. Jesus já havia mudado o paradigma missionário em Mc. 6:7 “Chamou Jesus os doze e passou a enviá-los de dois a dois, dando-lhes autoridade sobre os espíritos imundos”  e Lc. 10:1 “Depois disto, o Senhor designou outros setenta; e os enviou de dois em dois, para que o precedessem em cada cidade e lugar aonde ele estava para ir”. No caso de Abraão e Sara, eles teriam de conquistar uma terra, por meio  de seus numerosos filhos, o que aconteceu nos dias de Josué. No caso de Barnabé e Saulo, eles teriam de conquistar corações(coração é terra, na tipologia), para mudar de lealdade, de Satanás para Jesus.
 “Eu te envio (Paulo) aos gentios, para lhes abrires os olhos e os converteres das trevas para a luz e da autoridade de Satanás para Deus, a fim de que recebam eles perdão de pecados e herança entre os que são santificados pela fé em mim”(At.26:17,18). 
Até mesmo Paulo e Barnabé tiveram o seu Ló, o parente inconveniente, que foi junto para atrapalhar. “Barnabé e Saulo, cumprida a sua missão, voltaram de Jerusalém,  levando também consigo a João, apelidado Marcos” (At. 12:25), e “Chegados a Salamina, anunciavam a Palavra de Deus nas sinagogas judaicas; tinham também João com auxiliar” (At. 13:5), e “João, porém, apartando-se deles, voltou para Jerusalém” (At. 13:13). Em At. 15:37, quando Paulo chamou Barnabé para a segunda viagem  missionária, “Barnabé queria levar também a João, chamado Marcos”, mas Paulo não concordou, pelo que se separaram, depois de uma briga feia. Ora, João Marcos era primo de Barnabé, assim como Ló era sobrinho e cunhado de Abraão. Só deve ir quem for chamado pelo Espírito Santo, assim como foi como foi com Barnabé e Saulo.

A GRANDE TRIBULAÇÃO E A IGREJA


          Tribulação é sofrimento, aflição, angústia, e grande tribulação é um período em que isto acontecerá com maior intensidade. 

           Veja isto “achava-se Jesus assentado, quando se aproximaram dele os discípulos,  em particular, e lhe pediram...E ele lhes respondeu...Então, sereis atribulados, e vos matarão. Sereis odiados de todas as nações, por causa do meu nome”(Mt. 24:3,4, 9).  E “porque nesse tempo haverá grande tribulação, como desde o princípio do mundo até agora não tem havido e nem haverá jamais”(Mt.24:21). Quase toda a igreja tem sido ensinada que a igreja não passará pela Grande Tribulação. É um grande engano, pois a igreja passará sim. 

       Esse erro deriva da falta de entendimento de alguns princípios de interpretação da Bíblia. O primeiro deles é deixar de fazer distinção entre a cosmo visão do Antigo Testamento e do Novo. Observe que os heróis do Antigo testamento normalmente recebem livramento físico e acabam bem. É o caso de Daniel na covas dos leões, dos três jovens na fornalha de fogo, de José terminando no trono do Egito. Mas os heróis do Novo Testamento raramente  recebem livramento, e geralmente acabam mal. É o caso de Jesus, João Batista, e os apóstolos, que são todos martirizados, com exceção do apóstolo João. 

            A filosofia do Antigo Testamento parece ser  “O anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que o temem e os livra” (Sl. 34:7), mas a do Novo parece ser  “Sê fiel até a morte, e dar-te-ei a coroa da vida” (Ap. 2:10). Outro erro que os intérpretes cometem é deixar de fazer distinção entre tribulação e juízo de Deus. Tribulação, normalmente, são os inimigos de Deus perseguindo povo de Deus, enquanto que juízo de Deus é o castigo de Deus sobre aqueles que perseguiram o seu povo. É o caso de Herodes Agripa I, que matou o apóstolo Tiago à espada, e depois foi morto por um anjo de Deus. (At.12:1,2,23). 

               A igreja toda, constituída de judeus e gentios, será perseguida pelo anticristo e pelo falso profeta, e serão, quase todos, martirizados, antes de Jesus voltar. Após a ressurreição dos justos, a transformação dos vivos, e o arrebatamento da igreja (ICo. 15:51,52; I Ts. 4:16,17), começará o juízo de Deus sobre as nações, como castigo pela maneira como trataram o povo de Deus.  Veja o que Jesus diz em Mt.24:29 “Logo em seguida à tribulação daqueles dias, o sol escurecerá,  a lua não dará a sua claridade, e as estrelas cairão do firmamento, e os poderes dos céus serão abalados.” O capítulo 16 de Ap. apresenta esses castigos em forma de sete taças, que são semelhantes às dez pragas do Egito. “Ide e derramai pela terra as sete taças da cólera de Deus...e ocorreu grande terremoto, como nunca houve igual desde que há gente sobre a terra...também desabou do céu sobre os homens grande saraivada, com pedras que pesavam cerca de um talento...” (Ap.16:1,18,21). 

               A igreja vai sofrer perseguição e martírio no corpo, mas será salva, e herdará a vida eterna. Os outros, pois não há neutralidade, quem não é a favor é contra, sofrerão a vingança de Deus, no corpo, e serão lançados no inferno. “Não temas as coisas que tens de sofrer. Eis que o diabo está  para lançar em prisão alguns dentre vós, para serdes postos à prova, e tereis tribulação de dez dias. Sê fiel até a morte, e dar-te-ei a coroa da vida”(Ap.2:10).

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

A ESTERILIDADE DE REBECA


          Rebeca era mulher de Isaque, que casou com ela quando ele tinha quarenta anos de idade, sendo que ela era estéril. 
“era Isaque de quarenta anos, quando tomou por esposa a Rebeca,  filha de Betuel, o arameu de Padã-Arã, e irmã de Labão, o arameu.  Isaque orou ao Senhor por sua mulher,porque ela era estéril; e o Senhor lhe ouviu as orações, e Rebeca, sua mulher, concebeu.”(Gn. 25:20,21). 
        Essa família era de oração, pois quando Rebeca sentiu que os filhos gêmeos lutavam no seu ventre “consultou ao Senhor” que lhe respondeu. (Gn. 25:22,23). Eles procuravam a solução de seus problemas na oração. Se fosse hoje, Isaque teria levado sua mulher a uma clínica de fertilização, e Rebeca teria feito uma ultrassonografia para saber o que havia no seu ventre. 

            Será que a ciência e a tecnologia estão diminuindo a nossa dependência de Deus? Deus diz para Rebeca: “Duas NAÇÕES  há no teu ventre, dois  POVOS nascidos de ti se dividirão” (Gn. 25:23). O apóstolo Pedro diz para a igreja: “Vós, porém, sois raça eleita,  sacerdócio real, NAÇÃO  santa, POVO de propriedade exclusiva de Deus” (I Pe.2:9). 

           A Bíblia diz que Isaque tinha quarenta anos quando tomou por esposa a Rebeca. (Gn.25:20). Não é de estranhar,  pois também diz a idade de Esaú, quando casou. “Tendo Esaú quarenta anos de idade, tomou por esposa a Judite, filha de Beeri, heteu, e a Basemate, filha de Elom, heteu” (Gn.26:34). A Bíblia, porém,  não diz com que idade Esaú teve filhos, mas diz a idade de Isaque quando teve filhos (gêmeos).  “Era Isaque de sessenta anos, quando Rebeca lhos deu à luz”(Gn. 25:26b).  Já que ele casou com quarenta, Isaque orou durante vinte anos para que sua mulher concebesse. O motivo de Deus ter revelado o tempo que Isaque orou para que sua mulher desse filhos, é  uma lição para a igreja, de que a esterilidade deve ser curada com oração, mas Deus se reserva o direito de decidir o tempo da resposta. A igreja deve orar, mas sabendo que Deus responderá quando Ele quiser, e não quando nós quisermos. 

            Em Daniel 10, a resposta da oração do profeta demorou vinte e um dias, em virtude da oposição que o anjo de Deus recebeu do príncipe do reino da Pérsia.  Coisas acontecem no mundo invisível que nós não sabemos,  para que as nossas orações sejam respondidas.  No dia de Pentecoste a igreja vinha orando durante dez dias, quando o Espírito Santo foi derramado, e cerca de três mil filhos nasceram. 

             No caso de Isaque foram dois filhos,  neste caso quase três mil, porque nascimentos espirituais não dependem das limitações do corpo físico. Algum tempo depois a resposta à oração foi imediata, porque o Espírito Santo foi derramado na hora. “Tendo eles orado, tremeu o lugar onde estavam reunidos; todos ficaram cheios do Espírito Santo e, com intrepidez, anunciavam a palavra de Deus.” Mas fica a lição, a responsabilidade da igreja é orar, a de Deus é derramar o Espírito Santo, e só então a igreja tem autoridade para evangelizar, e Deus também decide a hora de “acrescentar” os filhos para o crescimento.